Carlota Nogueira

Carlota Nogueira lança podcast sobre empreendedorismo

A empresária Carlota Nogueira vai lançar o podcast “Fala Carlota” nesta sexta-feira (15) e seu mote principal é, portanto, falar sobre empreendedorismo, focando nos negócios que abrem com a cara e a coragem. No primeiro episódio, por exemplo, o podcast vai tratar os desafios do empreendedor raiz.

O podcast faz parte do projeto “Na Calçada Virtual – edição natalina), visto que foi contemplado pela Lei Aldir Blanc da Fundação Capitania das Artes, da Prefeitura do Natal.

Para quem não sabe, a Carlota tem o Estúdio Carlota, onde ela divulga as suas artes através de camisetas, quadros e as mais diversas expressões artisticas. Além disso, a empreendedora recebe convidados para um bate-papo descontraído e cheio de histórias.

“Durante os primeiros meses de pandemia realizamos uma série de lives sobre empreendedorismo. Agora decidimos adaptar a proposta para este novo formato e assim, contar a nossa história e a história de outros empreendedores. É uma alegria imensa poder levar nossa expertise para outros canais e desta forma conquistar novos públicos. Estou muito ansiosa para este lançamento. Esperamos fazer do Fala Carlota um projeto fixo do Estúdio Carlota”, comenta a empreendedora Carla Nogueira em release enviado para imprensa.

Tem convidado especial no primeiro episódio

Uma das convidadas do bate-papo é Manuh Albuquerque, arquiteta urbanista, mestra, pesquisadora, mentora de carreiras e professora de projeto de arquitetura e estética e história da Arte. Além disso, empreende em diversas frentes desde os 14 anos. Recentemente, como hobbie, resgatou uma arte ancestral na sua família, o bordado, que feito com tanto afeto, conquistou seu lugar como um negócio. Hoje ela é uma das marcas parceiras do Estúdio Carlota com sua maravilhosa marca Plural Ateliê.

O outro convidado é Toni Cordeiro, artista moderno, artesão bairrista e  advogado especialista. Ainda mais é empreendedor há mais de 4 anos, Tony é escritor de sua própria marca. Transformou sua paixão por arte em meio de vida, a característica de sua marca, Minos Tino é o uso de um vocabulário cheio de gírias e bordões que é um sucesso absoluto nos seus produtos e hoje é uma das marcas de maior procura e venda no Estúdio Carlota.

Onde ouvir o podcast

Durante o podcast, Carla Nogueira e os convidados falam sobre a trajetória empreendedora, sobre os desafios de empreender e dão dicas para quem deseja se aventurar e ter seu próprio negócio.

O podcast será lançado na plataforma Spotify. Você pode ouvir, portanto, a seguir:

Fala Carlota tem produção e roteiro de Comunica Ceci. Edição e captação: Ateliê Sonoro.

Que Disco É Esse: Um bate-papo de potiguares sobre discos

Os colecionadores de LP adoram ouvir e ler resenha sobre os mais variados discos. Foi por causa desta vibe, que Leonardo Galvão e Eduardo Pandolphi resolveu criar um canal para falar de discos em vídeo. A ideia é para chamar de “Que Disco é Esse?”.  Ainda mais, a intenção dos dois é mostrar que escutar música não é apenas clicar em uma faixa e ligar a caixa via bluetooth, é muito mais!

Ao saber o significado de uma letra, saber o contexto histórico ou social em que ela foi escrita, muda significativamente a forma de ouví-la.

“O mundo é um moinho” (música emblemática da obra do sambista Cartola) pode ter sido feito para sua filha adotiva que iria lidar com as adversidades da vida ou mesmo que Cartola tenha feito para uma jovem a qual se apaixonou. A nossa percepção muda ao ouvir a música. Ou ainda saber o porquê do apelido de Cartola para Angenor de Oliveira, uma vez que se deve ao fato do mesmo usar o chapéu. Além disso, era uma forma de proteger como pedreiro para que não se sujasse”, comendou Leonardo Galvão, que também é criador do Ribeira Boêmia. 

