Rosa dos Alpes Miguel Barra

Esta loja Rosa dos Alpes/Miguel Barra marcou Natal

Muita gente, ao pesquisar fotos antigas de Natal, já deparou com esta imagem acima. Um casarão enorme escrito “Rosa dos Alpes”. Mas, afinal, o que funcionara lá? Uma loja de roupas? Farmácia? Tecido? Bar? Este mistério vai ser resolvido agora nesta postagem do Brechando.

Primeiramente, este estabelecimento na Ribeira, mais precisamente na praça Augusto Severo. Surgiu graças ao italiano Miguel Barra, que vendia um armarinho. Por conseguinte, se mudaram para Cidade Alta, onde hoje fica a entrada do Beco da Lama, conforme mostra a imagem acima.

Se você olhar melhor a imagem acima verá, portanto, imagens de linhas, agulha, espatilho e entre outros acessórios do final do século 19. E acima da porta também tinha as seguintes palavras “Fazenda”, “Armarinho”, “Chapéus” e “Calçados”. Ou seja, uma tataravó das Casas Cardoso, famosa loja de tecidos da capital potiguar.

Nos jornais alguns chamam de “A loja de Miguel Barra”, uma vez que o nome do proprietário ficara abaixo, ainda mais era um ponto de referência.  Ou seja, se você ouvir Rosa dos Alpes ou Miguel Barra é a mesma coisa.

O que era tendência na Rosa dos Alpes (aka Miguel Barra)

Sem contar que toda decoração tinha estilo belle époque, para mostrar que os seus produtos eram 100% da Europa. Para quem não sabe, os natalenses adoravam comprar coisas que eram de fora e valorizavam muito o que vinha nos países da Europa. Qualquer novidade, estava no Rosa dos Alpes.

De acordo com o Diário do Natal, do Partido Republicano, em 1907, a loja forneceu tecido para a construção da roupa de um dos personagens da peça “Natal de Camisa”, sob autoria de Apolônio Wanderley.

Pesquisando os jornais da cidade, o estabelecimento já não existia antes da segunda metade do século 20. O registro feito para cartão-postal da Loja Rosa dos Alpes, em Natal, 1912. Foi oferecido aos funcionários e amigos. Numa época que não tinha e-mail marketing, era assim que os donos de loja mostravam a sua presença aos clientes.

Miguel Barra, o empresário, faleceu em meados dos anos 60.  Hoje, ele é nome de posto de gasolina e rua.

Gostou desta curiosidade? Deixe aqui, portanto, o seu comentário.

sou Cringe

Será que sou Cringe? Minha prima vai responder!

Primeiramente, precisamos mostrar o significado da palavra “Cringe”:

O termo tem origem inglesa e é utilizado como uma gíria para se referir aos momentos em que as pessoas passam por situações desconfortáveis e constrangedoras.

Entretanto, o termo está na boca do povo após viralizar na internet após os internautas nascidos nos anos 80 até 95 tem hábitos considerados vergonhosos pela juventude que nasceu nos anos 2000. O primeiro grupo é considerado a Geração X ou Millennials, que nasceram na transição da revolução digital.

Já o outro é a Geração Z, que nasceu entre 2000 a 2010, são adolescentes em 2021 e nasceram com computador, internet e o seu comportamento é totalmente diferente.

Hoje, os noventistas descobriram que os adolescentes acham café da manhã, ‘Friends’ e calça skinny estão entre costumes definidos como cringe para jovens.

Será que sou Cringe?

Eu como uma pessoa, que nasci em 1993, gosto de litrão, assisto Friends, uso calça skinny e falo boletos. Mas, será que vou ser considerada Cringe? Para responder esta pergunta, eu chamei minha prima Anna Luiza Paiva, de 14 anos, que é a típica Geração Z.

Aqui vão algumas características:

  1. Adora decorar desafios do Tik Tok
  2. Cabelo partido no meio
  3. Adora postar imagens dos seus ídolos

Sou Cringe?

Resolvemos pegar uma corrente com lista de coisas consideradas cringe pela Gen Z e no início esperava que fosse todos hábitos. “Eu não reparto o cabelo ao meio desde que estava no 5º ano, agora estou no oitavo ano”, disse, provocando risadas da minha irmã que presenciou todo o papo.

No entanto, ela aprova Friends.

“Gente, a série é legal, assistam, muito bom mesmo”, indicou.

Antes de rolar a entrevista, uns meses antes ela começou a ler Harry Potter e pediu emprestado os meus livros, que li na infância e adolescência.  Sem contar que comentou que pegou a senha do namorado (adolescentes namoram!) para assistir Disney+.

“Harry Potter é muito bom, leiam e estou gostando bastante. O problema é a JK Rowling”, relatou.

Afinal, Disney é cringe?

É difícil escolher, pois a Disney tem muitos filmes bons.

Toda esta entrevista com Anna Luiza está no You Tube. O papo foi bem-humorado e mostra que não devemos levar os adolescentes a sério. Então, em um vídeo, resolvi perguntar para Annalu sobre o que ela acha Cringe.

Veja o vídeo completo, portanto, a seguir:

Gostou de saber do vídeo? Deixe aqui o seu comentário e não se esqueça de inscrever no canal. E, agora, vou aposentar a calça skinny?