Carnaúbas, Caraúbas e Carnaubais

Diferença entre Carnaúbas, Caraúbas e Carnaubais

Devido aos nomes parecidos, muito normal a gente confundir as cidades. No Rio Grande do Norte, por exemplo, existe Carnaúbas, Caraúbas e Carnaubais e alguns acreditam que é a mesma coisa. Mas, não é. Por isso, o Brechando resolveu fazer um post para diferenciar as duas cidades.

Carnaúbas (também conhecida como Carnaúbas dos Dantas)

Carnaúbas, Caraúbas e Carnaubais

Carnaúbas dos Dantas, ou simplesmente Carnaúbas é uma cidade que fica na região do Seridó. Inicialmente, a região era habitadas por indígenas do Cariris. Somente em 1700 que os primeiros fazendeiros apareceram na região, mas o povoado mesmo surgiu em volta da Fazenda Carnaúba, em 1740. O dono da fazenda era Caetano Dantas Correias e era um criador de boi natural de Pernambuco.

A região recebia o nome de Carnaúba pelo fato de ter várias delas na sua terra. E, mesmo após a morte do fazendeiro, seus filhos continuaram na região e, inclusive, ajudaram a construir a primeira igreja.

O local é conhecido pelo seu sítio geológico e também pelo turismo religioso, graças ao Santuário do Monte do Galo (foto acima), no qual instalaram uma igreja no ponto mais alto da cidade.

Caraúbas

Carnaúbas, Caraúbas e Carnaubais podem ter nomes parecidos, mas as cidades potiguares são totalmente diferentes.

Assim como Carnaubais, Caraúbas fica na região Oeste do RN, próximo de Apodi. A história da cidade pode ser dita, inicialmente, no século 18 quando o tenente-general Francisco de Souza Falcão conseguiu prosperar uma fazenda de gado. Falcão casou sua filha Ana e de presente deu uma faixa de terra à margem direita ao afluente do Rio Apodi para ter a sua própria produção pecuária, surgindo a fazenda Várzea das Caraúbas. Diferentemente dos que muitos pensam, Caraúbas não é sinônimo de Carnaúba.

Caraúbas é a mesma coisa que o tradicional Ipê Amarelo.

Anos mais tarde, a região foi acometida por uma grande seca. Sendo Ana muito devota de São Sebastião, juntamente com seu esposo, fazem uma promessa de que se encontrassem água para saciar a sede do gado, mandariam construir uma capela e a promessa foi cumprida em 1793.

Os familiares do casal continuaram na região e assim tornou um povoado. Mas, o surto de cólera em 1850 estava acabando com no RN e os fazendeiros pediram para que a doença não chegasse na região. Para cumprir a promessa, eles iriam construir uma nova igreja. Não houve registros de contágio no povoado e em 1856 deram início à construção do novo templo e, por conseguinte, o pedido para que a igreja se transformasse em paróquia própria.

Como resultado, a capela não pertencia à paróquia de Apodi. Depois, o povoado recebeu o nome de São Sebastião Mártir do Apodi. Dez anos depois, com a paróquia em pleno funcionamento e o crescimento cada vez maior da freguesia, sob o Decreto-Lei 601, de 5 de março de 1868, a freguesia é elevada à município. Surgindo, assim, Caraúbas.

Carnaubais

Carnaúbas, Caraúbas e Carnaubais

Carnaubais é uma cidade que fica na parte oeste do estado e tem mais de 10 mil habitantes em uma área geográfica de 529,84 km². Fica distante de Natal por 200 quilômetros e você precisa de mais de duas horas de carro para poder chegar. Isto quer dizer que João Pessoa, em outro estado, seja mais perto de Natal do que Carnaubais.

A cidade surgiu quando Antônio Pereira, em 1880, criou uma fazenda e plantou muitas carnaúbas ao redor, no qual as pessoas viram que o local tinha boa terra para cultivo e começaram a povoar. O povoado só tornou vila, no entanto, em 1943 e era um distrito de Assú. Somente 20 anos depois que o Governo do Estado considerou a região como um município.

Você sabia que eram cidades diferentes? Deixe aqui o seu comentário.

Festival Dosol origem

Adiamento do Festival Dosol nos deu vontade de falar da origem

O festival DoSol, que aconteceria nos dias 15, 23 e 29 de janeiro, mudou, na última segunda-feira (10), a data do evento para abril, nos dias 10 e 23. A Organização informou que a mudança nas datas se deu por causa do aumento dos casos de Influenza e Covid no Brasil. Mas do que se trata esse evento? Como ele era antes e, agora, o que mudou? Vamos falar um pouco sobre isso!

