14 14America/Bahia setembro 14America/Bahia 2020 – Brechando

Maurício desenhou Mônica e Cebolinha a ambulante no RN

Maurício de Sousa

Há 17 anos, o desenhista Maurício de Sousa estava andando pelas praias do Litoral Norte do Rio Grande do Norte quando viu um papel branco no isopor de um ambulante que estava vendendo sorvete e água de coco no local que estava. Assim, desenhou a Mônica e o Cebolinha curtindo uma praia e com trajes de banho, como visto na imagem acima.

A curiosidade veio do próprio Maurício de Sousa neste domingo (13) em suas redes sociais. Confira:

O caso aconteceu em 2003, na praia de Maxaranguape, próximo da famosa Árvore do Amor, principal ponto turístico da região. A planta recebe este nome, devido ao fato de ser a união de duas gameleiras.

Segundo os moradores da região, o casal que beijar embaixo do arco formado pelos troncos jamais se separará. Além disso, uma barraca instalada próxima à árvore oferece bebidas e venda de produtos locais. Historiadores contam, no entanto, que a árvore ficou desse jeito após a morte de um casal de índios, visto que usaram essas árvores como morada até a sua morte.

Os comentários muitos procuravam o sortudo que tinha a caixa de isopor com a imagem de Mônica e Cebolinha. Até o momento o rapaz não foi encontrado. A imagem, no entanto, contou com mais de 500 compartilhamentos e burburinhos nas redes sociais de Natal e cidades vizinhas.

Em 2014, Maurício de Sousa retornou à Natal para participar da Feira de Livros e Quadrinhos (Fliq), que aconteceu simultaneamente com a Cientec, feira de ciências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

6 meses de Covid-19 no RN: Casos de setembro correspondem a 54% de abril

Covid-19 no RN

Nosso especial de 6 meses de Covid-19 no RN segue essas seguintes etapas:

 

Começaremos o texto para falar que finalmente descobrimos como a Sesap mede os casos de infectado de coronavírus no Rio Grande do Norte. Isso só aconteceu a partir de uma pesquisa entre os professores Juciano Lacerda e Ângelo.

Se você não quer saber disso e quer ir logo para saber o número de casos de agosto, clique neste link.


 

 

Os pesquisadores questionaram em um artigo acadêmico sobre o uso do Consórcio do Grupo Folha, Estadão e Globo para medir os casos do novo coronavírus no Brasil. As notícias utilizam, entretanto, a medida da média móvel para saber o andamento da pandemia.

Vamos dividir a primeira parte do nosso especial assim:

Como o Consórcio mede os casos?

Afinal, como a Sesap mede esses dados?


Como o Consórcio mede os casos?

A média móvel consiste, no que lhe concerne, em medir os casos de um dia em comparação aos últimos sete e/ou 15 dias anteriores. Quer dizer, se na quinta-feira foram 5 doentes. Mas, na quinta da semana passada foram 10. Eles vão pegar os dados da quinta anterior e fazer uma média do número de casos.

O que isso significa? Que a média móvel nos últimos 7 dias foi de 50%. Então, eles comparam com as médias anteriores e definem para saber se diminuiu ou não os casos. Isso equivale tanto para infectados quanto aos óbitos.

Contradição dos dados

Os pesquisadores, ao analisar a forma que o Consórcio apura, no entanto, descobriram que há uma contradição dos dados do consórcio e da Secretária de Saúde do RN.

O grupo Folha, Estadão e Globo fazem comparativo das duas últimas médias móveis e vão saber se a diferença entre às duas é de 15 por cento ou não.

Assim, eles definem três padrões a partir de cores: vermelho (alta), amarelo (estabilidade) e azul (baixa). Além disso, estabelecem uma margem de 15% para cima e para baixo para determinar a estabilidade. Ou seja, se o número de registros de um determinado dia ultrapassar 15% da média dos últimos 14 dias, o Estado ficaria com a cor vermelha.

Caso seja abaixo dos 15% era sinal de queda. E, por fim, se manteve a estabilidade de 15% era considerado estável.

Motivo do consórcio de imprensa

Essa união só surgiu após o Governo Federal esconder o número de casos dos principais conglomerados do país como uma forma de atrapalhar a apuração jornalística. Além disso, eles reconhecem que essa atitude trouxe uma autoridade de conhecimentos dos jornais.

“Com esse poder de afetar ao longo do tempo a agenda pública por manter o tema vivo diariamente em sua agenda de produção noticiosa, o consórcio dos principais veículos de comunicação do país reconstruiu suas bases da confiança com os diversos públicos da sociedade ao buscar estratégias para produzir informações jornalísticas independentes do que era ofertado pelas fontes oficias do governo federal. Enquanto isso, o governo Bolsonaro buscava em contraofensiva emplacar a sua agenda oficial sobre uso de terapias e medicamentos sem comprovação científica”, afirmaram os pesquisadores.

Entretanto, a forma deles medirem os casos é totalmente diferente da Secretaria de Saúde do RN, visto que a equipe de pesquisadores mediam os casos a partir da data da ocorrência do óbito e não da notificação, como fazem os jornais.

Afinal, como a Sesap mede esses dados?

Um indivíduo saudável ao ser infectado demora algum tempo, em torno de uma semana, até desenvolver os primeiros sintomas. Ele também pode ficar assintomático e nunca saber se de fato foi infectado ou não. Ao sentir os primeiros sintomas, ele pode considerar que não é nada grave, não procurar o serviço de saúde e ter remissão espontânea.

