10 10America/Bahia maio 10America/Bahia 2019 – Brechando

Beco da Lama será palco da segunda edição da Feira de Quadrinhos

Após o sucesso da primeira edição, o Beco da Lama vai reunir neste próximo sábado (11) vai ter a segunda edição da Feita de Quadrinhos.

Com a proposta de divulgar as obras de autores potiguares, a feira de quadrinhos tem entrada franca e terá exposição de revistas de quadrinhos de artistas locais numa grande banca.

Além de feira com o objetivo de reunir e divulgar trabalhos inéditos que não circulam em livrarias e bancas de revistas e jornais, além oferecer a venda de ilustrações originais, desenhos, pôsteres e muito mais.

A feira é uma oportunidade única para colecionadores e leitores de quadrinhos, conhecerem personagens e criações diretamente com os autores das obras. O evento é aberto a todas as idades e tem produtos diversificados.

Entre os participantes estão: Wendell Cavalcanti, Leander Moura , Carlos Alberto de Oliveira, Renato Medeiros Jota, Erre Rodrigo, Luiz Elson, Miguel Rude,  Thayná Almeida, Mario Rasec, Marcelo Janu, Dickson Tavares, Joseniz e Hanna, Marcos Garcia, Adrovando Claro e Eidson Miguel.

Embrião Musical procura artistas para gravar disco

O Embrião Musical é um projeto similar ao Incubadora do Dosol, sendo que feito pela Frika Records e foi contemplado no Fundo de Incentivo à Cultura (FIC) da Prefeitura do Natal, através da Fundação Capitania das Artes (Funcarte), órgão que tem o peso como Secretaria de Cultura. Neste projeto serão gravados discos de 4 bandas da região metropolitana de Natal que devem se inscrever enviando material (áudios ou vídeos de música autoral. Segundo a gravadora, quanto mais material enviar, melhor.) para análise para o e-mail [email protected].

O período de inscrição acontecerá até o dia 15 de maio e a divulgação dos artistas selecionados será no dia 20 de maio de 2019. Todos as bandas envolvidas no projeto “Embrião Musical” terão total acompanhamento no processo de produção de um disco, desde a pré-produção, passando pela gravação e culminando no lançamento digital pelo Selo “Frika Records”.

O projeto já vinha sendo sendo realizado com recursos próprios ou com patrocínios angariados para cada trabalho e tem como foco a necessidade de renovação constante do cenário musical do nosso estado, mais especificamente da cidade de Natal.

Entre os anos de 2015 e 2017 “Embrião Musical”, que ainda não tinha esse nome e contava com recursos próprios, lançou vários artistas pelo selo de música independente “Frika Records”. Artistas/bandas do estado do Rio Grande do Norte, como por exemplo: Joseph Little Drop, que foi indicada ao Prêmio Hangar 2016 como banda revelação daquele ano, Wescley J. Gama, que teve dois disco recebendo Menção Honrosa do conceituado site Embrulhador como um dos melhores discos dos anos de 2015 e 2017.

O disco Lagarta de Fogo, de Franco Mathson que também recebeu Menção Honrosa do Embrulhador como um dos melhores discos de 2017, além de outros lançamentos, como Lázaro Cunha e Banda, Selenita Aparte, Mamute Sound, Blood Spencio entre outras.

Dia que vi uma pessoa sendo tatuada em uma aula para universidade e foi massa

Estudar na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) é algo muito louco. Mesmo que você estude uma área específica, você pode adquirir vários conhecimentos ao longo de sua vida acadêmica. Embora minhas aulas da especialização sejam a cada 15 dias e sempre nos fins de semana, eu frequento a instituição de ensino para ouvir mais. Se você não conseguiu abrir a sua mente neste período, porque algo está de errado na sua vida. Nesta semana, no Departamento de Artes (Deart), está acontecendo a Semana de Artes Visuais, onde vários estudantes e profissionais da área estão divulgando oficinas, palestras e vendendo os seus trabalhos.