A intenção, de acordo com Eduardo Pandolhi, é, portanto, gravar vídeos em formato de bate-papo e disponibilizá-los nos canais de música e redes sociais. “Inclusive, a gente já criou uma conta no Instagram, quem quiser seguir já pode procurar: @quediscoesse”, afirma Eduardo.

Que Disco é Esse
Capa do “Que Disco é Esse”

A periodicidade sobre as publicações ainda estão sendo definida pelos autores do projeto, mas tudo indica que será em caráter quinzenal.

Quem está fazendo o Que Disco é Esse?

Eduardo Pandoplhi é radialista formado pela UFRN e atualmente servidor da TVU e FMU da UFRN; estudioso e curioso sobre música, possui um conhecimento vasto acerca de compositores, músicas e discos. Além disso, possui uma segunda carreira como Lutihier (profissional que constrói instrumentos musicais) construindo cavaquinhos.

Leonardo Galvão é músico, psicólogo e produtor cultural do projeto Ribeira Boêmia. Outro grande curioso e estudioso sobre o gênero do samba.

Tiquinha Rodrigues

Da Cidade da Esperança para todo mundo: Tiquinha Rodrigues em carreira solo

Quem já ouviu a banda Rosa de Pedra sabe que aquela mulher de cabelos vermelhos cheguei e tocando uma rabeca como ninguém tem uma forte presença no palco. Além disso, Tiquinha Rodrigues é uma amante da cultura popular e tem uma voz inconfundível, independentemente se você gosta ou não do seu estilo.  Em 2021, após colaborar no Rosa de Pedra, na Orquestra Sinfônica e de outros artistas potiguares,  ela finalmente irá lançar a sua carreira solo nesta sexta-feira (15).

Por isso, a Rizomarte, selo conhecido por divulgar os mais diversos artistas, conseguiu mostrar um lado diferente de Tiquinha, mas celebrando os mais de 20 anos de carreira.  Como resultado, está disponível nas plataformas digitais o álbum ”Tica” .   

É um álbum solo, mas não trabalhou sozinha

Pelo contrário, ”Tica” é um álbum povoado de ótimas colaborações de antigos parceiros musicais. É o caso do violonista Toni Gregório e do percussionista Kleber Moreira, também integrantes do Rosa de Pedra. Toni e Kleber também assinam a direção e produção musical das faixas. Além deles, colaboram no disco o instrumentista Fernando Régis, autor do instrumental “Forró para Tica” , e os compositores Luiz Mário, Waldemar da Silva e o Mestre Juremeiro Romulo Angélico, responsável pela canalização dos cânticos de abertura e fechamento do álbum. 

O principal responsável pela identidade visual do álbum é o artista visual Augusto Júnior, é dele as fotos e a direção de arte do ensaio. Na capa Tiquinha aparece com sua clássica cabeleira ruiva, defumando o espaço com sálvia branca e se misturando ao movimento da fumaça que purifica o entorno. Além disso, tem canções inspiradas no Catimbó da Jurema, uma religião muito comum nos nativos do RN. 

”Tica” é um disco de curta duração, mas de alta intensidade. Sua sonoridade é concisa, fundamentada no essencial, com arranjos de corda passeando em perfeita harmonia com as percussões de Kleber Moreira. Mistura ritmos nordestinos e ciganos, além de influências do folclore brasileiro e cantigas populares. 

Tiquinha Rodrigues
Capa do disco solo de Tiquinha Rodrigues

Sálvia branca é usada para defumar as coisas ruins

Os índios usavam a sálvia branca, considerada sagrada, para afastar os maus espíritos e as energias negativas, assim como para atrair a saúde, a prosperidade e a proteção. Como acreditam que cada planta possui uma centelha do espírito do criador, acreditam que a sálvia branca tem um “espírito” dedicado a atrair proteção, bênçãos e clareza mental. Em alguns rituais, atiravam um ramo de sálvia branca para o lume para purificar o próprio fogo.

