Arquivos Quadrinhos – Brechando

Vinda de Lampião à Mossoró já virou quadrinhos em 1981

Lampião

No ano de 1981, a revista Igapó divulgou o quadrinho “Lampião em Mossoró”, de Emanuel Amaral e Alcides Sales. O primeiro era responsável pelo roteiro e Sales, por conseguinte, com o desenho.

A revista “Igapó” consistia em contar episódios da história do RN em quadrinhos. E a obra foi um dos maiores sucessos do Grupo de Pesquisa e Histórias em Quadrinhos, o GrupeHq.

Eles narram a história de que o povo de Mossoró resolveu atacar de volta o cangaço e influenciou no tradicional espetáculo “Chuva de Balas no País de Mossoró”.

Confira a capa do HQ a seguir:

 

Capa do HQ

 

A série tem em torno de trinta páginas e deixou um gostinho de quero mais, para os amantes dos quadrinhos potiguares.

Após o primeiro número, a publicação entraria em hiato devido a Amaral ter passado cinco anos morando no estado do Acre. Entretanto, voltaram a publicar em 1987, narrando a história do cangaceiro Jesuíno Brilhante. Outra edição de destaque foi a edição que relata as consequências da Revolução Francesa, desenhada por Evaldo Oliveira e noticiada nacionalmente em jornais de grande porte.

Como resultado, a revista Igapó ao todo nove edições produzidas até 1989.

O jornalista Paulo Ricardo escreveu uma resenha para falar desta quadrinho, que pode ser lida na integra a seguir. Foi nesta matéria de Paulo que coletei as informações.

A vinda de Lampião

Era junho de 1927 e há dias os mossoroenses temiam pela invasão do Virgulino Ferreira, conhecido como Lampião.

Horas antes, ele e seu bando atacaram a vizinha vila de São Sebastião, hoje a cidade de Governador Dix-Sept Rosado.

O coronel Rodolfo Fernandes, o prefeito de Mossoró, já havia alertado, nos últimos dias, sobre o perigo do ataque do rei do cangaço ao município. A maioria dos habitantes, no entanto, parecia não acreditar.

Entretanto, o coronel resolveu montar um plano e atacar Lampião de volta. Para ler mais sobre este ataque, veja esta matéria aqui.

Maurício desenhou Mônica e Cebolinha a ambulante no RN

Maurício de Sousa

Há 17 anos, o desenhista Maurício de Sousa estava andando pelas praias do Litoral Norte do Rio Grande do Norte quando viu um papel branco no isopor de um ambulante que estava vendendo sorvete e água de coco no local que estava. Assim, desenhou a Mônica e o Cebolinha curtindo uma praia e com trajes de banho, como visto na imagem acima.

A curiosidade veio do próprio Maurício de Sousa neste domingo (13) em suas redes sociais. Confira:

O caso aconteceu em 2003, na praia de Maxaranguape, próximo da famosa Árvore do Amor, principal ponto turístico da região. A planta recebe este nome, devido ao fato de ser a união de duas gameleiras.

Segundo os moradores da região, o casal que beijar embaixo do arco formado pelos troncos jamais se separará. Além disso, uma barraca instalada próxima à árvore oferece bebidas e venda de produtos locais. Historiadores contam, no entanto, que a árvore ficou desse jeito após a morte de um casal de índios, visto que usaram essas árvores como morada até a sua morte.

Os comentários muitos procuravam o sortudo que tinha a caixa de isopor com a imagem de Mônica e Cebolinha. Até o momento o rapaz não foi encontrado. A imagem, no entanto, contou com mais de 500 compartilhamentos e burburinhos nas redes sociais de Natal e cidades vizinhas.

Em 2014, Maurício de Sousa retornou à Natal para participar da Feira de Livros e Quadrinhos (Fliq), que aconteceu simultaneamente com a Cientec, feira de ciências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Quarentena Con: Convenção de quadrinhos na Covid-19

fim de semanaPara quem gosta de ler quadrinhos e algo do gênero, no final de maio vai haver a Quarentena Con, uma espécie de convenção sendo que dentro de casa. A ideia é procurar entretenimento neste período de isolamento social.

