Malaquitas

Malaquitas/RN existe mesmo?

Na novela das 21 horas, Amor de Mãe, que voltou ao ar semana passada, o RN é um dos cenários do folhetim. Há 26 anos, em Malaquitas (RN), Jandir vendeu o filho Domênico, de 2 anos, para Kátia, uma aliciadora de menores do Rio de Janeiro. Sua mulher, Lurdes, ao saber, o matou, o que a fez partir com os demais filhos pequenos (Magno, Érica e Ryan) para o Rio na esperança de resgatar Domênico.

No meio do caminho, no entanto, conseguiu adotar a Camila. Mas, afinal, Malaquitas existe? Este é o objetivo do post.

A cidade potiguar, no entanto, é apenas na ficção. Ou seja, não existe mesmo. Além disso, não há algum distrito por este nome.

Se Malaquitas existisse ficava onde?

De acordo com a personagem de Lurdes, Malaquitas ficaria na região Oeste do Rio Grande do Norte, próximo da cidade de Mossoró. Se pegarmos o mapa de Mossoró, Malaquitas poderia ser muito bem as cidades limites do município, como Baraúna, Tibau, Grossos, Areia Branca, Serra do Mel, Assú, Upanema e Governador Dix-Sept Rosado.

A seguir, portanto, está o mapa de Mossoró, as cidades vizinhas e os seus distritos:

Quantas cidades tem o Rio Grande do Norte ?

Ao todo, o Rio Grande do Norte em 167 municípios, sendo que a cidade mais nova é Jundiá, que emancipou em 2000. Ou seja, há 20 anos.

Origem do nome Malaquitas

Malaquitas é um mineral que vem da alteração de cobre. Antigamente, o pigmento da pedra era matéria-prima de pinturas verdes da antiguidade até aproximadamente 1800.

O pigmento é moderadamente resistente à luz, muito sensível a ácidos e variável na cor. Quando a malaquita fica em contato com a água por muito tempo, sua cor muda para vermelho alaranjado. O tipo natural tem sido substituído por sua forma sintética, verditer entre outros verdes sintéticos.

jingle do Lula

Anulação de Lula lembra que potiguar fez o jingle de 89

Na tarde desta segunda-feira (8), o ministro do Supremo Tribunal de Justiça, Edson Fachin, anulou as penas do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva para alegria de uns e raiva de outros. No entanto, o foco não é falar sobre a Operação Lava-Jato, mas sobre uma curiosidade de Lula e o Rio Grande do Norte. Quem gosta de campanha eleitoral, independente de que lado, conhece primeiramente essas estrofes:

Lula lá, brilha uma estrela
Lula lá, cresce a esperança
Lula lá, o Brasil criança
Na alegria de se abraçar
Lula lá, com sinceridade
Lula lá, com toda certeza
Pra você meu primeiro voto
Pra fazer brilhar nossa estrela

Para quem não sabe, este foi o jingle da primeira campanha eleitoral de Lula em 1989, no qual perdeu para Fernando Collor. Embora saibamos o que aconteceu com a gestão de Collor, a música de campanha, após 32 anos, ainda gruda na cabeça como ninguém. Mas, você sabia que foi um potiguar que elaborou o jingle do Lula? Contaremos a história neste post.

História da música Lula-lá

O potiguar Hilton Acioli já era um compositor conhecido e morava há anos em São Paulo. Seus primeiros jingles de sucesso foram com candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT). Foi ele, no entanto, que ajudou a compor os jingles de Luiza Erudina e Celso Daniel, que saíram vitoriosos como prefeitos de São Paulo e Santo André, respectivamente.

Quando chegou o ano de 1989, o publicitário Paulo Tarso Santos deu a missão de criar o jingle para o então candidato à presidência. A ideia de Santos tinha como a finalidade em brincar com o nome do candidato. Acioli não gostou da ideia e anotou “o Lula-lá por educação”. A primeira tentativa foi criar um samba-exaltação, mas resolveu fazer outra canção.

Acioli, todavia, apresentou as duas canções para o PT, que escolheu a última e reservou o samba para ser usado em outros momentos. De acordo com o jornalista Ricardo Kotscho, os dirigentes petistas tinham muita resistência à este jingle do Lula, que só acabou sendo aprovada por insistência do próprio então candidato.

Hilton Acioli compôs a canção de graça para a campanha petista, mas, graças à enorme repercussão do jingle do Lula, acabou sendo convidado por vários outros políticos e até hoje é um dos mais lembrados quando falamos de campanha política. A canção apareceu no CD O som da estrela do PT, junto com outras nove também de sua autoria.