A intenção do álbum é, portanto, defumar aquilo que é considerado ruim e mostrar apenas coisas novas, mas sem perder a sua essência.

Para entender o que estou dizendo, escute o disco, de apenas sete faixas, na íntegra, clicando neste link aqui.

Tudo começou na Cidade da Esperança

Em seu repertório, Tiquinha Rodrigues reúne músicas autorais, populares, manifestações dos mestres brincantes, das tradições e crendices do terreiro, além de tradições africanas e europeias. Mas vocês sabiam que ela é cria da Cidade da Esperança? Apesar de ter nascido na cidade de Macau, foi a Cidade da Esperança onde tudo começou.

Como ela disse em entrevista ao Brasil de Fato:

Eu e minha família morávamos no bairro da Cidade da Esperança. Éramos quatro irmãos. Em janeiro, lá pelos anos 1980, era férias e minha mãe disse que não queria ninguém em casa, que a gente arranjasse o que fazer. Aí tinha o Centro Social Urbano da Cidade da Esperança que oferecia cursos de férias, entre eles o de música. Então fomos todos nos matricular. Eu podia ter feito curso de costura, virado costureira, artesã, mas me matriculei no de música. Então no início a música veio como algo só para me ocupar, apesar da minha família ser muito musical, de meu pai sempre ter nos oferecido boa música. Mas como eu cheguei na música foi assim, dessa forma.

Neste matéria aqui, falamos da importância do bairro para a formação dos mais diversos músicos da cidade.

galeria de artes virtual

Produtora potiguar cria uma galeria de artes virtual

Os tempos de pandemia deixaram os artistas perdidos, no qual muitos tiveram que se reinventar das mais diversas formas possíveis. A produtora cultural Jussara Santos, por exemplo, resolveu se inscrever no edital da Lei Aldir Blan da Fundação José Augusto (FJA) e conseguiu criar a sua galeria de artes funcionar. O projeto se chama Calicot Galeria Virtual – Telas Digitais, no qual desenvolveu uma plataforma digital 3D.

Como funciona? São imagens digitalizadas de obras de artistas potiguares, no qual o visitante pode ver em uma perspectiva de 360 graus. Quer dizer, como se fitasse um museu, sendo que na tela do computador ou smartphone.

A galeria virtual inclui ainda as obras de Jussara Santos, “Arte de Adesivar”, visto que seu objetivo é disponibilizar um espaço onde novos artistas e artistas renomados possam expor suas obras de arte sem nenhum custo financeiro, podendo ainda comercializar seus trabalhos.

Segundo Jussara, a galeria pretende ainda “ajudar artistas potiguares através da Monitoria Artística. Através de um auditório virtual, acontecerão sessões online com outros artistas nacionais. Ainda mais pretende dar visibilidade aos trabalhos artísticos de forma profissional para o mercado potiguar das artes visuais”.

Nasce um novo espaço cultural comunitário de artistas potiguares das artes visuais, sendo ele para artistas plásticos, fotógrafos, desenhistas, escultores, entre outros.

O projeto de galeria de artes virtual, vislumbra possíveis ações que facilitem o acesso e estimulem a fruição dos bens artístico-culturais dos artistas visuais do RN, caso tenham um trabalho de qualidade representativa e experiência, de pelo menos 2 anos na sua área de atuação.

Quero minha obra na exposição na galeria de artes virtual: Como Faz?

De acordo com a equipe do projeto Calicot Galeria Virtual, o interessado precisa acessar este link e realizar a sua inscrição. Vale salientar que apenas artistas residentes no Rio Grande do Norte podem participar deste projeto.

Além disso, a divulgação para comercialização das obras é livre, no entanto a negociação fica a cargo de cada artista expositor. Interessados em comprar as obras devem tratar com cada artista por meio dos contatos divulgados.