Ivan Baron

Ivan Baron usa as redes sociais para falar de inclusão

Ivan Baron é um jovem garoto cheio de sonhos. O potiguar já é sucesso no Tik Tok, a rede social que fez sucesso na pandemia. Só no dispositivo tem 70 mil seguidores. O seu diferencial? Ele fala sobre inclusão social ou como ele se define: “o influenciador da inclusão”. Isto fez com que ele fizesse palestras em várias instituições, inclusive de forma virtual, visto que estamos em momento de isolamento social.

Além disso, ele tem 38 mil no Instagram, onde ele também faz sucesso, no qual mostra o seu cotidiano e, que mesmo tendo paralisia cerebral, consegue fazer muita coisa.

O que aconteceu com Ivan

Tudo começou há 22 anos, quando ele contraiu uma meningite viral, por conseguinte, teve paralisia cerebral. A medida que foi crescendo, ele queria ser como os outros garotos e despretensiosamente começou a compartilhar e falar sobre o universo da inclusão, tema pouco explorado na mídia apesar de 24% da população brasileira ter algum tipo de deficiência, são cerca de 45 mil pessoas no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde.

“Comecei primeiramente em 2018 postando algumas fotos minhas e mostrar que uma pessoa com deficiência pode e deve ocupar as redes sociais. Essas postagens eram esporádicas e não tinham bem um foco, mas com o tempo percebi que a inclusão não era um tema tão discutido na Internet e eu queria preencher essa lacuna para ajudar e orientar outras pessoas”, contou o jovem.  

Além dos vídeos com informações e conteúdos inteligentes, Ivan faz questão de mostrar que é um jovem como qualquer outro. Adora ouvir funk, pop, gosta de balada, maratonar séries e já fez até rapel na ponte Newton Navarro.

Ainda tem tempo para estudar, uma vez que cursa o último semestre de Pedagogia. Sobre as redes sociais, ele define, como: 

“Sem ela não teria o espaço que tenho hoje nas redes sociais. E, é através dela que muitas pessoas se sentem como parte do mundo, principalmente ao saber que existem pessoas com narrativas e aspectos semelhantes aos seus”, enfatiza.

Ele nega a autopromoção

Ivan Baron faz questão de dizer que não busca a autopromoção, que a fama que vem conquistando tem um propósito: levar conhecimento. “Ainda tem uma galera desinformada sobre as pessoas com deficiência. Nosso movimento é muito estigmatizado e visto com conservadorismo por alguns. É preciso um papo descontraído, leve e didático para desconstruir tantos preconceitos. Acredito que utilizar as redes sociais para isso seja uma missão”, completa.  

Para acompanhar o Ivan nas redes sociais, portanto, é só seguir o Tiktok e o Instagram.

Vai Melhorar

Você tem até 6 de setembro para ver este curta potiguar

A Casa de Praia já lançou Dalton/Hebe, agora eles estão com o curta “Vai Melhorar”, premiado em duas categorias na 31ª edição do Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo. O filme primeiramente recebeu a honraria de ser um dos 10 favoritos entre os filmes brasileiros pelo voto popular e também recebeu o Prêmio Aquisição Curta! / Porta Curtas.

O segundo prêmio além de oferecer a quantia de R$ 3.000 à produtora Casa da Praia Filmes. Também incluirá o filme na programação do Canal Curta!, do site Porta Curtas e do serviço de streaming TamanduáTV. Isto foi muito importante, uma vez que esta produção foi a única do RN a participar do festival.

Todos os premiados estão, por conseguinte, disponíveis no site do evento até o dia 06 de setembro. Ou seja, no próximo domingo, véspera de feriado da independência do Brasil.

Sobre o filme

O filme conta a história de Luísa, interpretada pela paranaense Cássia Damasceno. É uma jornalista paulista contratada para apresentar os programas televisivos da campanha de um candidato à prefeito buscando a reeleição numa capital nordestina.

Durante o filme acompanhamos, todavia, as relações profissionais e pessoais de Luísa. Entretanto, uma descoberta de bastidores obriga a jornalista a fazer uma séria decisão com consequências éticas e políticas.

Este não foi o primeiro prêmio

“Vai Melhorar” é um filme contemplado pelo edital público Cine Natal 2016. Além disso, teve seu financiamento através da Prefeitura de Natal, BRDE, FSA – Fundo Setorial do Audiovisual e ANCINE. O filme contou com o trabalho de mais de 80 profissionais durante seus quatro anos de produção. Em seu festival de estreia tem o privilégio de ser consagrado por público e júri, no qual finalmente o cinema potiguar teve a sua importância reconhecida no cenário nacional.

Sobre o Vai Melhorar

“Vai Melhorar” de autoria do Pedro Fiuza a partir de experiências em equipes de campanhas políticas. O diretor quis lançar um olhar aos profissionais que trabalham atrás das câmeras, uma vez que a intenção era dar voz àquelas e aqueles que enxergam os meandros do fazer político sob outros ângulos.

O filme também explora episódios de racismo e machismo muito presentes no mercado de trabalho brasileiro, já conhecido por ser um ambiente hostil à mulheres e minorias.

