Festival Dosol origem

Adiamento do Festival Dosol nos deu vontade de falar da origem

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O festival DoSol, que aconteceria nos dias 15, 23 e 29 de janeiro, mudou, na última segunda-feira (10), a data do evento para abril, nos dias 10 e 23. A Organização informou que a mudança nas datas se deu por causa do aumento dos casos de Influenza e Covid no Brasil. Mas do que se trata esse evento? Como ele era antes e, agora, o que mudou? Vamos falar um pouco sobre isso!

O Festival Dosol, a origem

Bem no início dos anos 2000, dois integrantes da banda potiguar Officina, Anderson Foca e Ana Morena, percebendo a falta de um projeto sólido de incentivo e apoio à música potiguar, tiveram a ideia de criar um selo chamado DoSol. Na época, a banda da qual a dupla fazia parte se preparava para lançar o álbum “Som da rua, som da praia”, o segundo da carreira. Desse jeitinho espontâneo, mas com um grande propósito, surgiu, em 2001, o selo DoSol, que agora em 2022 já completa 21 anos de existência.

Durante esse tempo de mais de duas décadas, muitas coisas mudaram: a marca conquistou estúdio para gravação, local para realizar os shows e um festival anual muito conhecido entre os eventos culturais potiguares. Além disso, não podemos esquecer que o selo também enfrentou, assim como nós, uma pandemia sanitária causada pela Covid-19, e precisou, como toda a população, se adaptar a esse cenário que ainda não acabou.

Da necessidade de tocar e de viver da música, nasce o DoSol, com a intenção de criar uma cena da música potiguar.

Sobre o selo Dosol

O selo resistiu ao tempo e só forçou a parar as atividades presenciais de grande público devido à pandemia da Covid-19. Nesse tempo, a equipe voltou a focar nas suas origens como selo: lançando artistas. Além disso, também se dedicou às produções digitais, como todos nós fizemos desde os primeiros casos do Novo Coronavírus.

Em entrevista ao portal G1, Anderson Foca falou sobre o cenário da música local no início dos anos 2000:

“Era bem pálido, sem muita energia, poucas bandas ativas. Em relação a hoje, nem se compara. Era outra conversa. Tinha um show por mês, se tivesse. Era bem pouquinho. E tinha um outro mercado do qual até a gente fazia um pouco parte, de tocar na noite. Esse sim tinha mais gente. Mas o mercado de lançar as próprias músicas era bem pouquinho”, conta.

É nítido que, de lá pra cá, não só o Dosol, como outros projetos culturais do nosso estado contribuíram e continuam a contribuir na construção de uma cena musical mais concreta no Rio Grande do Norte.

O Centro Cultural Dosol

Dadas as dificuldades de fomento ao consumo de artistas locais quando lançaram pelo Selo, a equipe se deu conta da importância que seria ter um lugar para chamar de seu: onde pudessem lançar artistas. Desse modo, surge o Centro Cultural DoSol, local que passou a receber o festival DoSol em 2005 até 2019. Nos últimos dois anos, devido às questões trazidas pela pandemia, não foi possível abrir o local ao grande público. Em 2020, o festival ocorreu de forma online.

O Festival Dosol e a sua origem real oficial

O evento em si, no entanto, começou antes da conquista de um local fixo para tocar. O Dosol teve seu primeiro festival em 2002, ano em que participaram apenas artistas do selo, como Officina, General Junkie, Jane Fonda e Peixe Coco.

Ficou parado por dois anos e voltou em 2005, quando só interrompeu o seu formato presencial devido à situação pandêmica.

Antes, o festival era realizado na Rua Chile, na Ribeira. Nos últimos anos, vinha acontecendo na Via Costeira. Para 2022, estava marcado para ocorrer em janeiro, na Funcart (a Capitania das Artes, na Ribeira). No entanto, devido ao aumentos dos casos de Influenza e de Covid-19 em todo o Brasil, a edição, que contaria, inclusive, com a participação da cantora e compositora Marina Sena, mudou para abril desse ano.


E agora, o que será do festival em 2022?

 

Essa pergunta é uma verdadeira incerteza. Devido ao avanço da vacinação no país, o evento aconteceria agora, no primeiro mês do ano. No entanto, a organização do festival admite que, devido às “inseguranças sanitárias e logísticas” causadas, não será possível realizá-lo no momento. 


Desde antes do processo de vacinação no Brasil, muitos outros eventos clandestinos, que não possuem relação com o DoSol, foram realizados.Nos últimos meses, com o avanço do esquema vacinal, alguns desses eventos, que já ocorriam desde o pico das mortes por covid-19, foram liberados pelo governo do RN.

A decisão da organização DoSol de realizar um evento apenas quando a grande parte da população potiguar está vacinada (cerca de 75% de pessoas com as duas doses em 11 de janeiro de 2022, de acordo com o portal RN+Vacina) e o reconhecimento de que, apesar disso, os casos de Influenza inesperados e a volta do aumento dos diagnósticos de Covid apresentam um risco à saúde pública, deve ser respeitada.

Aliás, é uma atitude que merece muito apoio de qualquer um que enxergue que esse é o momento de voltar a dar uma trégua nas saídas de casa. É triste e desanimador, principalmente para quem já passou quase dois anos se restringindo à vida badalada. Mas é nossa única alternativa no momento: cuidar da nossa saúde, usando máscara e evitando aglomerações; além de, claro, nos vacinar contra a Influenza e contra a Covid-19 (com as duas doses e a dose de reforço e quantas mais forem necessárias). Só assim, e com o sentimento de coletividade para que todos estejam com a saúde em dia, poderemos voltar a curtir presencialmente a cultura potiguar.

Gostou de saber um pouco do Festival Dosol e a sua origem? Compartilhe para mais pessoas. 

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