Banda potiguar fará apresentação nos Jogos Olímpicos 2016

Uma banda potiguar vai tocar no show oficial da Olimpíada, que começará na semana que vem no Rio se Janeiro. Sim, os escolhidos são os potiguares do Camarones, que também já se apresentaram no Rock In Rio 2015.

Na capital carioca, a banda representará o Rio Grande do Norte em um dos shows oficiais dos Jogos Olímpicos. A apresentação está marcada para o dia 8 de agosto, numa segunda-feira, às 17 horas, no “Palco Amanhã” do Boulevard Olímpico.

O Boulevard Olímpico é um espaço que oferecerá a oportunidade de lazer para aqueles que não tiverem ingressos das competições durante o evento. Localizados na zona portuária, Madureira e Campo Grande, eles contam com telões em alta definição para acompanhar a programação esportiva e shows gratuitos, além de outras atrações.

Eles vão tocar no Palco “Amanhã”, que fica na Orla Luiz Paulo Conde, está destinado para quem busca um som mais alternativo e para quem quer descobrir vertentes da nova música brasileira. Essa orla liga o Armazém 8 do Cais do Porto ao Museu Histórico Nacional, na zona portuária da cidade.

Além do RJ, eles farão na região Sudeste a turnê do álbum álbum “Rytmus Alucynantis”, lançado em vinil colorido pelo selo paulista Hearts Bleed Blue (HBB). Camarones ainda pretende dar uma pausa para iniciar as gravações do sexto álbum, com lançamento previsto para 2017.

Confira a agenda completa da turnê da região sudeste:

Sexta, 05 de agosto – Guarulhos (SP)

Sábado, 07 de agosto – São Paulo/SP (Ghost Show)

Segunda, 08 de agosto – Rio de Janeiro/RJ (Boulevard Olímpico)

Quarta, 10 de agosto – Rio de Janeiro/RJ (Recreio)

Quinta, 11 de agosto – Juiz de Fora/MG (Musik)

Sexta, 12 de agosto – Belo Horizonte/MG

Sábado, 13 de agosto – Santo André/SP (74 Club)

Sobre a banda

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Conhecido pela mistura de rock, ska e surf music, é formada por Ana Morena (baixo), Léo Martinez (guitarra), Anderson Foca (teclados, efeitos e guitarra) e Yves Fernandes (bateria). Eles já viajaram por várias cidades brasileiras nos festivais de música independente e também turnê na Argentina e Uruguai. Além disso, o grupo já realizou mais de 400 shows.

Escute o álbum recente neste link.

O grupo está há cinco anos em atividade e lançaram mais de três álbuns. O som deles pode ser conferido a seguir:

Álbum de Elomar será transformado em quadrinhos por potiguar

O Auto da Catingueira é uma ópera nordestina, lançada como disco nos anos 80, de autoria de Elomar Figueira Mello (também conhecido apenas pelo primeiro nome). Por isso, a ideia de fazer um quadrinho baseado nesta ópera não demoraria muito a aparecer. O quadrinista potiguar Marcos Guerra está realizando a empreitada junto com Edinara Medeiros.

Neste ano, ele está muito inspirado com elementos nordestinos, visto que lançou, com Carlos Alberto e Marcos Garcia, uma versão do ataque de Lampião à Mossoró, que levara o título “Lampião na Terra dos Santos Valentes”.

Até o momento, a campanha feita através do site Catarse (financiamento coletivo) conseguiu arrecadar 14% da meta. Faltam 82 dias para que eles possam conseguir angariar 11 mil reais para a produção do quadrinho. Guerra afirmou que está fornecendo “toda a sua fé” neste trabalho. Estimativa é que fique pronta no final deste ano.

13819373_1001688383277641_1395516091_n “O Auto da Catingueira, em si, é um disco já mítico pelo nível seu nível de raridade. Porém, como vários de seus Cantos (ele se divide em uma introdução, seguida de vários Cantos) figuram em outros álbuns do autor, eu fui assimilando-o aos poucos, meio que a desconfiar de como seria seu todo. O contato só finalmente se deu quando, saí pedindo emprestado o disco aos poucos amigos que o possuía. Muitos teriam incorrido ao uso de MP3 e variáveis de Internet apenas, mas o belo projeto gráfico do disco, mais suas artes e informações internas, valem a pena de serem conferidas”, comentou Marcos Guerra.

A história contada pelo narrador, o Cego Cantador, é a da vida de Dassanta, uma mulher mais bela que a própria morte e que talvez fosse a própria caatinga encarnada. Será contada desde o nascimento, suas aventuras sobrenaturais, até o derradeiro dia de sua vida, que culmina com o terrível combate entre os violeiros apaixonados, Chico das Chagas e o Cantador do Norte.

O material final possuirá cerca de 150 páginas, com o texto integral do disco original, com capa e contra-capa coloridas.

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Ao ser questionado se Elomar apoia a empreitada de transformar a sua obra em quadrinho, Marcos Guerra prontamente respondeu: “Eu lhe apresentei a ideia, que ele abraçou de imediato. Incentivou-me, inclusive, a adaptar outro de seus trabalhos”, comemorou. Elomar acompanhará todo o processo de produção do trabalho, página por página, juntamente com a produtora do músico, Rossane Nascimento.

“É uma honra, evidente, mas também uma imensa responsabilidade”, admitiu o Guerra.

Não é a primeira vez que ele usa o Catarse, visto que utilizou para auxiliar na elaboração do “Ametisto”, quadrinho do selo K-Ótica (no qual é um dos fundadores), inspirado nos anos 70 e futurismo. “O Catarse foi minha primeira experiência com projetos de financiamento coletivo, por isso já me sentia à vontade com alguns pontos do site, o que me facilitou a escolha. A campanha começou no dia 17 de julho, e tem se saído bem, acima das expectativas, por sinal”, afirmou.

O que serão feitos com os 11 mil reais? Serão voltados inteiramente à impressão, pagamento do catarse, enviar as recompensas para os apoiadores e investir na circulação do produto. Tem recompensas se ajudar? Sim e o vídeo a seguir mostrarão quais são:

https://youtu.be/0_lHO4vEBAU

Para saber mais do projeto acesse este link.

Entretanto, os planos de Marcos Guerra não param por aí, visto que ele possui vários projetos inacabados. “Desejo muito terminar “Titanocracia”, uma história de ficção meio esotérica meio científica, iniciada em 2011, e em pausa desde então. Mas tenho dois projetos a mais, provavelmente para o próximo ano. A ficção vitoriana “Augusto Severo e a Segunda Lua”, a ser desenhada por Gabriel Dantas, que assina também meu “Romance Sonâmbulo,” e “A Tribo dos nomes”, uma saga onde construo o cenário de um Império Indígena no Brasil, cuja capital era o que hoje temos como Natal”.

Sobre Elomar Figueira Mello

Elomar nasceu na Vitória da Conquista, no interior da Bahia. Seus tempos vivendo na Fazenda São Joaquim lhe ajudou a inspirar nas suas músicas. Estudou entre o sertão e a capital e mais tarde, no final da década de 1960, formou-se em Arquitetura pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Teve também uma passagem rápida pela Escola de Música dessa mesma Universidade. Até hoje, ele vive maior parte do seu tempo em fazendas.

Elomar tornou-se historiador de seu povo e sua crença. Passou a cantar a caatinga e o sertanejo. Compôs 11 óperas, 11 antífonas, quatro galopes estradeiros, um concerto de violão e orquestra, um concerto para piano e orquestra, um pequeno concerto para sax alto e piano, uma sinfonia, 12 peças para violão-solo e um cancioneiro de oitenta canções, a maioria já gravada.

Suas músicas ficaram conhecidas na década de 70 e os seus discos são raríssimos. O cantor raramente fornece entrevista. Tem passado grande parte da vida cuidando dos seus animais, balizando cercas, montando cancelas. E, sempre, compondo.

Obra de Guaraci Gabriel é encontrada pichada

Fotos: Marcelo Veni

O produtor cultural Marcelo Veni registrou no final da tarde desta segunda-feira (25), que a obra do artista plástico Guaraci Gabriel, que está em exposição na entrada da Pinacoteca do Estado, foi pichada. Até o momento, não se se sabe se deixarão a obra desta forma ou vão reformular.

A exposição faz parte do mais novo trabalho, feito com metal, chamado “Pé de Mangue – A Incerteza Certa”. A peça traz as formas de um caranguejo Goiamum. A escultura metálica tem seis metros de altura e sete toneladas.

O animal metálico foi montado sobre um veículo, um fusca, e depois segue para a Via Costeira, Viaduto de Ponta Negra e Ponte Newton Navarro. A obra vai passará por sete dias em cada um dos locais e a ideia, segundo o artista, é abordar a incerteza dos dias atuais. A intenção é que o Goianum fixará no Bairro Nordeste. 

Guaraci demorou quatro semanas para montar a obra que já era planejada há quatro anos.  A gente já falou de outra obra de Guaraci nesta matéria aqui, no qual realizou uma escultura instalada na zona Norte em homenagem à Ana Botafogo. 

Veja mais fotos a seguir:

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A obra antes estava desta seguinte forma:

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Foto: Novo Jornal

Artista com 30 anos de carreira, ele esteve no Guiness Book, o livro dos recordes, por uma obra, em 1998, exposta na Via Costeira de 50 toneladas. O livro dos recordes considerou, à época, que era a maior obra de material reciclado do mundo. Escultor com experiência internacional e reconhecido mundialmente, ele usa sucata e restos de ferro para fazer as espalhar as suas obras.

As últimas obras dele foram uma homenagem ao jogador Marinho Chagas, montada durante a Copa do Mundo na Praça da Árvore e uma estátua, feita em Mossoró, em homenagem a Celina Guimarães, a primeira mulher a votar no Brasil.

Também temos mais fotos da obra exposta que foi pichada, de autoria Ricardo Nelson, que podem ser conferidas a seguir:

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