Dentro do Deart sempre é questionado o todo tipo de manifestação artística, inclusive aquelas peculiares que o jornalismo mainstream fica de cabelo em pé.

Porém, algo me chamou atenção quando uma das oficinas/palestras (não sei como definir) foi sobre tatuagem, uma arte que admiro muito e sempre vou defender com unhas e dentes. É glorificante em saber que artes consideradas por muito tempo marginalizadas estão sendo discutidas e explicadas em ambiente acadêmico. Antes, para você trabalhar como tatuador, tinha que procurar algum estúdio para saber como funciona ou se arriscar em ser autodidata (ainda é assim, mas a cibercultura de Piere Levy facilitou com que as fronteiras fossem rompidas).

Sem contar que é importante discutir sobre os trabalhos desses artistas e saber quais são as suas características e vertentes.

A aula em questão foi com a ilustradora, quadrinista e também tatuadora Ana Luísa Medeiros, que tem um estúdio chamado Ink Ana. A mesma largou a Arquitetura e começou a focar em trabalhar apenas com arte, tanto que é estudante de Artes Visuais na UF. Ela teve a brilhante ideia de fazer uma introdução de como se faz uma tatuagem, uma forma de mostrar aos interessados na profissão, visto que ainda não tem muita informação sobre o assunto.

Para ensinar da forma mais didática possível, ela chamou um amigo que topou prontamente em ser sua “cobaia” para o seguinte experimento: “Ser tatuado diante dos olhos de uma plateia de alunos”.  Mesmo um pouco nervoso, ele demonstrou simpatia com a situação e fez algumas brincadeiras. A tatuagem escolhida foi um pavão e escolheu uma região bastante peculiar para tatuar: a cabeça.

Didaticamente, ela comentou como começou a trabalhar, tirou as dúvidas dos curiosos e falou de situações diversas como mulher tatuadora, inclusive ouvir um mansplaining nosso de cada dia.

Com malinhas com todos os equipamentos, bem “Mary Poppins” como a mesma falou, ela vai tirando cada peça para se realizar uma por uma e explicando cada passo o que se fazer, além de fornecer importantes dicas de biosegurança, pois ninguém quer ter uma tatuagem malfeita ou ter infecções. Além disso, ela instalou uma Go Pro em uma televisão com uma forma dos estudantes assistirem, com mais detalhes, tudo que ela estava fazendo.  Praticamente, a tatuagem virou um experimento científico e isso foi incrível, pois assim entederíamos a melhor forma de manusear a máquina, como trabalhar a pele e, por fim, fazer a arte acontecer.

Sabe aquelas aulas de biologia sobre método científico? Praticamente foi um, no qual seguimos as estapas direitnho, pois observamos, elaboramos o problema (Dar certo tatuar a cabeça de alguém ?), Cria hipóteses de elaborar o desenho, experimentar (a hora da prática), analisamos e finalizamos, no caso Ana Lu (como também é conhecida), visto que foi ela quem tatuou.  Todos os alunos estavam encantados, inclusive minha pessoa que não sabe fazer direito um desenho em palito, avalie uma tatuagem e estava lá acompanhando minha irmã e seus amigos que estavam lá.  Hoje, por exemplo, aprendi que existem vários tipos de agulhas e os tamanhos são numerados, igual ao crochê. Além disso, vi que existem dois tipos de máquinas para fazer uma tatoo.

Nesse período de aula, ela mostrou como fazer, quais as situações que iria encontrar enquanto estava realizando o processo e o que fazer para deixar a arte ficasse a mais perfeita possível.

Em meio ao furacão, onde a universidade está sofrendo com cortes de 30% de verba, ainda existe um fôlego para respirar e ter esperança em manter o ambiente de ensino cada vez mais plural e aberto. Quem perde com o fechamento não são apenas os alunos ou funcionários, mas toda uma comunidade que terá cada vez menos acesso aos estudos dos mais variados tipos e conhecimentos serão cada vez mais destinado aos privilegiados.

Por mais pluralidade e viva a universidade.