Sabe a Comic Con Experience? Sendo que em casa.

Primeiramente a Quarentena Con acontece entre os dias 30 e 31 de maio, último fim de semana.

O evento promete reunir os quadrinistas independentes com a finalidade em falar sobre HQs em vários meios, como a internet e o cinema.

Além disso, o evento também comentará a produção de zines e publicar de forma independente.

Existe um vídeo explicando como funcionará o evento. Veja:

Confira a programação completa a seguir:

Explicando a quarentena

De acordo com o Centro para a Prevenção de Doenças e Controle (CDC), a quarentena como a conhecemos hoje começou na Idade Média. No século XIV, os navios que chegavam em Veneza de lugares afetados pela Peste Negra eram obrigados a esperar 40 dias antes de atracar no porto. Os italianos chamavam esse processo de “quaranta giorni”, que significa 40 dias e evoluiu para “quarantino”.

O tempo de quarentena é determinado pelo tempo de incubação da doença, que corresponde ao tempo entre a infecção e o aparecimento dos primeiros sintomas. Por exemplo, a tuberculose possui um tempo de incubação de 4 a 12 semanas, então caso haja um surto de tuberculose, o período de quarentena é definido em 12 semanas, porque é o tempo necessário para o aparecimento dos primeiros sintomas.

O que é um amor tosco ? Com a palavra, Jorake

Jorake é quadrinista e um dos cabeças pensantes da Banca Ninja de zines, onde produzem zines com vários temas específicos, além de vender de artistas de outros estados. Porém, o mesmo resolveu “alcançar um novo público” com o seu livro “Bói: Relacionamentos toscos para acalmar o coração”, que atualmente está em campanha no Catarse, conforme falamos nesta matéria. “Como eu costumo consumir muito os zines de OiAure e os quadrinhos de IlustraLu, sempre que eu lia, me dava vontade de fazer algo do tipo, então eu juntei as duas coisas e decidi contar na forma de quadrinho, as histórias que eu já contava pros meus amigos”, disse em entrevista ao Brechando.

Jorake está prestes a lançar um quadrinho sobre relacionamentos toscos

O HQ conta a história do Bói (sim, é inspirado na gíria boy de Natal) e de seus namoricos atravessados, com algumas situações que são engraçadas. Mas, o que significa um amor tosco para Jorake ? O mesmo responde: 

”Acho que esses rolés sempre aconteceram de alguma forma parecida com as histórias que eu conto e também não é algo que vejo as pessoas conversando sobre, abertamente, então é difícil pra mim ver uma diferença. Mas no momento em que eu comecei a me relacionar, a internet já era parte das nossas vidas. Então talvez tivesse muito a questão de ansiedade por achar que a pessoa tem que tá sempre respondendo na hora, ou o fato de ser muito fácil encontrar pessoas novas na internet,  isso pode tornar as coisas mais fugazes, no sentido de perder o interesse, porque qualquer coisa eu posso achar outro num instante. E sem falar que às vezes o que está ótimo pra você, não significa que tá leal para o outro também “, comentou. 

O quadrinho, atualmente, angariou 30% do objetivo e a meta é atingir R$ 2600, no qual ajudando você pode ganhar o livro e alguns kits bacanudos. Mas, agora vamos falar de produção, no qual o Jorake define como um misto de sentimentos. “Foram grandes períodos de procrastinação e de culpa por achar que estava produzindo pouco, misturados com ansiedade por as vezes achar que não devia contar tal história… (risos).”. 

Mas sobre a campanha, ele diz que é uma fase experimental e é a sua primeira vez numa campanha de financiamento coletivo. ”Então antes de mais nada é um teste para mim mesmo, ver se eu consigo engajar a galera o suficiente para conseguir bater a meta e fazer com que esse projeto se torne realidade. Meus planos para depois, por enquanto é lançar as novas coleção de roupas do Jorake”.

Para ajudar a campanha é só acessar este link.