Natal câncer de mama

Natal é a terceira capital nordestina com mais mortes por câncer de mama

Outubro é primeiramente considerado o mês de conscientização do câncer de mama. Apesar da campanha de prevenção está constantemente repetida em comerciais, o número de mulheres portadoras ainda é alto, assim como a quantidade de mortes. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostram que Natal é a terceira cidade nordestina com mais morte de câncer de mama da Região Nordeste, perdendo apenas para Salvador e Recife. São 21 mulheres a cada 100 mil habitantes que chegaram à óbito, no qual corresponde aproximadamente 100 mortes da doença somente neste ano.

Os óbitos na capital potiguar corresponde a quase 24% da média mundial de óbitos doença e 16% da nacional, entrando no 13º na lista dos estados com mais casos.

Posteriormente, o Inca mostra que houve em torno de 300 novos casos confirmados da doença somente em 2021. Ou seja, são 72,58 mulheres a cada 100 mil habitantes de Natal apresentam câncer de mama. E, pior, representa 85% da quantidade de residentes do RN que estão enfermas com o cancro de mama.

Fizemos a apuração dos dados, portanto, da seguinte forma:

1) Pegamos a informação da expectativa da população natalense do Institubo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2021 e fizemos a comparação com o último censo, no qual constatou que houve um aumento de 10,36%.


2) Depois, pegamos os dados de mulheres em Natal no censo e somamos com aquele 10,36% do primeiro tópico, chegando a 469.906 mulheres. (Base da seguinte pergunta: “Se houve aumento de 10,36% da população natalense, qual seria a quantidade de mulheres em Natal se todo esse aumento fosse só do gênero feminino?”)

 

3) Por fim, comparamos com os dados do INCA.

 

 

Casos de câncer de mama a cada 100 mil habitantes em Natal e outras capitais brasileiras

1

Porto Alegre 

33,60

2

Rio de Janeiro 

31,09

3

Vitória 

29,49

4

Florianópolis 

27,03

5

Curitiba 

24,14

6

Cuiabá 

24,09

7

Salvador 23,55

8

São Paulo  23,14

9

Belo Horizonte  23,09

10

Campo Grande 22,67

11

Goiânia 22,52

12

Recife 22,30

13

Natal  21,48

14

Fortaleza20,53

15

Teresina  20,47

16

João Pessoa 19,46

17

Belém  18,38

18

Maceió 16,95

19

Brasília  16,31

20

Aracaju 15,79

21

Manaus 13,73

22

Boa Vista 12,47

23

São Luís 11,21

24

Rio Branco  11,13

25

Palmas  10,87

26

Porto Velho 10,27

27

Macapá 6,95

No mundo, o câncer de mama é o câncer de maior incidência entre as mulheres e o segundo responsável por mortes de câncer entre elas. No Brasil, o câncer de mama só fica atrás do câncer de pele não melanoma e, em 2020, foram estimados 66.280 casos há dois anos. Nesse contexto, a detecção precoce dessa patologia por meio do exame clínico da mama e da mamografia, assim como a estratégia de rastreamento, permitem aumentar as chances de cura da paciente, possibilitando um tratamento não mutilador.

em Natal, isso corresponde há mais de 59% dos casos de mulheres doentes, de acordo com o INCA. Por conseguinte, vem o câncer do reto e colo do útero.

 

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Dados do exame de mamografia

O exame clínico das mamas é um exame físico realizado por um profissional de saúde treinado, podendo ser um médico ou um enfermeiro, que tem como objetivo fazer uma inspeção e palpação das mamas e dos linfonodos. Essa avaliação clínica, que deve ser feita de rotina em todas as mulheres, especialmente naquelas com 40 anos ou mais de idade, pode indicar a necessidade de realização de exames complementares, como a mamografia. 

Em 2019, 33,7% das mulheres de 18 anos ou mais de idade haviam realizado o exame clínico das mamas em menos de 1 ano, sendo uma evolução em relação a 2013 (31,4%). Por outro lado, ainda 30,5% das mulheres de 18 anos ou mais nunca haviam realizado tal exame, percentual que foi 36,6% em 2013.

Quando se analisa a realização do autoexame por faixa etária, observa-se que 67,0% das mulheres de 18 a 24 anos nunca haviam feito tal exame e que esse percentual se reduz conforme a idade aumenta. As mulheres de 40 a 59 anos foram aquelas com o maior percentual de exame realizado em menos de 1 ano, 42,9%.

Desigualdade até no câncer de mama

Um dos maiores entraves ao diagnóstico precoce é a desigualdade de acesso aos serviços e tecnologias ligados à patologia. No tocante ao exame clínico das mamas, nota-se que o percentual de mulheres com 18 anos ou mais de idade que realizou o exame em menos de 1 ano aumenta na medida que o rendimento domiciliar per capita aumenta. Por outro lado, o percentual que nunca fez o exame diminui drasticamente conforme este rendimento aumenta.

Mas, como evitar que esses casos aumentem e evite que centenas mães de famílias morram? Diagnóstico precoce.

