Por que eu sou #teamcopinho ?

Há cerca de dois meses estou utilizando o coletor menstrual, o famoso copinho e muitas meninas pediram para que falasse do objeto em questão. O objeto é difícil de ser encontrado em Natal e comprei em uma feirinha no Burburinho Festival de Artes.  É um copinho anatômico e feito de silicone e que inibe a entrada de bactérias. No entanto, ele é considerado polêmico, pelo fato de parecer, inicialmente, desconfortável.  Mas, ele não é, principalmente quando finalmente colocar da forma correta.

Venha se juntar ao #teamcopinho.

Alguns me chamaram de louca por comprar o produto, as frases que mais escutava:

– Você vai colocar este copo em você ?

– Isto parece nojento !

– É mais uma invenção sua.

– Se vazar ?

No entanto, era a minha única esperança de acabar com minhas assaduras e alergias aos absorventes.

Ele existe desde a década de 30. Uma das vantagens é que ele é ajustável ao corpo. Diferente do absorvente interno, que é inserido ao fundo do canal vaginal, o coletor fica na entrada da vagina.  Ele é fácil de usar, não deixa nenhum cheiro de menstruação pelo ar e só precisa ser trocado após 8 horas e dependendo do ciclo pode ficar com ele até 12 horas (raramente você vai o trocar em banheiro de shopping ou outros espaços públicos e não terá problemas em dormir com ele). Aí, você despeja o sangue na pia ou vaso sanitário.

Não existem contra-indicações, mas não é aconselhável para mulheres que nunca tiveram relações sexuais.

Aprendi que com o coletor, que o sangue de menstruação não é essa hemorragia que os absorventes mostram. Para colocar o seu coletor menstrual, basta introduzi-lo ainda fechado em forma de ‘C’ na parte inferior da vagina e roda-lo para se certificar que ficou bem encaixado, porque vai incomodar se não for colocado da forma correta.

Precisa esterilizar antes e depois do ciclo menstrual, importante, pois é um objeto de plástico e muitas vezes as mulheres o armazenam em lugares que ocorrem muita proliferação de bactérias e vírus.  Além disso, você vai utilizar o produto várias vezes.

Antes de utilizar, por favor, leia o manual do produto que você comprou, pois ele explica com todos os detalhes de como você deve utilizar o copinho.

Há coletores de diferentes marcas e tamanhos, principalmente para aquelas que já tiveram filhos. É confortável porque ele se ajusta bem ao corpo feminino de tal maneira que a gente até esquece que está menstruada.

Após colocar de forma correta, que demorou alguns dias para mim, a sensação de usar o copo é a mesma de utilizar um absorvente interno, sendo que sem destruir o meio ambiente ou ter crises alérgicas por conta do produto. Na primeira vez que utilizei, com medo de vazar, utilizava junto com um protetor de calcinha, uma dica para as mulheres que ficam inseguras com o produto.

Para retirar é só abrir as pernas e puxar a haste que fica no copinho.

Durante a vida, uma mulher usa, em média, mais de 10 mil absorventes, seja ele externo ou interno. O externo leva 100 anos para se degradar na natureza, enquanto o interno leva até um ano. O coletor menstrual é ecologicamente correto.

De acordo com o Correio Brasiliense, por ano, a mulher gasta cerca de R$ 100 com absorvente externo. Em 10 anos, ela terá gasto R$ 1 mil. Então a economia é no mínimo de R$ 915. O coletor menstrual tem durabilidade de cinco anos e custa, em média, uns R$ 90. Mesmo que o preço seja um pouco salgado, o custo-benefício é muito bom mesmo.

Algumas ginecologistas apontam que ele é anti-higiênico, mas nos manuais do uso do coletor indicam que a cada troca da retirada do sangue, você deve higienizar o copo, principalmente com um sabão de PH neutro.

E, aí, vai de copinho?

Passo da Pátria ganha anfiteatro construído em parceria com moradores e projeto cultural

Passo da Pátria ganha mini anfiteatro ecológico realizado com a participação da própria comunidade. A comunidade localizada às margens do rio Potengi, na zona Leste de Natal, conseguiu um espaço cultural graças a temporada 2017/2018 do projeto INarteurbana, que desde o ano passado realiza atividades culturais no bairro. O anfiteatro é feito bambu e “superadobe”, como se chama a técnica de erguer pequenas construções a partir de sacos de polipropileno preenchidos com solo argiloso e moldados de acordo com o que se deseja.

O bairro é considerado um dos mais perigosos de Natal, principalmente por conta do tráfico de drogas na região.

A realização do espaço já começou e está sendo articulada por colaboradores do projeto INarteurbana, em parceria com os próprios moradores da região que vão ganhar não apenas um mini anfiteatro, como também a revitalização da praça com a instalação de uma horta comunitária e bancos de convivência.

Veja mais fotos do trabalho da obra:

Criado em 2015, o INarteurbana é um projeto sociocultural de ativação de espaços públicos por meio de ações artísticas desenvolvido na comunidade do Paço da Pátria.

A iniciativa é uma realização da Casa Vermelha em parceira com a associação franco-brasileira Pixo, e conta com o apoio do Espaço ViraMundo; Escola Municipal Murici Gomes; Rádio comunitária do Passo; Grupo de idosos; ADIC; Governo do Estado do Rio Grande do Norte; Fundação José Augusto; Pinacoteca Potiguar; Sherwin Williams; Fondação Air France; Aliança Francesa de Natal; Consulado Geral da França em Recife e do Instituto Francês.

De acordo com a organização, a nova praça será um espaço ainda mais construtivo e eco responsável porque será um local 100% colaborativo e administrado pelos próprios moradores, que vão cultivar as plantinhas da horta e decidir a programação do minianfiteatro”.

Ainda tem mais projeto para os moradores, um sistema de planejamento para a criação de ambientes humanos sustentáveis e produtivos em equilíbrio e harmonia com a natureza.
Quem deseje colaborar com o projeto ainda está aberta. Para participar basta enviar contato e disponibilidade para o e-mail inarteurbana@gmail.com .

Além das atividades no Passo da Pátria, durante o mês de agosto, o INarteurbana vai promover uma série de vivências no bairro, aproximando jovens e crianças das mais diversas linguagens de street art. Os oficineiros/residentes foram selecionados mediante uma chamada pública aberta para o Brasil inteiro e começam suas ações a partir do dia 15 de agosto.

A abertura da edição 2017/2018 e a consequente finalização dos trabalhos artísticos que serão desenvolvidos ao longo destas semanas ocorre no dia 1 de setembro às 15h, na Pinacoteca Potiguar (Palácio da Cultura), quando também será realizada a abertura da exposição desta edição com trabalhos dos artistas selecionados mediante chamada pública, e também de outros convidados exclusivamente pela curadoria do projeto.

A festa de lançamento vai reunir uma retrospectiva das ações do INarteurbana durante este ano de permanência no Passo da Pátria, e também projeção de filme de arte urbana, mesas redondas, feira mix, DJs e batalhas de graffiti.