11 11America/Bahia fevereiro 11America/Bahia 2016 – Brechando

Capas de discos de bandas do RN que são bonitas

Não é somente os artistas internacionais que arrasam nas produções de capas para os seus álbuns, nós também temos pessoas que consegue atingir o mesmo nível ou até melhor daqueles que não são da terra. A facilidade da produção independente estimulou que os artistas desenvolvessem capas chamativas, além da excelente qualidade da música.

Quem nunca foi ao show na Ribeira e foi seduzido em comprar aqueles CDs na banca que fica na porta das casas de shows? Eu, por exemplo, já comprei cds de bandas locais nessa seguinte forma.

Os artistas, de forma ou de outra, ajudaram na divulgação dos trabalhos dos novos artistas plásticos da cidade, como Aureliano Medeiros e Fábio Teófilo (in memorian), conhecidos por produzir, respectivamente, as capas das bandas Plutão Já Foi Planeta e Andróide Sem Par.

Inicialmente, os nossos bisavós escutavam músicas no gramofone. Depois, eles foram substituídos por discos de goma-laca de 78 rotações por minutos. No final da década de 40, surgiram os discos de vinis, no qual trazia uma reprodução de um número maior de músicas e, finalmente, pela sua excelência na qualidade sonora, além, é lógico, do atrativo de arte nas capas de fora.

A partir do final da década de 1980 e início da década de 1990, a invenção dos compact discs (CD) prometeu maior capacidade, durabilidade e clareza sonora, sem chiados, fazendo os discos de vinil ficarem obsoletos e desaparecerem.

O CD ainda continuou criando capas bonitas, mas não com aquele mesmo impacto do LP, que retornou no final da década de 2000.

Brechando vai divulgar fotos de capas de discos de artistas nacionais que são conhecidos pela boa música e também na criatividade de sua arte. Confira:

Lágrimas Azuis- Impacto Cinco

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Daqui Pra Lá- Plutão Já Foi Planeta

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Mira – Talma & Gadelha

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Far From Alaska- modeHuman

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Mahmed- Domínio das Águas e Céu

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Talude – Sorry The Trouble

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Andróide Sem Par- Grave

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Trans potiguares que destacam na cidade

Em novembro, a imprensa potiguar noticiou dados postados no site Brasil Post, que levou em consideração pesquisas do Mapa da Violência, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Grupo Gay da Bahia (GGB), sobre os assassinatos de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) ocorridos entre 2013 e 2014. Os números da violência no RN registram 4,45 assassinatos de LGBT a cada milhão de habitantes, acontecem 4,71 mortes no estado mato-grossense.  O estado potiguar é o terceiro estado que mais mata transexuais.

 De acordo com o verbete do Wikipedia:

Transexualidade refere-se à condição do indivíduo que possui uma identidade de gênero diferente da designada ao nascimento e apresenta uma sensação de desconforto ou impropriedade em relação ao seu sexo anatômico, manifestando o desejo de viver e ser aceito como sendo do sexo oposto.

Apesar dos dados negativos, o Brechando quer mostrar transexuais que dão exemplo para a sociedade potiguar a partir da luta de serem reconhecidas e ajudarem outras pessoas a seguir os seus passos. Confira aqui:

Rebecka de França

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Rebecka de França é uma das mais conhecidas ativistas da causa dos transexuais no Rio Grande do Norte. Foi ela quem criou o grupo de defesa aos travestis e transexuais no estado (Atransparência-RN). Atualmente, ela cursa Geografia e pretende ser professora.

O grupo A Transparência-RN é uma sigla que significa Associação de Travestis e Transexuais Potiguares na Ação pela Coerência e já conquistou vitórias importantes como, por exemplo, o direito da classe usar o nome social, e não o de batismo, nas chamadas escola e entre outros lugares.

Emily Mel

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Emily Mel Fernandes tem 25 anos e é estudante de psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Quando ingressou na faculdade, ela começou a sua transição e ao mesmo tempo surgiu as primeiras batalhas, Emily foi a primeira estudante transexual a morar na Residência Universitária e foi a primeira trans antes do estado a conseguir mudar de nome antes da realização da cirurgia de redesignação sexual.

Emilly atualmente ocupa seu dia entre a bolsa de apoio técnico que executa no Núcleo Interdisciplinar Tirésias de Estudos em Gênero, Sexualidade e Direitos Humanos na Universidade Federal do Rio Grande do Norte e o período final do curso de Psicologia na mesma instituição.

Leilane Assunção

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Antes da entrada de Emily, Leilane foi uma das primeiras transexuais a ingressar na UFRN. Foi a primeira transexual a conseguir o doutorado dentro da universidade no curso de Ciências Sociais, apesar das dificuldades. Atualmente, ela é professora do Departamento de História da mesma instituição de ensino.

A professora começou a sua transição aos 24 anos e vem de uma família evangélica com cinco irmãs.  Hoje, ela também é ativista dos direitos humanos e defende o direito dos transexuais a ingressar na faculdade e exercer a área acadêmica.