20 20America/Bahia janeiro 20America/Bahia 2021 – Brechando

Rozeane Oliveira apresenta “(Eu) Fêmea” nesta sexta (22)

Rozeane Oliveira

Rozeane Oliveira criou o solo (EU)Fêmea com o pensamento inicial em ser estruturalmente, coreograficamente e cenicamente nos palcos. O espetáculo existe desde 2016, no qual participou de alguns festivais e recebeu a indicação do Troféu Cultura como melhor espetáculo e melhor bailarina no ano de 2017. No entanto, a pandemia do novo coronavírus fez com que teatros e outras casas de espetáculo fechassem as portas. Mas, nos tempos de trevas, existem novas opções de arte.

Por isso, na próxima sexta-feira (22), a bailarina dançará o seu solo na próxima sexta-feira (22), às 19 horas no Youtube. Além disso, também vai estar disponível no Instagram (@rozeaneolli / @coletivocida) e Facebook da artista e do Coletivo CIDA–Coletivo Independente Dependente de Artistas.

Como funciona o espetáculo

O espetáculo evidencia um ser que se transpõe, um ser que se atravessa. A obra autoral tem a força da transformação, evolução e transbordamento. No decorrer da performance a bailarina-intérprete faz uma longa viagem a camada mais profunda do próprio ser, para então alcançar uma unidade de consciência total do ser.

A dança artística se ambienta em uma confluência de paradigmas, onde a bailarina entretece, destece e põe em tensão o que chama de “O SER MULHER”. Este SER que está em constante mutação que sublinha ora a precariedade e o nomadismo da consciência e da existência, ora as aleluias e as agonias desse ser.

Rozeane carrega para si o empoderamento e firmeza do seu EU que impulsiona a Fêmea no íntimo do olhar. São experimentações postas na cena, encarando o processo enquanto obra, além de inquietações íntimas que a intérprete/criadora compartilha com o espectador.

Este projeto foi contemplado pela Lei Emergencial Aldir Blanc, pela Prefeitura Municipal do Natal, Funcarte e Governo Federal.

Confira a ficha técnica, portanto, a seguir.

FICHA TÉCNICA  

Concepção e coreografia: Rozeane Oliveira

Direção artística: Rozeane Oliveira

Colaboradores: Álvaro Dantas, Daniel Silva, Thiago Medeiros e René Loui.

Trilha sonora: Estúdios Megafone

Fotografia: Brunno Martins

Produção executiva: Raquel Lucena

Assistente de produção: Arthur Moura

Iluminação: David Costa

Realização: CIDA – Coletivo Independente Dependente de Artistas

Uma videoarte para falar sobre o Centro Histórico de Natal

Entre Nós

O “Entre Nós Coletivo de Criação” criou performances artísticas que serão transmitidas em dois vídeos, com previsão de lançamento entre os dias 20 e 21 de janeiro. Serão conversas, causos, danças e performances pelas ruas do Centro Histórico de Natal. O nome do vídeo performance se chama “Entre: Nós, o Centro Histórico e a Rua!”, visto que desenvolveram pelo grupo potiguar Entre Nós Coletivo de Criação. A estreia acontecerá sempre às 19h, no Youtube e nas redes sociais do coletivo.

Para fazer a inscrição no canal e brechar a performance, clique, portanto, aqui.

Como será a apresentação

O vídeo mostra uma intervenção urbana na Cidade Alta, visto que é um dos primeiros bairros de Natal. Lá, várias pessoas realizarão uma dança performática, e mescla com um tom documental ao narrar a história sobre vários pontos emblemáticos da cidade. Alguns lugares em cena estão a Igreja do Galo, Santa Cruz da Bica, Palácio Felipe Camarão, dentre outros. Além disso, a obra tem direção de Diana Fontes, com texto de João Pinheiro, Racine Santos, Marcos Medeiros e Alderico Leandro. Performam no vídeo, João Alexandre Lima, Thaíse Galvão e Thazio Menezes.

Entre as principais motivações que levaram o grupo a construir o trabalho, está o desejo de promover, principalmente aos cidadãos e cidadãs natalenses, uma vez que querem promover um olhar sensível e , por fim, afetivo para as memórias da cidade de Natal. “Esperamos que esse trabalho amplie o universo de significações e de importâncias de nós natalenses (e também de não-natalenses) com relação a esse lugar, que nos deu vida e nos une”, conta Thazio Menezes.