Sobre a Casa de Praia

A produtora audiovisual Casa da Praia Filmes foi fundada em 2011 por Fiuza e mais dois colegas de universidade graduados juntos em Rádio e TV pela UFRN.

O empreendimento, que em 2021 completará sua primeira década. Já acumula trabalhos relevantes dentro da proposta, destaca-se o longa-metragem “Fendas”, dirigido por Carlos Segundo, coprodução com as empresas Aun Filmes (SP), Les Valseurs (França) e O Sopro do Tempo (MG).

Além disso, também produziu o curta-metragem documental “Tingo Lingo”, dirigido por Wallace Santos, Melhor Fotografia no 2º Cine Verão e Menção Honrosa no 9º Sercine. Também tem a websérie de comédia “Dalton/Hebe” estrelada pela atriz Quitéria Kelly e Seleção Oficial do Rio WebFest 2018.

Como faz para ver o filme

Como falado anteriormente, a produção de 17 minutos está disponível para o público assistir. Mostra um pouco como funciona uma campanha política de forma nua e crua, além de exibir o machismo e o racismo. Sem contar da dificuldade de denunciar escândalos políticos.

Para assistir o filme completo é só clicar neste link.

Confira a seguir, portanto, o trailer completo da obra:

Independência do Brasil no RN

Como potiguares descobriram Independência do Brasil

Na próxima segunda-feira (7), o Brasil comemora os 198 anos de sua independência. A lenda conta que o Dom Pedro I gritou as margens do rio Ipiranga, em São Paulo, a seguinte frase: “Independência ou Morte”. Este período é marcado primeiramente pelo desfile militar, no qual ainda é cultuado por uma minoria.

Mas, como os potiguares souberam da independência do Brasil? Confira!

Independência na visão dos potiguares

Em 1822, o Brasil finalmente conquistaria a independência do domínio português após três séculos. Mas, o Rio Grande do Norte passaria a se tornar província. O problema, porém, a notícia levou três meses para chegar. Não foi como a novela apontou, que todos os estados receberam a notícia de forma igual.

Antecedentes

Cinco anos antes, os potiguares participaram da Revolução de 1817. O motivo de sua participação foi a fome e a seca no Nordeste, no qual estava castigando bastante os habitantes da região. Além disso, havia abusivos impostos, cobrados pela metrópole para manter a corte portuguesa que ainda se encontrava no Brasil.

Iniciou-se, assim, o movimento que tratou de organizar um governo provisório e republicano, no qual havia representantes de quase todos os segmentos da sociedade. Faziam parte do grupo; Domingos José Martins, o representante do comércio; José Luís Mendonça, pela magistratura; Domingos Teotônio Jorge, escolhido o comandante em armas pelos militares; o padre João Ribeiro, pelo clero; Manuel Correia de Araújo, pelos agricultores, e como secretário do interior foi nomeado o potiguar padre Miguelinho.

Recife foi bloqueada e, em maio de 1817, já estavam presos os revoltados, depois de violenta repressão.

A Independência para o RN

Um ano depois, a gestão do Rio Grande do Norte passa por algumas mudanças. Em março de 1818, o Rio Grande do Norte e a Paraíba se separaram.

Assumindo novamente o governo do Rio Grande do Norte, depois dos acontecimentos de 1817, José Inácio Borges era considerado simpatizante da causa da independência. Entretanto, saiu do poder novamente. Assim foi formada uma Junta Constitucional Provisória, composta por sete membros, e eleita em dezembro de 1821.

Uma anos depois, portanto, no dia de 2 de dezembro de 1822, chega ao Rio Grande do Norte a notícia da separação política.

Um mês depois, no dia 22 de janeiro de 1823, a junta promove as comemorações da Independência. No dia dia 01 de dezembro de 1822 houve a nomeação de D. Pedro como imperador.  Os potiguares, no entanto, ignoraram.

Veja o tópico a seguir para entender o porquê dos potiguares terem ignorado o fato.

Confederação do Equador e o Nordeste independente

A revolta representou a principal reação contra a tendência monarquista e a política centralizadora, uma vez que o imperador, mesmo após a Independência do Brasil, permanencia atrelado aos interesses de Portugal. Ainda mostrava-se simpático a uma proposta, feita pelo seu pai Dom João VI, de recriar o Reino Unido. Essa ideia concederia ao Brasil uma ampla autonomia, porque assim preservaria seus direitos ao trono português.

A fórmula, contudo, era vista por muitos pernambucanos como uma tentativa de recolonização. Assim Pernambuco criou uma revolta para independência do Nordeste.

Para conter a Confederação do Equador, o Império enviou as tropas à região. Os estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte, portanto, ficaram do lado de D. Pedro I.

Apesar dos governantes apoiarem à Coroa, o movimento teve seus apoiadores nas terras potiguares. O Tomás de Araújo Pereira era um líder potiguar e tentou evitar a ocorrência de conflitos armados no RN.

No final, o movimento acabou sem obter sucesso. Um dos principais líderes do movimento, o padre Joaquim do Amor Divino Rabelo, o  Frei Caneca, foi portanto condenado à pena de morte. Em 1° de dezembro daquele ano, foi outorgada pelo imperador a Constituição de 1824 e as regiões Nordeste e Norte do Brasil tiveram restabelecida a ordem imperial.