Maria Fxntes continua a sua cura pela solidão com muito banho de sal

A cantora Maria Fxntes está continuando com a sua triologia “Solidão e Sal”, no qual retrata sobre como sarar as feridas provocadas pela solidão, principalmente na pandemia. No início do mês, lançou o videoclipe da música ”A Temperatura da Tua Pele” , no Youtube.

Agora, nesta sexta-feira (22), a cantora e compositora Maria Fxntes lança o vídeo-arte “Banho de Sal”, também no Youtube. A obra foi realizada em parceria com a artista visual Guesc, projeto patrocinado pelo Sebrae RN cujo o intuito é encerrar o ciclo artístico que envolve o EP Salmoura, lançado em 2020 pela artista potiguar.

A sua finalidade com esta triologia é, portanto, encerrar em grande estilo o ciclo artístico que envolve o seu EP Salmoura, lançado em 2020 pela artista potiguar. Clique aqui para acessar o canal do Youtube da artista.

Agora, o próximo passo é lançar um fanzine com tiragem de 100 cópias de um zine. A obra tem data de lançamento para 5 de novembro, apresentando imagens inéditas dos ensaios fotográficos realizados para a construção da identidade visual do ep e de todo o processo criativo que percorre a obra. Os três trabalhos são fruto da parceria entre Maria Fxntes e Guesc.

Também vimos o seu vídeo

Assim como no primeiro vídeo, a Rizomarte nos enviou, com exclusividade, a segunda parte da trilogia, no qual realmente você precisa ver a primeira parte para entender a segunda.

Enquanto Maria declara um poema sobre água e solidão de sua autoria mais Ana de Freitas, a mesma prepara um banho de sal e ervas em meio de um ritual, a luz de velas. Antes do banho, as luzes vermelhas e quentes fazem parte da poesia, visto que enfatiza o que ela está pensando em cada verso citado pela artista. Pode parecer algo abstrato de início, mas o vídeo é bastante lúdico ao explicar o que ela quis dizer. Ou seja, não precisa ser aluno do Deart ou Setor 2 como pré-requisito para compreender a sua mensagem.

O clipe realmente é um banho de água e sal para quem quer curar as suas angústias, compreender o mundo ou ouvir algo que queira ter de conforto.

Um pouco mais sobre a Trilogia da Solidão e Sal

A temática da solidão já estava presente no processo musical que originou o EP Salmoura, especialmente na música ”A temperatura da tua pele”. Lá, possui uma atmosfera sonora densa, bem próxima ao trip hop dos anos noventa. Com a pandemia, portanto, o sentimento ganhou novas nuances poéticas para a artista. Acabou se transformando em mote para a composição visual do videoclipe, onde a solidão surge tensionada sob a ótica do desejo. Através dos contornos e contorções de um corpo que pulsa pelo outro em meio ao claustro de quatro paredes.

Sobre Maria Fxntes e sua trilogia

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A Maria Fxntes atua na cena musical norte-riograndense há mais de 10 anos e já integrou projetos autorais de diferentes estilos e gêneros musicais. No início de 2020, ela, ao lado do produtor musical Dante Augusto e com o auxílio do selo Rizomarte Records, lançou as cinco músicas. Surgindo o disco Salmoura. A intenção em 2020 era ser um ano cheio de shows, tanto que foi uma das atrações musicais do Burburinho Festival de Artes.

Em 2020, Fxntes o seu primeiro EP, intitulado de “Salmoura”, que contou com a produção de Dante Augusto e produção visual de Rayanna Guesc. O álbum é composto por cinco músicas e apresentam a intensidade poética das canções e guitarras de Fxntes acompanhadas pelos arranjos eletrônicos de Dante. Tudo isso através de um processo criativo que vem se dando desde 2018 no Estúdio Seno. Ou seja, uma produção totalmente independente.

Com o novo clipe, a intenção de Maria é encerrar o ciclo do álbum a partir de três formas: clipe, performance no formato de vídeo e, por fim, um zine.

“O sal cura feridas, alivia dores e limpa energias. E também dá gosto. “Salmoura” é isso. Uma solução pra sarar coisas, mas que também marinou ao longo de 2 anos e ganhou sabores que se complementam e se apuram. É uma sopa de influências e cada música tem uma nuance de estilo, algumas mais viajosas, outras mais pesadas.”, disse Maria no lançamento do disco.

Além disso, o álbum esteve fortemente atrelado com a composição visual, feita em conjunto com a artista Rayanna Guesc. Logo, a música e imagem se mesclam para uma travessia sensorial conduzida pelas experiências cantadas.

Nightbird Records

Nightbird Records tem nova coletânea produzida na pandemia

Essas moças na foto fazem parte do grupo CoisaLuz, escrito deste jeitinho. A intenção das meninas é criar músicas com forte influência nas tradições africanas e sempre questionando a sociedade. Elas estão participando de uma coletânea que explicaremos nesta matéria.

Após o sucesso da primeira edição, a Nightbird Records apresenta a coletânea “Canções de Isolamento Volume 2”. Nessa segunda edição do compilado, o selo deu uma brechada e achou 10 artistas para você escutar enquanto ainda está isolado por conta da pandemia do Covid-19. Além disso, cada um vai divulgar a sua música. Os critérios para seleção foram vários, desde a diversidade de ritmos até questões de gênero e raça.

“Esse é um projeto para dar acesso aos artistas do Rio Grande do Norte. O objetivo é criar uma cadeia produtiva aqui no estado. Todos que estiveram envolvidos são potiguares, desde o operador de som até a pessoa que mixou e masterizou o álbum”, conta o produtor e curador Luan Bates. “Dentre as dez faixas, temos estilos variados: jazz, forró pé de serra, rap, pop rock, hip hop lo-fi. Procuramos colocar essa diversidade, tanto em sonoridade, como em questões sociais, ao incluir músicos que fazem parte de alguma minoria”, completa.

No final da matéria você pode ouvir o disco do Nightbird Records na íntegra.

Gravações aconteceram em Natal e Mossoró

As faixas foram gravadas em Natal e Mossoró e todo o projeto foi auxiliado pela Lei Aldir Blanc. Na seleção, encontramos artistas com carreiras mais extensas e, também, quem ainda está começando. Com o lançamento, a Nightbird Records espera dar suporte para esses músicos em questões de gerenciamento de carreira na música, desde a produção de fotos até noções básicas da indústria musical.

“Canções de Isolamento Volume 2” está disponível em todas as plataformas de streaming e no YouTube,, onde, em breve, serão lançados pequenos registros audiovisuais para ilustrar as canções.

A biografia de cada artista do “Canções de Isolamento Volume 2”, selo Nightbird Records

Lee Araújo

Lee Araújo é natural de Cruzeta (RN) e reside em Natal (RN). Toca na capital potiguar há cerca de oito anos. O artista tem um álbum autoral já lançado e, desde o início da pandemia, tem realizado o projeto LeeSons da Vida, além de colaborar com outros músicos e apresentar sozinho diversas canções nas redes sociais. O músico passeia por diversas áreas da MPB.

Ujó

Ujó é um rapper residente do bairro de Mãe Luiza, em Natal. Seu nome artístico representa a sigla “Uma Jogada Original”, que expressa sua versatilidade e personalidade através da música. O rapper iniciou sua trajetória no rap gospel em 2014 e, anos depois, formou o coletivo UBANDO. Após deixar o grupo, em 2018, lançou-se em carreira solo com diversos singles divulgados no YouTube. Em 2021, lançou o EP ‘Eros’, que tinha sido gravado e guardado desde 2017.

Banda Ydna

Apesar de levar o nome de sua cantora, Ydna é uma banda formada por jovens músicos do estado. Proveniente de Macau (RN), foi em Natal que a vocalista Ydna juntou-se à Marco (guitarra), Lucas (baixo), Adrielly (bateria) e Mi (guitarra). O grupo, que lançou recentemente o single “Ela Vai”, faz um pop rock de veia feminista e empoderada.

Máquinas no Ar

O trio Máquinas no Ar foi formado em 2013 e no mesmo ano lançou seu EP homônimo de estreia. Formada por Fábio Mathias (voz e guitarra), Isaac Melo (baixo) e David Coelho (bateria), o Máquinas no Ar havia parado suas atividades de forma indeterminada até os membros decidirem retomar o projeto, coincidindo com a chamada para a coletânea. O som mistura o rock nacional dos anos 80 com o alternativo dos anos 90, ora alternando sons limpos e mais sujos.

Luaz

Luaz é um trio potiguar formado em 2018 que nasceu na cena autoral do Rio Grande do Norte com um som voltado ao pop rock e composições que têm como inspiração a busca pelo autoconhecimento, conexões, lutas internas e reflexões sobre o tempo. Os componentes são a própria Luaz (voz/synth), Matheus Ribeiro (guitarra/voz), e Arthur Sena (bateria).

Marvin

Natural de Portalegre (RN), Marvin tem 22 anos e compartilha suas músicas desde 2019. Seu trabalho é desenvolvido a partir das influências de pop, indie folk e R&B.

CASilva

CASilva tem 24 anos e é o codinome de Caio Silva para seu projeto solo. O músico também é vocalista da banda natalense de hard rock Hustle Tree. Em 2020, sentiu a vontade de explorar o mundo da produção musical, inicialmente ao aprender a fazer beats pelo celular, o que posteriormente resultou em seu trabalho solo de lo-fi hip-hop, influenciado também pelo vaporwave e pelo boom bap.

Nayd

Misturando MPB, lo-fi, música eletrônica e bossa nova, Nayd é não-binárie e traz em suas músicas uma atmosfera experimental, intimista e propositalmente desencontrada. Residente em Natal, Nayd tem lançado alguns projetos de forma independente pelo Soundcloud, e divulgou oficialmente nas plataformas de streaming a faixa “Sal na Ferida”, presente na coletânea “Peste”, do selo paraibano Soninho Records.

CoisaLuz

A CoisaLuz é uma banda formada em Mossoró (RN), no ano de 2019, e composta por Bianca Cardial, Dayanne Nunes e Flávia Fagundes. As integrantes se revezam nos vocais e nos instrumentos, refletindo o caráter coletivo de suas músicas, influenciada pela música afro-brasileira para além dos sons radiofônicos. Com mensagens de afago, alerta, abraço e encorajamento, CoisaLuz busca nas próprias raízes a razão para crescer, frutificar e atingir quem a escuta, e, com esperança, transformar.

Bando Baião de Nós

O grupo Bando Baião de Nós é formado por diversos músicos da região metropolitana de Natal, entre eles: Mariano da Silva (voz e guitarra), Jaya Pereira (pífano, voz) e Rafael Souza (rabeca). O grupo é, realmente, um bando cultural e busca resgatar a música de raiz do Rio Grande do Norte junto ao cordel, poesia e outros sons genuinamente brasileiros.

Escute aqui para escutar o álbum do Nightbird Records na íntegra

A coletânea está disponível nas principais plataformas de streaming, só seguir e ouvir a qualquer momento. Para escutar o álbum, dê o play, portanto, a seguir:

Serrambi

Isto era o conjunto Serrambi I

O Serrambi é um conjunto que fica entre três bairros da zona Sul de Natal: Capim Macio, Ponta Negra e Neópolis. A sua extremidade, no entanto, para sob o alto de uma duna, cuja parte de baixo fica a Avenida Ayrton Senna, antiga Estrada do Jiqui. Antes de virar um conjuto habitacional de casas na vertical, o alto desta enorme duna ficara casas improvisadas e sem mato em volta, no qual qualquer chuvinha tinha o risco de desmoronar.

E durante minhas pesquisas sobre as histórias de Natal achei sobre a última casa que ficava na região antes do prédio.

A foto é 1983 junto de um trecho no jornal que fala a história desta residência. A casa pertencia ao Zé Canário que foi demolida no mesmo ano. Já o conjunto ficou pronto um ano depois, com seis apartamentos nos três andáres mais o térreo.

Alguns relatos no grupo Fatos e Fotos de Natal das Antigas alegaram que dava para ver casinha todas as vezes, uma vez que ficava bem em frente ao terminal de Ônibus da região.

Na época, o terreno que hoje faz parte o Serrambi 1 fazia parte do conjunto Pirangi.

No Google Maps aponta que o conjunto fica em Ponta Negra pelo fato da Rua Congonhas ligar Neópolis e PN.

Sobre o conjunto Pirangi

O conjunto Pirangi fez parte do projeto de habitação urbana da região Sul de Natal executada pela Cohab (Companhia de Habitação Popular do Rio Grande do Norte) com o número de 2.100 casas em 1980. Entretanto, as obras de pavimentação e energia eléctrica foram entre 1977 a 1978.