Escute a música completa a seguir:

História de Hilton Acioli, autor do Jingle do Lula

Este moço é o Hilton Acioli

Hilton Acioli nasceu na cidade de Nísia Floresta, no dia 04 de outubro de 1939. Embora tenha crescido nas terras potiguares, ele resolveu mudar para São Paulo em 1956 com objetivo de cursar a universidade. Formou em Geografia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Por falar em universidade, foi lá que iniciou a sua carreira artística.

Começou com o integrante do Trio Marayá. Com este, ficou em primeiro lugar no Terceiro Festival Universitário da Música Popular Brasileira, com a música “Pra quê lagoa, se eu não tenho canoa”.

Em 1968, compôs com Geraldo Vandré as canções “Ventania”, “O Plantador”, “João e Maria” e “Guerrilheira”, todas gravadas por Vandré no álbum Canto geral. Nesse mesmo ano, fez acompanhamento instrumental para Vandré nas músicas “Companheira” e “Terra plana”, gravadas no álbum Momento universitário volume II.

Em 1979, fez os arranjos e regências para o álbum Eterno como areia, de Diana Pequeno. Além disso, teve algumas de suas canções gravadas por Rolando Boldrin e Maria Odete.

Paralelamente, ele também foi professor de violão por 15 anos do Espaço Musical Ricardo Breim.

The Platters e Billy Paul: Atrações internacionais em Natal

Com a Segunda Guerra Mundial, muitos artistas norte-americanos visitaram a Base Militar de Natal e fez com que a capital do Rio Grande do Norte se parecesse Los Angeles, pelo menos três anos. O que aconteceu? A capital do RN e os artistas internacionais foram diminuindo aos poucos, uma vez que a logística e a falta de pagamento para fechar o cachê fez com que viessem poucas bandas ou artistas.

Nos anos 70 e 80, as apresentações internacionais eram raras e voltaram a aparecer ao longo dos anos, como o Franz Ferdinand no Mada, por exemplo. A seguir, falarei do The Platters e Billy Paul que vieram à Natal, pela primeira vez, neste período.

Nos anos 70, a banda The Platters se apresentou em Natal

Trecho para anunciar o The Platters em Natal

The Platters é um famoso grupo vocal norte-americano, visto que eles são um dos pioneiros do conceito de banda pop, famoso nos anos 90 com o Backstreetboys. Inicialmente surgiu em 1953, mas houve várias formações. Entre seus sucessos, destacam-se “Only You”, “My Prayer” (composta por Georges Boulanger com o nome “Avant de Mourir”), “The Great Pretender”, “You’ve Got The Magic Touch”, “You’ll Never Know”, “Smoke Gets In Your Eyes” (composta por Jerome Kern e Otto Harbach) e entre outros.

A “Only You” é a mais famosa e trilha sonora de vários filmes. Dê o play e relembre:

https://www.youtube.com/watch?v=IlVjR5Clz0A

Eles vieram pela primeira vez para Natal em meados de 1976, quando o América Futebol Clube realizou um baile para comemorar a independência do Brasilcom que eles eram atração principal. Anos posteriores, por sua vez, o The Platters se apresentou no Teatro Riachuelo.

O cantor Billy Paul foi uma das atrações do Centro de Convenções nos anos 80

Billy Paul é um dos maiores nomes da música soul dos Estados Unidos. A sua voz grave ajudou a contribuir para o R&B. Na juventude, o cantor se apresentava em clubes e universidades ao lado de várias lendas do jazz e do soul, incluindo Charlie “Bird” Parker, Nina Simone, Miles Davis e Roberta Flack. Um dos maiores sucessos de Billy Paul é “Me and Mrs Jones”, de 1972. A canção foi número um na “Billboard Hot 100 e R&B” e recebeu um Grammy. Além disso, a música é sobre uma aventura extraconjugal e foi regravada por vários artistas.

O Billy Paul sempre fazia tour no Brasil, seu foco era as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. No entanto, ele se apresentou em Natal no ano de 1988.

Paul continuou a trabalhar e a gravar durante os anos 1980. Na época que ele veio à Natal estava fazendo bastante sucesso com a música “Amanhã”, em parceria com a cantora Sandra de Sá. Pelo selo Total Experience, Billy lançou o álbum Lately em 1985. Em Londres, 1989, anunciou sua aposentadoria.

Em 2003, Billy Paul entrou numa disputa judicial com seus antigos parceiros Gamble e Huff, uma vez que queria receber os direitos da reprodução do sucesso, Me and Mrs. Jones. Ganhou 500.000 dólares no processo, por royalties que não haviam sido pagos desde a época do lançamento do hit. Seu mais recente disco lançado foi em 2005, Live, com uma coletânea dos seus sucessos da carreira.

Você conhece alguém que foi ao show do The Platters e Billy Paul? Deixe aqui o seu comentário e compartilhe para o máximo de pessoas possível.