Segundo Diana Fontes, diretora da intervenção artística, a ideia foi fazer um passeio entre pessoas, prédios e veículos, ainda mais dando um novo sentido aos espaços já conhecidos. “De forma poética e singular, os personagens do vídeo nos convidam a conhecer Natal. Redescobrir com um novo olhar a cidade que ‘se veste de sol’, como diz um dos textos de Racine Santos citados na obra”, explica Diana.

Como resultado de um longo trabalho, o vídeo performance foi contemplado na Lei Aldir Blanc e tem patrocínio da Prefeitura de Natal e do Governo Federal. O grupo vai disponibilizar o vídeo em duas etapas, 20 e 21 de janeiro, através do Youtube, no perfil @entrenoscoletivodecriacao e também pelo Facebook.

O Grupo “Entre Nós de Criação”

O Entre Nós Coletivo de Criação é um coletivo de artistas, professores e produtores, criado em Natal e que desde 2009 atua na área da dança contemporânea. Além disso, já são nove obras artísticas no repertório do Coletivo, com a colaboração de coreógrafos do Brasil, Colômbia, México e Israel.

SERVIÇO:

Vídeo performance “Entre: Nós, o Centro Histórico e a Rua!”

Dias 20 e 21 de Janeiro às 19h

Para assistir, portanto, só clicar neste link.

Quais são as ruas com nomes indígenas de Tirol e Petrópolis

Tirol e Petrópolis

Até o início do século XX, os bairros de Natal eram concetrados apelas por Ribeira e Cidade Alta. Por conta do alto crescimento da cidade, as pessoas começaram para migrar em outras regiões da cidade. Esses lugares, até então, eram habitados por fazendeiros e pessoas do campo. Assim, surgiu a Cidade Nova, posteriormente Petrópolis e Tirol.

Através do Plano Palumbo, um dos primeiros grandes projetos de urbanização da cidade, o urbanista Giovani Palumbo resolveu dividir o novo bairro em terrenos com áreas iguais, com duas avenidas principais: a Afonso Pena (chamada de Estrada de Areia Preta) e Hermes da Fonseca (não tinha este nome).

As mesmas eram paralelas à avenida Deodoro da Fonseca, a principal via do bairro de Cidade Alta. Além disso, ele resolveu batizar as ruas perpendiculares à estas a partir de nomes indígenas e tem alguma relação com o Rio Grande do Norte.

A seguir, o Brechando vai enunciar quais são, o significado do nome e a ordem será do sentindo centro a zona Sul de Natal. Certo? Então, vamos começar!

As ruas são:

Seridó

Há divergências quanto à origem do topônimo Seridó. Segundo o folclorista e historiador Luís da Câmara Cascudo, vem do linguajar dos tapuias transcrito como “ceri-toh”. Além disso, quer dizer “pouca folhagem e pouca sombra”, em referência as características da região.

Alguns apontam, no entanto, que o nome tem origem do judaísmo.

Potengi

Potengi é o termo que significa, portanto, rio de camarões e é o nome do principal rio que banha o Rio Grande do Norte.

Trairi

Trairi é uma das regiões mais importantes do Rio Grande do Norte, fica próximo da região Agreste do estado. Além disso, era o antigo nome da cidade de Santa Cruz. O nome significa Peixes descendo às águas.

Mipibu

Mipibu é uma palavra de origem Tupi que significa surgir subitamente. Nos idos de 1630, existia uma tribo de índios cujo nome era Mopebu. Além disso, era o maior e mais populoso das seis aldeias da Capitania do Rio Grande do Norte na época do Brasil Colônia.

Mossoró

Brechando já falou uma vez sobre a origem da palavra, no qual também tem um significado indígena e conta-se que o nome provém de “Monxoró”, nome atribuído aos primeiros indígenas que habitavam a região. Outros dizem que o nome vem de “Mororó”, árvore resistente e flexível.

Os índios monxorós, primeiros habitantes da região, eram descendentes de índios cariris. Há quem os designassem como da família dos potiguares e até mesmo como tapuias.

A segunda maior cidade do Rio Grande do Norte também se chama Mossoró. Quer saber mais? Então, clique aqui.