Caso ele procure um serviço de saúde, a unidade de saúde registra o paciente como suspeito e encaminha para a realização de exames. Caso seja positivo, o caso é notificado pela Secretaria de Saúde e passa a fazer parte das estatísticas de casos confirmados.

Quando os casos são notificados

Este registro tem, portanto, três datas importantes: (a) data de notificação, que é quando o registro de fato é incluído na base; (b) a data da coleta do teste e (c) a data dos primeiros sintomas, a partir das declarações do paciente.

Assim, uma vez que não dá para saber a data exata da infecção, a data dos primeiros sintomas é a melhor forma de avaliar a tendência da epidemia, principalmente para detectar se está havendo crescimento ou redução no número de casos diários.

Ocorre que, desde os primeiros sintomas até a notificação (momento T4) se passa um tempo considerável. Chegando a até duas semanas ou mais, dependendo do tempo que se obtém o resultado do teste. Em algumas situações pode acontecer, também, de o caso não informar imediatamente após o resultado do teste, por problemas relacionados à própria estrutura da vigilância do município ou por problemas técnicos.

Assim, pode existir a situação em que vários casos aparecem ao mesmo tempo, em bloco, e este conjunto de dados se refere a casos que têm datas de primeiros sintomas ao longo das várias semanas anteriores.

E, por isso, mostrando a contradição de dados da Secretaria de Saúde e do Consórcio de Imprensa.

E os óbitos?

Com os óbitos a situação segue a mesma linha. Boa parte dos óbitos por covid-19, quando ocorre já está diagnosticado com a doença, mas pode ocorrer de o diagnóstico ser feito após o óbito.

Além disso, mesmo que já esteja diagnosticado e registrado como caso, pode ser que a notificação do óbito ocorra um bom tempo depois de sua ocorrência, pois muitos casos exigem investigação ou mesmo pelo fato de ocorrerem problemas no fluxo da informação desde a ocorrência do óbito até a notificação.

08/20 Clique na próxima página para saber os números de casos de

Conheça o som do rapper Cazasuja

Cazasuja

Perambulando os releases que recebo da imprensa, o Dosol enviou para mim sobre o Cazasuja. Eu lembrei que tinha assistido de relance quando eles tocaram no Clã das Conhas, em Ponta Negra, abrindo para bandas grandes como Talma & Gadelha e Joseph Little Drop. Lembro que fiquei animada, depois que no meio da festa tive uma ansiedade após saber finalmente o gabarito de vagas residuais.

O que mais impressionou no show foi que ele tinha um público bem fiel e estava cantando todas as suas rimas. Otto, nome de batismo do Cazasuja, é um exemplo de quando o conteúdo é bom, a galera realmente vai atrás. Por isso, ele chamou atenção rapidamente do Anderson Foca e a galera do Dosol.

Recentemente, ele lançou o álbum “Dia de Preto” durante a pandemia, com o objetivo de manter a criatividade ainda está rolando. O trabalho faz parte do projeto Incubadora, que conta com outros artistas potiguares e ajudou a impulsionar muitos artistas que estão na ativa, como Luaz e Talma&Gadelha.

Hora de resenhar o disco e analisar mais uma produção potiguar.

Como a produtora o descreve

O Anderson Foca descreve o jovem Casasuja, como:

Otto, nome por trás do rapper Cazasuja é menino doce de fala mansa. Mas pra gritar seus direitos e botar pra fora sua juventude ele sabe ser brabo. E como sabe. 24 anos na cara, preto, vindo da Zona Oeste de Natal, bairro de Nazaré, Cazasuja parte pro seu álbum de afirmação na cena potiguar. “Demorei para te responder, estava sem internet esses dias”, diz num dos nossos papos, é só uma das senhas pra gente descobrir o tamanho da dificuldade que é produzir algo para um artista periférico. Uma aula de cidadania? Sim. Um chute na cara da realidade? Com certeza. É foi assim que Dia de Preto foi se costurando por quase um ano até chegar nas plataformas digitais e youtube.

Repercussão na internet

Em pouco tempo de lançamento, ele jpa tem centena de likes e vários comentários elogiando o trabalho, que está disponível no Spotify e You Tube, no qual é perceptível que são 30 minutos de um diário falando de seu cotidiano como natalense morador em um dos bairros mais pobres da zona Oeste.

O que finalmente achei do álbum

O disco é produzido por Gabriel Souto, da banda Dusouto. Além disso, é composto por 8 faixas e mostra que o rapper de Natal é bom e que Baco Exu do Blues não é o único representante do estilo no Nordeste. Após uma introdução com uma pegada soul, a música que abre o disco é “Quebra de Elo” é um desabafo sobre a competição de se dá bem numa cidade e principalmente em um ambiente que a playboyzada domina tudo, inclusive na área musical.

A quarta faixa achei genial já pelo título, “O Show de Trueman”, uma alusão ao filme “O Show de Truman”, estrelado por Jim Carrey. É uma resposta muita gente que ainda não conseguiu furar a bolha social e precisa ouvir a verdade daqueles que estão presenciando os problemas sociais todos os santos dias.

O beat lembra muito as canções de P.Diddy e do NWA, que ficaram mais famosas no final dos 90. Mostrando que dá para misturar o atual com o antigo.

Por falar em bolhas sociais, as rimas sempre são uma referência a viver no meio onde é escondido pelos grandes prédios e praias, no qual o caminho sempre é o mais complicado e cheio de obstáculos. Entretanto, o final sempre mostra que cada conquista é uma vitória.

Se você gosta de furar as suas bolhas sociais, escute Cazasuja.

Confira o álbum completo a seguir: