Coletivo de Parnamirim

Coletivo de Parnamirim incentiva curtas de mulheres

O coletivo Trampo é natural de Parnamirim e a gente registrou o nascimento deste trabalho, que surgiu a partir de oficinas do Caboré Audiovisual, na cidade da Grande Natal. No mês de agosto, eles vão lançar uma convocatória para incentivar curta-metragens produzido por mulheres, uma vez que serão exibidos na Mostra “Mulheres em Ação”.

A atividade é uma parceria com a Com ArTe Produções e parceria do Sebrae faz parte do lançamento da nova produção da parceria, o curta-metragem “Quem Sabe Ele Mude”, da diretora e roteirista Kell Allen, com data de estreia para o dia 09 de setembro de 2020.

Ou seja, os filmes selecionados serão exibidos juntos com o filme de Kell Allen.

As produções devem conter a temática que enalteça o protagonismo feminino. Serão selecionados quatro filmes que receberão uma premiação de R$ 200,00 cada.

As inscrições vão até a próxima sexta-feira, dia 07 de agosto de 2020 por meio do link formulário, que pode ser clicado aqui.

A ficha também está disponível nas redes sociais do Trampo Audiovisual e da produtora Com ArTe Produções. O projeto tem o apoio financeiro do Sebrae RN, por meio do Edital ECONOMIA CRIATIVA 2020 – Modalidade Desenvolvimento de Produtos e Mercados.

Os filmes devem obedecer a temática proposta, ou ter pelo menos um dos requisitos: que tenham protagonistas mulheres (cis ou trans); abordem o empoderamento feminino ou que sejam dirigidos e/ou roteirizados por mulheres (cis ou trans). Os filmes devem ainda ter a duração máxima de 20 minutos, sem limite de ano de produção. O regulamento da seletiva está disponível no formulário de inscrição.

O coletivo Trampo foi criado em 2018 em Parnamirim, com o lançamento de três de suas obras, “Mais Um Dia”, “ A Grande Partida e o Piloto da websérie “ A Cúpula”. Atualmente tem duas obras em andamento e o curta “Quem Sabe Ele Mude” que será lançado agora em 2020.

Caatinga

Estudo da UFRN descobre novas áreas desmatadas da Caatinga

Uma pesquisa da Pós-Graduação do Centro de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), divulgada através da Agecom, mostra que a maioria das áreas não desmatadas da caatinga estão potencialmente degradadas por ações humanas acumuladas séculos. Ou seja, há mais áreas desmatadas

O estudo veio como base uma pesquisa, que anteriormente apontava que metade da caatinga já foi desmatada e que o que restou está espalhado em cerca de 47 mil fragmentos. O estudo da UFRN foi publicado na revista inglesa Journal of Applied Ecology.

Foto: José Nilton Rodrigues dos Santos

Questão sociocultural da Caatinga

O estudo primeiramente aponta que a região da Caatinga apresenta um dos mais baixos índices sociais e econômicos do continente. A vulnerabilidade social de seus 27,6 milhões de habitantes os faz depender dos recursos da Caatinga.

Sem contar que essa população está espalhada por centenas de cidades, vilas e assentamentos interconectados por uma densa rede de estradas e outras infraestruturas, como barragens e linhas de alta tensão. Desde a colonização brasileira, a Caatinga tem sido constantemente alterada pela agricultura de corte e queima, extração de madeira e lenha, causando perda e degradação do habitat.

De acordo com Marina Antongiovanni, integrante do projeto de pesquisa:  “Quando visitamos algumas caatingas, vemos que elas estão super bem conservadas. Em compensação, em outras percebemos muitas trilhas e pegadas humanas, estradas de terra, marcas de fogo, troncos cortados, pilhas de madeiras, restos de munição, vacas, bodes, ovelhas, plantas exóticas, algaroba, e muito lixo.”.

O trabalho estimou a chamada “perturbação antrópica crônica” para todos os 47 mil fragmentos de caatinga que restam.

Mapa mostra a mudança da Caatinga

O estudo montou cinco mapas: a, b, c, d e e. O primeiro mostra do vermelho ao verde, em ordem crescente, a concentração de habitantes na região da Caatinga.  O segundo, seguindo o mesmo modelo a infraestrutura.  O terceiro é a concentração do pasto, que predomina no Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.

Já o quarto, contudo, mostra do verde ao vermelho, em ordem decrescente, o avanço da extração de madeira, que marca quase todo o Nordeste.  O último mapa, por fim, mostra os focos de incêndio, do vermelho ao verde, em ordem crescente.

Veja a seguir:

a) Concentração de População, b) Infraestrutura ), c) Pasto, d) Incêndio e e)Extração

 

Como foi elaborada a pesquisa

Caatinga Região do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco são as mais devastadas da Caatinga

Com o objetivo de identificar os danos humanos com a Caatinga, foi criado um índice matemático baseado em variáveis relacionadas às inúmeras atividades humanas, que afetam direta ou indiretamente o bioma. Foram mapeados todos os fragmentos de caatinga. Um dos exemplos são as estradas (asfaltadas ou não), as linhas de trem, energia elétrica e os canais da transposição do Rio São Francisco.

Também foi analisado os focos de incêndio, a densidade de bovinos, caprino e ovinos e da população humana.

Os pesquisadores apontam que todos que moram na caatinga sabem que ela vem se deteriorando progressivamente. Esta degradação contribui para o declínio populacional e extinção local de muitas espécies de mamíferos e aves.

Ainda ajuda na intensificação para a erosão, disponibilidade de água no solo e até mesmo à alterações climáticas que podem acentuar os períodos de seca.  Além disso, pode levar à desertificação de algumas áreas.

Por um lado descobriu-se que a Caatinga está mais degradada do que se supunha. O estudo revelou portanto áreas relativamente intactas que ainda representam excelentes oportunidades de conservação no bioma.