Açu

Diferente da cidade, pelo menos no IBGE, a rua natalense é Açu, com c cedilha mesmo. A origem da palavra é Açu com cedilha mesmo, originária da palavra em tupi, no qual significa: Aldeia Grande.

Jundiaí

Quando pensamos no nome Jundiaí, eu lembro na cidade paulista. Entretanto, uma das ruas mais conhecida de Petrópolis e por abrigar a sede da Fundação José Augusto.  O nome Jundiaí tem origem tupi e vem da palavra “jundiá”, que significa “bagre” e “y” significa “rio”. Alguns estudiosos também consideram o termo “yundiaí” como “alagadiços de muita folhagem e galhos secos”.

Aqui no Rio Grande do Norte temos uma cidade que se chama Jundiá.

Apodi

Apodi é palavra de origem indígena. Segundo os historiadores do assunto significa coisa firme. Altura unida, um planalto, uma chapada. Na região Oeste do Estado havia muitos índios na região, no qual falamos sobre a Guerra dos Bárbaros.

Maxaranguape

A última rua que mencionaremos é a Maxaranguape. É um nome bastante comum nos ouvidos dos potiguares, visto que está no nome de uma cidade e também de uma das praias mais famosas do Litoral Norte. Mas, o que significa?

É uma variação da palavra Maracajaú. Além disso, ignifica o rio dos maracajás, que é o sinônimo da palavra jaguatirica, conhecido pelo nome de gato do mato.

Ceará-Mirim

Eu também não sabia, mas pesquisando sobre as ruas potiguares, descobri que o nome Ceará-Mirim é indígena.

Primeiramente, a história da povoação do Ceará Mirim está ligada aos índios Potiguares que viviam às margens do rio Pequeno depois chamado rio Ceará Mirim, que de maneira clandestina comercializavam o pau-brasil com os franceses e os espanhóis. Ainda mais recebiam em troca especiarias e, por último com os portugueses, seus colonizadores.

A rua Ceará-Mirim fica uma das entradas do tradicional colégio Marista, clínicas de médicos da elite potiguar e ainda mais tem uma das unidades do Nordestão.

Cine Verão começa nesta quarta. Confira a programação

Cine Verão

A partir desta quarta-feira (20) até 22 de janeiro começa o Cine Verão, um festival de filmes nacionais e potiguares. Primeiramente, neste ano acontecerá de formato online por conta da pandemia, uma vez que a organização quer evitar aglomerações. Além disso, o festival promoverá debates com produtores locais com o objetivo de discutir o desenvolvimento do cenário audiovisual.

Serão 40 filmes, selecionados pela curadoria do projeto após mais de 350 inscrições:  10 na Mostra Cine Verão Poti – com curtas de realizadores potiguares, e 30 na Mostra Cine Verão Brasil – com curtas de vários estados do Brasil. Todos os filmes estarão disponíveis durante os três dias do Festival no site: www.cineverao.art

Os debates com os temas “Produção audiovisual no contexto da pandemia”; “Formato drive-in: uma alternativa a longo prazo?”; “Fomento cultural: presente e futuro da Lei Aldir Blanc” e  “Plataformas digitais para a difusão do audiovisual” terão como plano de fundo a Praia de Ponta Negra, que recebeu o Festival em suas três edições presenciais, e serão exibidos no canal do YouTube do Festival .

O Cine Verão tem realização da Pinote Produções e conta com o patrocínio da Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural, Prefeitura do Natal e Governo Federal.

Confira os Filmes selecionados a seguir:

MOSTRA CINE VERÃO POTI

A mostra Cine Verão Poti tem o objetivo de mostrar as mais novas produções vindas do Rio Grande do Norte. Ao todo, portanto, são 10 obras, no qual algumas já falamos no Brechando.

  • Womaneater – Direção: Paula Pardillos
  • Somente Após o Descanso – Direção: Sihan Felix
  • Cidadãos Invisíveis – Direção: Paulo Dumaresq
  • Dias Felizes – Direção: André Santos
  • Natureza do Homem – Direção: André Santos
  • Urubá – Direção: Rodrigo Sena
  • Crisálida – Direção: André Rosa
  • Vai Melhorar – Direção: Pedro Fiuza
  • Mais Um João – Direção: Athos Muniz
  • Quem Sabe Ele Mude – Direção: Kell Allen

Para saber os filmes nacionais que estão em cartaz, avance para a próxima página.