Ei! Sábado tem estreia do filme “Verde Limão” em Natal, com show de Almério

Brechando tem orgulho de dizer que acompanhou a elaboração de um filme potiguar. Desde a sua produção, a gente acompanhou todas as festas da equipe do “Verde Limão” na cidade para angariar os fundos da produção dos filmes, entrevistou o protagonista e  outras atividades. E, neste sábado (13), às 20 horas, haverá o lançamento oficial da produção, na Casa da Ribeira, com apresentação do pernambucano Almério.

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Após mais de um ano de trabalho, o filme Verde Limão finalmente será apresentado ao público pela primeira vez neste sábado, é o mais recente curta-metragem roteirizado e dirigido pelo jornalista e realizador audiovisual Henrique Arruda, após “Ainda Não Lhe Fiz Uma Canção de Amor” (2015), filme que até então rodou mais de 30 festivais, conquistando 8 prêmios e a seleção oficial da Mostra Sesc de Cinema 2017.

Rodado no Barracão dos Clowns de Shakespeare, n’a BOCA Cultural e no Beco da Quarentena, localizado no bairro da Ribeira, o filme é também uma homenagem à cultura Drag, tendo sido desenvolvido com o apoio de diversas Queens potiguares, como Danuza D’Salles, Danina Fromer, Potyguara Bardo, Miss It, Rivka Kippur, Lola Von Dolf, Bibi Bitx e Quilomba Zu.

“Esse filme fala sobre memórias e afetos, mas principalmente sobre ser quem somos no país que mais mata LGBTQs no mundo”, comenta o diretor e roteirista do projeto, Henrique Arruda.

Almério se apresenta em Natal para pré-estreia de “Verde Limão”

Compõem o elenco do filme ainda os atores Fanny Lo, Moisés Ferreira, Caio Andrade, Firmino Brasil e a atriz Lulu Albuquerque.

Viabilizado através de financiamento coletivo, em uma primeira etapa com a bilheteria de festas realizadas em Natal, e em uma segunda etapa, com o auxílio de uma campanha de crowdfunding no site Catarse, o filme narra a história de uma Drag Queen, interpretada pelo ator pernambucano Marcondes Lima, que, prestes a entrar no palco pela última vez, revisita todas as cicatrizes que formam o seu carnaval.

A presença de Almério na estreia não é mera coincidência. O cantor gentilmente cedeu uma de suas novas faixas, intitulada “De Olhar Pra Cima”, para compor a trilha sonora do filme, completando, a time sonoro ainda conta com a banda Dusouto e uma composição original produzida pelo Dj Dukokar e pelo músico Diego Bezerra.

Almério, que traz para Natal o repertório completo de “Desempena”, turnê baseada em seu álbum mais recente, lançado em 2017 pelo selo Natura Musical.

Ele é considerado uma das novas revelações da MPB, tendo recentemente dividido o palco com Johnny Hooker e Liniker no Rock In Rio 2017. Desempena é o seu segundo álbum de estúdio, sucedendo “Almério”, lançado em 2013.

Natural de Altinho (PE), mas mais conhecido a partir de Caruaru, o multi performer de voz andrógina atualmente se dedica também ao show “Acaso Casa”, ao lado da cantora baiana Mariene de Castro, com apresentações já realizadas no Rio e em São Paulo, por onde o projeto foi um sucesso de público e crítica.

PRÉ ESTREIA DO FILME VERDE LIMÃO + “DESEMPENA” COM ALMÉRIO

Sábado, 13 de janeiro de 2018 | 20h

Casa da Ribeira (Rua Frei Miguelinho, 52, Ribeira, Natal)

Ingressos disponíveis online na Sympla neste link e na bilheteria da Casa (R$ 40 / R$ 20 meia)

Ribeira 360º entra na segunda edição garantindo atividades em Janeiro na capital potiguar

A Ribeira novamente deu uma volta completa no primeiro fim de semana de janeiro. Com um dia a mais que na primeira edição, o Festival Ribeira 360º cresceu e se continuar desta forma será o Festival de Verão de Natal, visto que está começando, aos poucos, colocar as atrações nacionais na line-up, como o Waldonys tocando forró, junto com os potiguares do Bando das Brenhas, no primeiro dia, 5 de janeiro, véspera feriado de Santos Reis. As duas apresentações eram de graça, uma vez que tinha como objetivo de criar um interesse nas pessoas de visitar o bairro da zona Leste no meio do caos em que se encontra.

