Seis formas de ver o mundo é um livro que reúne seis fotógrafos potiguares que viram o estado das mais diferentes formas.

“Seis formas de ver o mundo”, livro reúne fotógrafos do RN

O livro “Seis formas de ver o mundo” reúne seus artistas fotógrafos e ensaios autorais. Além disso, o objetivo deste livro é representar o mundo que vivemos. O time é composto por Alexandre Santos, Damião Paz, Flávio Aquino, Henrique José, Meysa Medeiros e Vlademir Alexandre.  Juntos, por conseguinte, formam o Coletivo Dafoto! O lançamento acontecerá neste domingo (9), às 09 horas, no canal do grupo.

A publicação encerra também o projeto Foto Coletiva, no qual promoveu uma série de entrevistas entre os fotógrafos sobre os processos criativos de cada um deles. O lançamento ocorre no formato de live e conta com a participação dos seis autores.

Uma das fotos que estão no livro (Foto: Divulgação)

A escolha do tema de “Seis formas de ver o mundo”

O fotógrafo nem sempre escolhe um tema, às vezes é o tema que o escolhe, como na série. O Alexandre Santos, por exemplo, criou uma coletânea de “Brincantes”, imagens em festas e folguedos populares do nordeste ao longo da última década. Na sequência vem as fotografias de Damião Paz, que nos apresenta um olhar afetivo sobre uma família da comunidade quilombola de Acauã em Poço Branco.

Além disso, saímos da representação pura do real e entramos no realismo fantástico de Flávio Aquino que nos apresenta um projeto experimental que nos chama à reflexão sobre a influência e a ocupação no espaço urbano de Natal. Depois de observar a realidade criada por Flávio, o leitor se depara com as linhas captadas por  Henrique José e sua viagem pelo grafismo colorido das construções e suas linhas arquitetônicas e pelo redimensionamento do espaço e das cores e captadas.

Já a Meysa retratou o tradicional bloco dos Cão, no qual já falamos no Brechando. Posteriormente, vem o trabalho de Wlademir Alexandre que nos mostra que o mar é de fato uma outra terra. Além disso, mostra as famílias que sobrevivem da pesca artesanal mantém viva uma das mais ancestrais formas de desenvolvimento socioeconômico e cultural da humanidade.

O projeto Foto Coletiva e o lançamento do livro “Seis Formas de Ver o mundo” está sendo realizada com recursos da Lei Aldir Blanc Rio Grande do Norte Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal. O livro custa R$ 30,00 a qualquer um dos fotógrafos do Coletivo.

Marinho Chagas

Marinho Chagas: jogador potiguar que fez sucesso nacional

Hoje temos o Souza, Richarlyson, Rodriguinho e outros jogadores do Rio Grande do Norte de renome nacional. Entretanto, nos anos 70, o Francisco das Chagas Marinho. Você não o conhece por este nome completo, mas pelo nome artístico de Marinho Chagas. O futebolista faleceu dias antes da Copa do Mundo do Brasil, em 2004, e era um dos mais entusiastas de que um dos jogos do evento aconteceriam em Natal. Por isso, vamos contar a sua história a seguir.

Mesmo famoso nacionalmente, ele começou em Natal

Sua carreira no futebol começou no time Riachuelo, extinto time natalense. O clube notabilizou-se pela facilidade com que revelava craques, sendo os mais famosos, o ala esquerdo Marinho Chagas; o meia Ivo, com passagem pelo Flamengo; o ponta esquerda Garcia, que fez sucesso no Sport Recife; o centro-avante Aladim, ex-seleção potiguar e titular do São Cristóvão; o meia Pádua e o ponta direita Messias, ex-seleções do RN. Além de outros como Maia, Adalberto, Zé Maria, Clodoaldo e Guilherme.

Entretanto, ele passou pelo ABC, ainda em Natal. Posteriormente trabalhou no Náutico de Pernambuco. No entanto, ele se destacou no carioca Botafogo.

Como ele entrou na seleção brasileira

Atuando pelo Botafogo chegou a Seleção Brasileira. Estreou em 25 de junho de 1973 em partida amistosa contra a Suécia em Råsunda. Após o sucesso, ele recebeu a convocação para participar da Copa do Mundo de 1974, no qual o Brasil ficou em quarto lugar.

Marinho Chagas no Botafogo

Sem contar que os jornais gostam de elogiar da sua persistência durante a semifinal daquele certame, uma vez que não se abateu contra Holanda, que ficou conhecido pelo apelido na mídia como “carrossel holandês”. Por falar na disputa do terceiro lugar, as crônicas esportivas lembram o episódio que Marinho brigou com o então goleiro Emerson Leão após o jogo contra a Polônia, perdido por 0–1.

Antes de Didico, Marinho Chagas polemizava com as suas festas

O Instagram adora compartilhar memes do futebol comentando das estripulias o jogador Adriano Imperador. No entanto, Marinho era tema da imprensa pelas suas festas e o comportamento super irreverente. Por conta do seu cabelo loiro e bagunçado, ainda mais contando com a sua personalidade, recebeu o apelido de “A Bruxa”.

Além disso, ele avançava livremente pela lateral do campo rumo ao ataque, características de um verdadeiro ala. Isso na época era polêmica esta atitude, já que enfatizavam um lateral marcar do que apoiar. Ou seja, quebrando os estigmas.

Lançou um single nos anos 70

Nos anos 70, ele tentou a carreira na música. Assim, lançou a música “Eu sou assim”, que fez um relativo sucesso nas terras brasileiras. Para ouvir, dê o play, portanto, a seguir:

Carreira nos Estados Unidos

Quando deixou o Botafogo, em 1977, se transferiu para o Fluminense, onde jogou por uma temporada. Mas, curiosamente, não ganhou nenhum título de destaque por equipes cariocas.

O potiguar ainda teve a honra de jogar ao lado de Pelé de Carlos Alberto Torres, quando ele foi jogar no Cosmos dos Estados Unidos. No país, ainda jogou no Strikers.

Quando voltou ao Brasil, foi para o São Paulo. Brilhou na equipe paulista e conquistou em 1981 o título estadual pelo Tricolor. Antes de se aposentar, ainda jogou por Bangu, Fortaleza e Augsburg, da Alemanha.

Antes de falecer, era comentarista esportivo da TV Band em Natal. Entretanto,  vinha tendo problemas com o consumo de álcool, o que deixou sua saúde muito debilitada.

No ano de 2013, chegou a passar 10 dias internado na UTI de um hospital de Natal, entre a vida e a morte, justamente por causa de uma hemorragia digestiva. Na época, ele prometeu parar de beber para estar vivo na Copa do Mundo do Brasil, mas não conseguiu.

2014 era o ano de sua homenagem

A Copa de 2014 era um ano muito importante na vida de Marinho. Naquele mesmo ano foi homenageado com uma estátua de sete metros de altura, feita em sua homenagem pelo artista plástico Guaraci Gabriel. Antes, em fevereiro, já tinha sido homenageado com uma marchinha de carnaval, ao receber homenagem do bloco Jegue Empacado.

Antes de morrer, ele recebeu o convite encontro que participava com colecionadores de figurinhas de álbum de Copa do Mundo, na capital paraibana. Ele conversava com uma pequena multidão, quando começou a vomitar sangue e foi levado para o hospital.

Após várias tentativas para mantê-lo vivo, Marinho deixou a vida terrena. A Prefeitura do Natal fez o traslado do seu corpo, o velório aconteceu no estádio Frasqueirão, de propriedade do ABC, time que começou a sua carreira.