A estratégia de diagnóstico precoce contribui para a redução do estágio de apresentação do câncer. Os sintomas suspeitos de câncer de mama e de referência urgente para a confirmação diagnóstica:

  • Qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos.
  • Nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persistem por mais de um ciclo menstrual.
  • Nódulo mamário de consistência endurecida e fixo ou que vem aumentando de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade.
  • Sangue ou pus saindo nos mamilos. 
  • Presença de caroços na axila. 
  • Aumento progressivo do tamanho da mama com a presença de sinais de caroços, como pele com aspecto de casca de laranja.
  • Retração na pele da mama.
  • Mudança no formato do mamilo.
 

Origem do diagnóstico precoce

Na década de 1950, nos Estados Unidos, o autoexame das mamas surgiu como estratégia para diminuir o diagnóstico de tumores de mama em fase avançada. Ao final da década de 1990, ensaios clínicos mostraram que o autoexame não reduzia a mortalidade pelo câncer de mama. A partir de então, diversos países passaram a adotar a estratégia de breast awareness, que significa estar consciente para a saúde das mamas. 

Essa estratégia de conscientização destaca a importância do diagnóstico precoce e busca orientar a população feminina sobre as mudanças habituais das mamas em diferentes momentos do ciclo de vida e os principais sinais suspeitos de câncer de mama.

A orientação é que a mulher observe e palpe suas mamas sempre que se sentir confortável para tal. No banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano, sem necessidade de aprender um técnica de autoexame ou de seguir uma periodicidade regular e fixa, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias suspeitas. É necessário que a mulher seja estimulada a procurar esclarecimento médico, em qualquer idade, sempre que perceber alguma alteração suspeita em suas mamas.

O sistema de saúde precisa adequar-se para acolher, informar e realizar os exames diagnósticos em tempo oportuno. Prioridade na marcação de exames deve ser dada às mulheres sintomáticas, que já apresentam lesão palpável na mama ou outro sinal de alerta.

A estratégia do diagnóstico precoce é especialmente importante em contextos de apresentação avançada do câncer de mama.

UFRN em obras

Uma foto rara da UFRN em obras

O campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi construído apenas 10 anos após a sua fundação, nos anos 60. O campus surgiu em 1968, com a reforma universitária, a UFRN passou por um processo de reorganização que marcou o fim das faculdades espalhadas em Natal e a consolidação da atual estrutura, ou seja, o agrupamento de diversos departamentos que, dependendo da natureza dos cursos e disciplinas, organizaram-se em Centros Acadêmicos. Entretanto, nos anos 70, as obras continuavam em pleno vapor.

Na imagem acima mostra as obras de alguns lugares que marcam a vida do estudante, como a caixa d’água próxima da Biblioteca Central, a Reitoria, o Setor IV e vamos colocar a imagem ampliada abaixo.

UFRN em obras

A imagem acima era a capa do informativo da universidade, uma espécie de boletim informativo que os alunos recebem da Agecom via e-mail ou no site da instituição de ensino. A diferença que era impresso.

Primeira sede da reitoria, antes da UFRN em obras, não existe mais

A primeira sede, no entanto, ficava no lindo casarão acima. Inicialmente, a UFRN surgiu no final dos anos 50 quando surgiu a Universidade do Rio Grande do Norte. Surgiu a partir da união das escolas de nível superior já existentes. A sede administrativa ficava neste lindo casarão modernista.

A construção tem data nos anos 40, durante a vinda dos americanos à Natal, tanto que funcionara a sede do consulado dos EUA por muitos anos. Além disso, apresenta um neocolonial simplificado. Edifícios apresentando essa tendência, que se julga ter sido disseminada pelo cinema, podem ser encontrados em várias cidades brasileiras, como o Recife, por exemplo.

Os americanos haviam comprado a casa a partir do industrial João Severiano da Câmara, proprietário da firma exportadora de algodão João Câmara e Irmãos Com. Ltda

A partir de 1968, com a reforma universitária, a UFRN passou por um processo de reorganização que marcou o fim das faculdades. Ou seja, o agrupamento de diversos departamentos que, dependendo da natureza dos cursos e disciplinas, organizaram-se em Centros Acadêmicos.

Nos anos 70, teve início a construção do Campus Central, numa área de 123 hectares. O campus abriga, portanto, atualmente um arrojado complexo arquitetônico, circundado por um anel viário que o integra à malha urbana da cidade de Natal.

E o prédio da Reitoria da UFRN hoje?

Após a saída da UFRN, em 1976, a Marinha do Brasil, transferiu a sede nordestina do órgão, o 3º Distrito Naval, à residência, virando um ponto de referência na região. De acordo com os militares, o crescimento da organização deu a necessidade de procurar um espaço maior.

Como resultado, em 2012, eles construíram uma nova sede nas margens do Rio Potengi, próximo do Iate Clube, no bairro de Santos Reis.  A construtora Ecocil ergueu o prédio e uma casa da Marinha em Fortaleza a partir de uma permuta, no qual a Marinha forneceu a antiga sede (incluindo o anexo), uma casa e prédio na Avenida Alexandrino de Alencar.

Como resultado, a Ecocil demoliu a antiga casa e transformou em um moderno prédio comercial.