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Sobre Waldonys, ele fez um show que animou até os roqueiros que estavam no Alchemist cederem ao som da música nordestina, no qual o cantor fez uma verdadeira perfomance rock and roll, com direito a versão de Michael Jackson em sanfona, pirotecnia e a galera dançar as músicas de carnaval.

Diferente do ano passado, o preço do estudante, que era 10 reais saltou para 20 reais, com quase nenhuma alteração na programação, comparando com a edição anterior. Mesmo assim, o público se mostrou cada vez mais interessado em assistir o que rola na terrinha.

Ainda a gente dava uma volta completa para saber o que rolava, a vontade era criar várias cópias ficar em cada palco. Era legal ouvir pessoas cantando toda a letra de Far From Alaska, com gente de João Pessoa vindo para a capital potiguar apenas para assistí-los. Ou ver o crescimento de Joseph Little Drop, que no ano passado era uma simples atração do Ateliê, para o palco principal, no qual todo mundo ficou feliz com o Punk José + Cana, fazendo a galera abrir várias rodas de pogas em cada música.

Além disso, você podia encontrar facilmente encontrar os artistas e poder conversar sobre os mais diversos assuntos, desde o rolé até as dificuldades em fazer música independente no RN e outros estados.

Joseph Little Drop, uma das atrações do Ribeira 360º

Queria música eletrônica e escutar o pancadão do funk? Ateliê. Beber bons drinks? Alchemist, apesar de ter falado que teria tributo ao Motorhead na sexta-feira e só tocou Lady Gaga e música pop. Ouvir o melhor das bandas independentes (Metal, Música eletrônica, Experimental e dentre outros gêneros)? Galpão 29. Você também podia ver amigos, tirar selfie com aquela artista fofa, gritar bem alto o nome do artista ou pedir aquele biz.  Uma grande vitrine, praticamente.

Ainda tinha tempo de falar de política, com o “Fora Temer”, da banda Skarimbó, que também criticou a situação política e da falta de opção de políticos para as eleições gerais de 2018, e do discurso de Natália Noronha, do Plutão Já Foi Planeta, pedindo para que os governantes ficassem de olho no bairro cultural que está com um projeto de reurbanização arquivado há anos.

Política e dança com Skarimbó

Por falar em vitrine, o Ribeira 360º também está trabalhando com apostas, como o Reconvexo, que tem como membros o ator Pedro Fassanaro, e Bex, que tenta misturar poesia com música eletrônica, convidando outros artistas para participar, como “O novíssimo Edgar (SP)”.

Durante a festa houve diversos duetos, como Waldonys com Ângela Castro, coreografia de Raphael Dumaresq no meio do apresentação do Joseph Little Drop e dentre outras surpresas, mas queria mesmo era repetição do Grafith com Dusouto.

Senti um pouco falta da cena do heavy metal, que sempre foi muito forte em Natal, principalmente no bairro da Ribeira, com Kataphero ou Deadly Fate.

Um outro ponto positivo foi abrir cada dia de evento com apresentações de dança, com Giros In Solo e Shaman Tribal.

Após um ano de apresentação, ainda fico impressionada em ver que as pessoas realmente estão interessadas em saber o que toca no Rio Grande do Norte. Cada casa estava mais lotada que a outra. A banda poderia começar com três pessoas em frente ao palco, mas era só começar a tocar os três primeiros acordes que chamava a galera para entrar e no final, as pessoas estavam espremidas. Ou ficar até o sol raiar, mesmo que tenha acabado as apresentações de encerramento.

 

 

Confira as fotos da brechada do Ribeira 360 graus a seguir: