O que é o Marco de Touros?

Quem já fez o passeio no Forte dos Reis Magos já viu esta coluna de pedra em uma das salas. Este monumento se chama Marco de Touros e foi instalado na cidade de mesmo nome, no litoral Norte, pelo Reino de Portugal. O objetivo da pedra, que detém 1,62 m de altura e 32,5 cm de largura, era atestar que aquela região pertencia à coroa portuguesa. Em uma de suas faces, possui a cruz da Ordem de Cristo e o escudo português esculpidos em relevo.

Os marcos, ou padrões, eram colunas de pedra, de altura variável, encimadas por uma cruz com inscrições em português, latim e árabe, que os portugueses passaram a usar como prova de suas descobertas e símbolos de sua fé.

É considerado o monumento colonial mais antigo do Brasil e um dos primeiros registros portugueses no país, fazendo parte do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN). A pedra foi solicitada pelo capitão-mor André Gonçalves e foi instalada durante a expedição de Gaspar de Lemos, chegou a 15 de agosto ao Cabo de São Roque e, antes de partir, provavelmente, colocou o marco.

Por causa deste monumento, muitos historiadores potiguares defendem que o Brasil foi descoberto aqui mesmo no Rio Grande do Norte e que o monte seria nada mais que nada menos que o Pico do Cabugi e esta teoria é bastante estudada e defendida por alguns historiadores. Os estudiosos querem realizar uma série de seminários para apontar que o Brasil foi descoberto na Praia do Marco, conforme falamos neste texto aqui.

Além do motivo histórico, o Marco de Touros é também cultuado pela comunidade de Cauã, como se fosse santo, sendo denominado  até de “Santo Cruzeiro”. O culto ao Marco surgiu em decorrência da falta de conhecimento das características da pedra e das inscrições nela contidas, como, por exemplo, a cruz que representa o símbolo da Ordem de Cristo. Estes fatores levaram a comunidade a crer que o Marco era realmente divino, vindo diretamente de Deus. 

Os habitantes dessa comunidade acreditavam que tirar algumas lascas de pedra do Marco de Touros para fazer chá não constituía uma agressão e sim uma cura para as suas doenças. A comunidade, na sua obsessão religiosa, contribuiu para que o avanço do mar não viesse a destruir o precioso patrimônio – que foi o primeiro monumento histórico do Brasil português – pois, a cada avanço do mar, o Marco era deslocado do seu lugar de origem.

Mas desde 1976, quando foi declarado monumento nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural, o Marco encontra-se em exposição no Forte dos Reis Magos. 

10 fatos sobre a Campus Party de Natal

Campus Party já começou em São Paulo nesta semana e vai até o próximo domingo (4). Fãs de drones e simuladores de realidade virtual podem experimentar equipamentos de alta tecnologia e acompanhar corridas e batalhas envolvendo esses veículos não tripulados. Hackatons, espaço de fintechs e startups e uma arena de games.

Além da área de acampamento, onde ficam os mais de 8 mil campuseiros que passarão os dias convivendo no espaço, há a Arena em que ficam os palcos, estandes e mesas cheias de cabos Ethernet e tomadas para que visitantes sentem e aproveitem a internet liberada. Quem não comprou ingresso tem acesso a um setor menor chamado de Open Campus, também com várias iniciativas.

A gente recebeu algumas informações do evento. Confira:

1) A próxima Campus Party, depois de São Paulo, será aqui em Natal

O evento está marcado para acontecer entre os dias 11 a 15 de abril, no Centro de Convenções.

2) O foco será mostrar a parte tecnológica do Rio Grande do Norte

Por isso, o nome da Campus Party potiguar será chamada de #CPJerimum

3) Mas por que Jerimum? Porque é focado por todo o Rio Grande do Norte

Para quem não sabe, um dos gentílicos para quem nasce no Rio Grande do Norte é Papa Jerimum. Nos verbetes do Dicionário do folclore brasileiro encontra-se referências para responder porque papa-jerimum é o nome dado aos norte-riograndenses. No ano de 1906, no Jornal Diário de Natal, na coluna intitulada “De meu canto”, o autor sob pseudônimo “Neto”, publicou a pretensão do então governador Pedro Velho de pagar aos funcionários com salários em atraso, com jerimuns.

4) 20 gb de internet \0/

Sim, vai ter bastante internet para quem for campuseiro na edição potiguar, pode baixar a discografia inteira, aquele livro pesado e dentre outras coisas legais que normalmente não conseguiria utilizar com aquela internet lenta.

5) Ingressos em fevereiro

Os ingressos para o evento estarão disponíveis a partir do dia 20 de fevereiro no site da Campus Party (http://brasil.campus-party.org/).

6) A expectativa é atrair potiguares e de outros estados do Nordeste

A expectativa da organização é reunir dois mil campuseiros na Arena e receber um público total de 50 mil visitantes na Open Campus (área aberta ao público para aqueles que não compraram ingresos), que contará com um palco chamado “Entrepreneurship” e potentes simuladores de realidade virtual e aumentada, competições de games com os títulos mais prestigiados do momento, corridas de drones com pilotos profissionais, apresentação de projetos acadêmicos e startups com ideias inovadoras e oficinas de robótica e linguagem de programação.

7) Terceira cidade do Nordeste a receber o evento

Em Salvador já teve a sua edição da Campus Party

Além de Natal, a Campus Party já aconteceu em Recife e Salvador.

8)Vai ter espaço sobre o aerospacial

 

Em parceria com o Centro de Lançamento Barreira do Inferno, uma das primeiras bases da área instalada no Brasil. O evento abrigará um fórum aeroespacial, cuja proposta é compartilhar informações e discutir as tendências sobre o desenvolvimento de veículos lançadores e pequenos satélites no país.

9) Terá a mesma estrutura das outras cidades

Assim como aconteceu em São Paulo, Brasília, Pato Branco, Belo Horizonte e outras cidades brasileiras, Natal contará com quatro palcos – “Feel the Future”, “Creativity/Games”, “Steam” e “Coders/Makers” – cujos palestrantes referência em suas áreas irão debater temas e tendências da atualidade. Serão mais de 250 horas de conteúdo, incluindo vários workshops para que os campuseiros possam trocar experiências e adquirir novos conhecimentos sobre desenvolvimento e programação, robótica, entre outros temas.

10) Haverá um espaço infantil !

Está na hora de colocar o seu sobrinho/filho/primo a entrar na nerdolândia. Espaço para interação com as crianças de forma lúdica, com o objetivo de aliar a educação com a tecnologia. As atividades são voltadas para um público de 4 a 17 anos, com a promoção de temas como robótica, pensamento computacional e atividades lúdicas offline, além de peças teatrais.