Digão, do Raimundos, se apresenta em Natal neste sábado

O cantor brasiliense e atual vocalista dos Raimundos, Digão, tocará neste sábado (26), no Whiskritório Pub, localizado em Capim Macio, zona Sul de Natal. Show contará com apoio da banda Nanana O Djabo, potiguares que tocam covers do Raimundos e fazer ter aquela saudade dos anos 90. Os ingressos custam 25 reais, comprando antecipadamente no próprio bar e 35 reais na hora (segundo lote).

Raimundos é uma banda de rock brasileira formada em Brasília em 1987. O nome é derivado de uma de suas maiores influências, a banda Ramones. O grupo ficou muito famoso na década de 90, misturando o hardcore com música nordestina, além de ter letras consideradas muito engraçadas. As músicas mais famosas são “Puteiro em João Pessoa”, “Me Lambe”, “Mulher de Fases” e dentre outros.

Nos anos 2000, a banda passou por mudanças drásticas, a conversão do vocalista Rodolfo Abrantes para a igreja protestante e Digão, que era guitarrista, assumiu a liderança do grupo.

Em 2016, aconteceu a gravação de um DVD acústico em Curitiba, com a participação de vários artistas, como Fred, o baterista da formação original, Ivete Sangalo, Alexandre Carlo e Marcão, ex-guitarrista do Charlie Brown Jr, finalizada em 2013 após a morte do Chorão. Em março de 2017, os Raimundos lançaram o vídeo clipe de “Bonita”, a primeira música de trabalho do DVD acústico.

Com oito discos autorais, 30 anos de estrada e mais de 5 000 000 de cópias vendidas, o Raimundos está marcado na história como uma das principais bandas de rock no Brasil.

Paralelamente aos Raimundos fez, junto a Dênis Marques, o projeto musical Dr. Madeira. Hoje faz com Denis Porto a dupla Denis & Digão.

Para comprar os ingressos é só clicar neste link .

Dois meses sem Marielle Franco: O que foi solucionado até o momento?

Há dois meses a vereadora Marielle Franco foi brutalmente assassinada. Ela foi executada com três tiros na cabeça, no dia 14 de março de 2018, quando também foi assassinado com 4 tiros Anderson Pedro Mathias Gomes, de 39 anos, motorista do veículo em que a parlamentar se encontrara. Apesar da comoção, o caso ainda não tem solução e muito menos foram achados culpados, apenas foram ouvidos testeminhas e nada mais. De acordo com a Human Rights Watch, o assassinato de Franco relacionou-se à “impunidade existente no Rio de Janeiro” e ao “sistema de segurança falido” no estado.

Marielle criticava ferozmente a intervenção federal no Rio de Janeiro e da Polícia Militar, denunciava constantemente policiais por abusos de autoridade contra os moradores. Recentemente, ela havia denunciado atrocidades feitas na Favela do Acari, uma das mais antigas do país.

Ela mostrava que muitos militares ainda tinham pensamentos do Governo Militar, no qual investigavam crimes através de torturas e diversas ações truculentas. Se pesquisarmos na internet páginas a favor das polícias, vimos muitos discursos anti-comunistas, críticos aos grupos de Direitos Humanos e diversas vezes proliferam frases, como “matar antes de perguntar” e “bandido bom é bandido morto”, sem contar as fotografias de pessoas mortas.

No Brasil, as mulheres negras com idade entre 15 e 29 anos têm 2,19 vezes mais chances de serem assassinadas no do que as brancas na mesma faixa etária, de acordo com o Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência 2017 (IVJ 2017), segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

E agora? O que já foi feito do caso? Bem, o Rio de Janeiro ainda contia sob Intervenção Militar e o Brechando montou um infográfico resumindo o que foi falado até o momento sobre o caso de Marielle Franco. Confira o que já foi apurado até o momento sobre o caso da vereadora assassinada no Rio de Janeiro:

Leia Também: Qual é a função da Intervenção Militar?

[ARTIGO] Sobre amizade masculina, feminismo, sororidade e afins

Sempre tive amizade com mulheres, mas boa parte dos meus amigos são homens e isso veio naturalmente, apesar de deixar familiares e a sociedade chocada. No colégio, por gostar de rock, eu andava com os garotos e ficava compartilhando discos e músicas das bandas favoritas. Nos shows, eu era a única menina do grupo e eles me ensinavam várias coisas, sempre me protegia das piadas e xavecos dos outros amigos. Ou me apresentava aquele crush, se ele prestasse, claro. Me sentia protegida. Mas, isto não quer dizer que estava protegida no mundo machista.

Eu tinha que provar para os caras que sabia das bandas, conhecia as notícias sobre o meio musical e uma das medidas que fazia era me masculinizar, vestir camisetas de banda, calça jeans e All Star. Se usasse alguma saia, os meninos tiravam sarro. Aí batia nos caras se chegasse falar besteira para cima de mim. Vendo isso poderia virar a mesa e querer só a amizade feminina, quando o feminismo chegou na minha vida. Poderia. Mas, o mundo é feito de desconstrução. Os homens e mulheres precisam desconstruir.

Antes de fazer este artigo, eu procurei links similares que falassem deste mesmo assunto. Ora tinha um discurso super pessimista sobre amizade entre gêneros opostos e outras otimistas demais. Primeiramente, precisamos ressaltar que vivemos em um mundo totalmente machista, onde homem quando é considerado apenas amigos é jogado na friendzone, que mulher fala com homem está errada ou o homem só quer transar e não ter nenhum vínculo com as mulheres. Sem contar dos papos de homem, papos de mulher ou de que os assuntos devem ser ditos separadamente. Ainda tem aqueles textos bem adolescente.

Isto me incomoda, pois minha adolescência foi cercada de homens, apesar de ter tido com algumas decepções nos últimos anos..

A fogueira só aumenta quando o Huffington Post diz neste texto que um estudo da Universidade do Wisconsin reflete que a amizade entre homens e mulheres é um fenômeno recente e que é impossível escapar dos momentos de sedução e tensão sexual. Os cientistas estudaram 88 duplas de amigos de sexo oposto e concluíram que os homens sentem maior atração física e sexual por suas amigas e tendem a superestimar como elas os enxergam. A atração é vista como uma desvantagem, se bem que com o passar dos anos ela tenda a ir desaparecendo.

Além da relação familiar e amorosa, o ser humano necessita de fazer amizades, principalmente por ser uma forma de continuar comunicando. Afinal, sem comunicação os seres humanos estariam em extinção. Porém, ao longo do tempo, as formas de emitir uma mensagem foram estabelecidas em caixinhas e regras, seja por motivos ideológicos, sociais e religiosos. Da metade do século XX e nos dias atuais, a relação da mulher com a sociedade mudou bastante, inclusive nos relacionamentos.

Podemos votar, trabalhar e escolher se queremos ter filhos ou não, deixando homens tradicionais de cabelo em pé, no qual queriam tratar como uma boneca inflável ou uma vaca reprodutora, enquanto se esbaldavam nos tradicionais cabarés.

A amizade entre homem e mulher é algo recente, por isso ainda é bastante questionada pela sociedade. Fomos criados para que homem e mulher só precisam se unir para namorar, casar e procriar, nunca imaginaríamos que a gente poderia se unir apenas para conversar, assistir filme e ficar só no abraço. Afinal, por que muitos casais que estão juntos por convivência não fazem relacionamento sexual há anos é aceitável e um casal de sexo oposto não?

Porém, alguns que tentam justificar a amizade entre sexo oposto existe utilizando o argumento da rivalidade da mulher, dizendo que uma quer competir com a outra,
inclusive nos relacionamentos amorosos.

Cresci achando que a amizade masculina era desse jeito que a Toda Teen falava. Adorava falar esses seguintes estereótipos:

• Mulher rivaliza
• Homens não passam por cima dos relacionamentos
• Eles não são falsos
• Me dão os melhores conselhos amorosos
• Eles te escutam melhor.

Independente do sexo, se a pessoa realmente preza pela sua amizade, ele vai ser seu amigo até a sua morte, independente do gênero. Além de ser seu amigo de verdade, ele vai ouvir e querer desconstruir se soltar algum comentário ou piada machista. Afinal, a sociedade é patriarcal que estabelece regras de convivência há anos. Se ele for uma pessoa escrota com a namorada e você souber disso, tente falar a verdade e não passe a mão na cabeça. Se intrometa no relacionamento e ajude aquela garota a sair daquela furada.

Ao contrário de que muitas pessoas pensam, a amizade não é feita apenas de elogios, estamos aqui para trabalhar a verdade, mesmo que ela seja dolorosa. Lembre-se da sororidade, aquele termo que as feministas bastante usam para ajudar uma a outra, principalmente em situação de perigo.

Afinal, ninguém quer passar por um relacionamento abusivo e tóxico, fuja de namoros e amizades assim.

Ao mesmo tempo, não impeça aquele seu filho de ter amizade com aquela garota legal. Lembre-se a amizade é importante, independente do gênero.

Se fosse assim, o Irmão do Jorel iria estar apaixonada pela Lara e não Ana Catarina. Jerry Sienfeld voltaria a namorar Elaine. O Harry Potter estaria com a Hermione. Posso até citar diversos exemplos no mundo do cinema e seriado.

É isso!