O Festival Dosol, a origem

Bem no início dos anos 2000, dois integrantes da banda potiguar Officina, Anderson Foca e Ana Morena, percebendo a falta de um projeto sólido de incentivo e apoio à música potiguar, tiveram a ideia de criar um selo chamado DoSol. Na época, a banda da qual a dupla fazia parte se preparava para lançar o álbum “Som da rua, som da praia”, o segundo da carreira. Desse jeitinho espontâneo, mas com um grande propósito, surgiu, em 2001, o selo DoSol, que agora em 2022 já completa 21 anos de existência.

Durante esse tempo de mais de duas décadas, muitas coisas mudaram: a marca conquistou estúdio para gravação, local para realizar os shows e um festival anual muito conhecido entre os eventos culturais potiguares. Além disso, não podemos esquecer que o selo também enfrentou, assim como nós, uma pandemia sanitária causada pela Covid-19, e precisou, como toda a população, se adaptar a esse cenário que ainda não acabou.

Da necessidade de tocar e de viver da música, nasce o DoSol, com a intenção de criar uma cena da música potiguar.

Sobre o selo Dosol

O selo resistiu ao tempo e só forçou a parar as atividades presenciais de grande público devido à pandemia da Covid-19. Nesse tempo, a equipe voltou a focar nas suas origens como selo: lançando artistas. Além disso, também se dedicou às produções digitais, como todos nós fizemos desde os primeiros casos do Novo Coronavírus.

Em entrevista ao portal G1, Anderson Foca falou sobre o cenário da música local no início dos anos 2000:

“Era bem pálido, sem muita energia, poucas bandas ativas. Em relação a hoje, nem se compara. Era outra conversa. Tinha um show por mês, se tivesse. Era bem pouquinho. E tinha um outro mercado do qual até a gente fazia um pouco parte, de tocar na noite. Esse sim tinha mais gente. Mas o mercado de lançar as próprias músicas era bem pouquinho”, conta.

É nítido que, de lá pra cá, não só o Dosol, como outros projetos culturais do nosso estado contribuíram e continuam a contribuir na construção de uma cena musical mais concreta no Rio Grande do Norte.

O Centro Cultural Dosol

Dadas as dificuldades de fomento ao consumo de artistas locais quando lançaram pelo Selo, a equipe se deu conta da importância que seria ter um lugar para chamar de seu: onde pudessem lançar artistas. Desse modo, surge o Centro Cultural DoSol, local que passou a receber o festival DoSol em 2005 até 2019. Nos últimos dois anos, devido às questões trazidas pela pandemia, não foi possível abrir o local ao grande público. Em 2020, o festival ocorreu de forma online.

O Festival Dosol e a sua origem real oficial

O evento em si, no entanto, começou antes da conquista de um local fixo para tocar. O Dosol teve seu primeiro festival em 2002, ano em que participaram apenas artistas do selo, como Officina, General Junkie, Jane Fonda e Peixe Coco.

Ficou parado por dois anos e voltou em 2005, quando só interrompeu o seu formato presencial devido à situação pandêmica.

Antes, o festival era realizado na Rua Chile, na Ribeira. Nos últimos anos, vinha acontecendo na Via Costeira. Para 2022, estava marcado para ocorrer em janeiro, na Funcart (a Capitania das Artes, na Ribeira). No entanto, devido ao aumentos dos casos de Influenza e de Covid-19 em todo o Brasil, a edição, que contaria, inclusive, com a participação da cantora e compositora Marina Sena, mudou para abril desse ano.


E agora, o que será do festival em 2022?

 

Essa pergunta é uma verdadeira incerteza. Devido ao avanço da vacinação no país, o evento aconteceria agora, no primeiro mês do ano. No entanto, a organização do festival admite que, devido às “inseguranças sanitárias e logísticas” causadas, não será possível realizá-lo no momento. 


Desde antes do processo de vacinação no Brasil, muitos outros eventos clandestinos, que não possuem relação com o DoSol, foram realizados.Nos últimos meses, com o avanço do esquema vacinal, alguns desses eventos, que já ocorriam desde o pico das mortes por covid-19, foram liberados pelo governo do RN.

