NVDA, um jogo potiguar para decidir a vida de um estudante

Fazia tempo que não falava de nerdice, no próximo domingo (31), a partir das 22 horas, os potiguares terão uma chance de baixar um jogo da terrinha, o NVDA. O jogo no estilo visual novel, um gênero de jogo eletrônico bastante comum no Japão, focado em leitura de texto e escolhas. São jogos que tem o foco no enredo, nos quais o jogador acompanha uma história por meio de textos, músicas, imagens, vídeos.

Ou seja, o jogador ajudará a montar a história do jogo. Além disso, se passa por vários lugares famosos de Natal, como o Centro de Natal e o bairro de Petrópolis.

Durante o game, você vai decidir a história do Hugo, que quer fazer um filme, desde o desenvolvimento do roteiro até mesmo captação de recursos e patrocínio para que possa financiá-lo.

“O desenvolvimento do NVDA só foi possível através de uma equipe de jovens com garra e ambição, capazes de superar os mais diversos obstáculos e conseguindo se superar cada vez mais. Além do patrocínio da Prefeitura do Natal, através de edital de seleção e recursos oriundos da Lei Aldir Blanc, do Governo Federal. Sem a união dessas forças, a realização desse sonho não seria possível”, disse Victor Olavo Roca, um dos desenvolvedores do game.

Para baixar é só clicar neste link, no portal itch.io.

História do jogo

Hugo, um estudante que está prestes a concluir o ensino médio e passa pelo dilema de todo jovem: entrar na faculdade. Ele sonha em produzir um filme e precisa decidir entre seguir seu sonho ou cursar algo que garanta uma estabilidade financeira.

Por isso, durante o jogo, ele irá conciliar o estudo, lazer e amigos. Além disso, ele vai estudar aos poucos para produzir seu filme, desde o desenvolvimento do roteiro até mesmo captação de recursos e patrocínio para que possa financiá-lo.

Então, os jogadores vão decidir, portanto, a partir de três finais, com uma história envolvente sobre amor, amizade e difíceis decisões. A seguir, algumas imagens do jogo.

Quem fez o jogo NVDA

O estúdio Kraken quem ajudou no desenvolvimento do jogo. Além disso, a equipe surgiu originalmente durante a Global Game Jam de 2016, onde iniciamos o projeto do game One For Sorrow.

Em 2020, eles foram convidados pelo @pong.rn para participar do projeto @potipack , que estimula o desenvolvimento de jogos de desenvolvedores potiguares.  Para ficar por dentro sobre o lançamento do jogo, eles estão no Instagram, Twitter e Facebook @StudioKrakenRN.

Nazi

Esta é uma foto do Nazi do Bar da Meladinha

A foto acima mostra quem foi Nazi, uma tradicional figura do Beco da Lama. Ele foi o primeiro dono do Bar da Meladinha, antes chamado apenas de Bar do Nazi. O auto desta imagem história é o João Maria Alves, um dos importantes fotojornalistas do Rio Grande do Norte. Além disso, o evento registrado era a comemoração dos 30 anos do estabelecimento em 89.

Nazi está estampado nas ruas da Cidade Alta. Entretanto, eram poucos registros fotográficos de sua história na internet. Além disso, o seu bar é bastante comentado por conta da visita do compositor Pixinguinha.

Se você hoje bebe meladinha, agradeça este turco. Apesar de que já vi gente vendendo em Ponta Negra, mas não fica do mesmo jeito daquela do centro de Natal.

Como inventou a meladinha

Meladinha é uma bebida em que consiste primeiramente três ingredientes: cachaça, mel e limão e todos são misturados a partir de um graveto. Não, não pode ser colher, tem que ser com graveto (na verdade, algo parecido com uma viga de ferro).

Nazi preparando a Meladinha para Nelson da Matta, presidente do Banco Nacional de Habitação (Foto: Diário de Natal)

Como surgiu esta invenção? Foi o turco Nazi, que possui diversos causos sobre o inventor da Meladinha. De acordo com relatos de blogs que narram a boêmia potiguar, o bar existe há mais de 60 anos e mudou para o Beco da Lama em 1968, já citado anteriormente.

Junto da Meladinha,  a bebida vem com um caldo de feijão ou galinha. Reza a lenda que Pixinguinha visitou o local em 1969. Tanto que existe uma placa para comprovar este acontecimento, próximo do conhecido aviso “Proibido Cagar”.

João Gualberto descreveu o local de forma torpe

Em 1972, o jornalista João Gualberto escreveu ao Diário de Natal um guia de bares e outros lugares para curtir em Natal. O mesmo descreveu o Bar do Nazi assim:

Nazi morreu há 20 anos

Nasi morreu em 2001, vítima de uma parada cardíaca. Ele casou com Terezinha Fernandes Canan, de 73 anos. ALém disso, morava na rua Princesa Isabel, no Centro, e tinha um único filho, Nasi Adoniran Fernandes Canan. O corpo do turco foi enterrado no Cemitério Morada da Paz.

Após a sua morte, o bar passou para seu filho, mais conhecido como Adoniran (também falecido), que passou para uma outra pessoa. Hoje, o espaço, no entanto, é administrado por Neide. Apesar das mudanças, o pessoal do Beco da Lama sempre vai lembrar do criador da meladinha, desde os tradicionais blocos carnavalescos até o seu cotidiano.