A decisão da organização DoSol de realizar um evento apenas quando a grande parte da população potiguar está vacinada (cerca de 75% de pessoas com as duas doses em 11 de janeiro de 2022, de acordo com o portal RN+Vacina) e o reconhecimento de que, apesar disso, os casos de Influenza inesperados e a volta do aumento dos diagnósticos de Covid apresentam um risco à saúde pública, deve ser respeitada.

Aliás, é uma atitude que merece muito apoio de qualquer um que enxergue que esse é o momento de voltar a dar uma trégua nas saídas de casa. É triste e desanimador, principalmente para quem já passou quase dois anos se restringindo à vida badalada. Mas é nossa única alternativa no momento: cuidar da nossa saúde, usando máscara e evitando aglomerações; além de, claro, nos vacinar contra a Influenza e contra a Covid-19 (com as duas doses e a dose de reforço e quantas mais forem necessárias). Só assim, e com o sentimento de coletividade para que todos estejam com a saúde em dia, poderemos voltar a curtir presencialmente a cultura potiguar.

Gostou de saber um pouco do Festival Dosol e a sua origem? Compartilhe para mais pessoas. 

Aeroclube de Natal

Aeroclube de Natal e sua origem no Brechando Vlog

Já viu o Aeroclube de Natal? A ideia de criar um aeroclube surgiu pelo governador Juvenal Lamartine, que criou no final de 1928 e era uma forma de fomentar a aviação comercial, que estava sendo desenvolvida no Brasil. Então, nasceu uma escola de aviação, que ensinava os jovens natalenses a serem pilotos. O local, antes de ser o clube, funcionava a casa de veraneio de Alberto Maranhão. E vamos contar a sua história.

Além disso, o local também foi um dos importantes locais de festas, uma vez que os bailes de carnaval da elite ocorriam na região.

Mas, tudo isso será explicado no vídeo abaixo. Hoje é dia de Brechando Vlog, que é a versão You Tube do nosso site, onde contamos as curiosidades e histórias do Rio Grande do Norte em versão audiovisual.

Para ver o vídeo na íntegra, portanto, dê o play a seguir:

https://youtu.be/NsWLp90GVO4

Deixe aqui o seu comentário sobre o Aeroclube de Natal e, por fim, compartilhe para o máximo de pessoas possíveis. Além disso, não se esqueça de se inscrever no canal do Brechando no YouTube, uma vez que a nossa missão é conseguir 1000 inscritos até o final deste ano.

Quer comprar a segunda edição da revista do Brechando? Acesse este site (https://tinyurl.com/dn63wpyp) e confira os combos bacanudos para ter uma boa literatura na quarentena.

Nordestão nos anos 70

Você sabia que esse era o Nordestão nos anos 70?

O Nordestão é uma empresa genuinamente potiguar. E esta foto acima é dos anos 70, a unidade do Alecrim, a primeira loja de todas, na época que estava começando a despontar e não tinha tantas redes de supermercados na capital potiguar. Vocês lembram do Nordestão nos anos 70?

Surgiu através de Leôncio Etelvino de Medeiros (aquele mesmo nome que o Google Maps diz que a Av. Roberto Freire se chama), agricultor e comerciante, que em 1958 saiu da cidade de Cruzeta, para estabelecer-se em Natal. Aqui, adquiriu eventualmente cinco pontos comerciais no antigo Mercado Público, que falamos no Brechando.

Em 1967, um incêndio destruiu totalmente o mercado, restando à família apenas 200 caixas de óleo e 1.000 sacas de açúcar. Foi com essas poucas economias que montou o Armazém Medeiros, na sua residência. Mais tarde, em 15 de setembro de 1972 viraria o Nordestão.

Durante quatro anos, a empresa inaugurou quatro lojas, média de uma loja a cada dezoito meses.

A segunda loja da rede Nordestão surgiu em 1975, no bairro de Petrópolis, na av. Deodoro da Fonseca. Por conseguinte, no ano de 1976, surgiu a loja de Lagoa Nova e dois anos depois o Cidade Jardim.

Além disso, com o crescimento da Zona Norte, a empresa vislumbrou a oportunidade de dar continuidade à sua expansão, inaugurando em 1981 sua quinta loja, a do bairro Santa Catarina. Além disso, nove anos depois, em 1990, sua sexta loja, no bairro de Igapó.

A última loja do Nordestão, todavia, é da unidade de Ponta Negra, na Avenida Engenheiro Roberto Freire, que fica a 200 metros de distância de uma outra loja, do Cidade Jardim.

Gostou de saber como era o Nordestão nos anos 70? Deixe aqui os comentários.