Trio Irakitan

Onde anda o Trio Irakitan?


O trio Irakitan era um grupo de irmãos que tocavam nas noites natalenses na década de 50. Eram considerados artistas pop. Uma de suas fotos famosas, vistas nas páginas de nostalgia sobre Natal, é a dos três em cima das tradicionais dunas da praia de Genipabu. Sem contar que eles ficaram famosos no Brasil todo, tendo até coletânea dos 20 maiores hits. Podemos dizer que o trio é tão famoso quanto o Carlos Alexandre.

Primeiramente, o trio era um quarteto, que surgiu em 1950 por Edson França, Valdó Sobrinho, Paulo Gilvan e Joãozinho (não confundir com Joãozinho do Graffith). Após uma divergência, ficaram só Edson, Paulo e Joãozinho, surgindo assim o trio.

Eles fizeram sucesso bastante não só no Brasil, mas também por toda a América Central, chegando a participar de 18 filmes. Algumas fontes de pesquisa escrevem a banda como “Trio Iraquitan”, mas resolvi deixar com a letra ‘K’ mesmo.

Feminicídio marca o fim da primeira formação

O Edson se suicidou em 1965, depois de ter assassinado com um tiro no ouvido a sua companheira, Leila Tavares de França, segundo o jornal Correio da Manhã, em sua edição do dia 16 de abril de 1965. O feminicídio não só o Brasil todo, como também a banda que realmente pensou em encerrar as suas atividades ali mesmo.

Novo recomeço

Em 1965, Antônio Santos Cunha, o Tony, foi convidado para ingressar no trio. Tony, nascido no Ceará em 1936, era líder do Trio Guaraní que já havia viajado pela Europa em uma excursão de brasileiros ao lado de outros artistas, estreou no trio com o disco “A volta”, lançado em 1967 pela Odeon, onde interpretaram boleros como “Ébrio de amor” e “Malagueña”. Em 1968, gravaram um compacto duplo com as canções “Quando sai de Cuba”, “Embolada da mentira”, “Vida bacana” e “Pega a voga cabeludo”, esta última, composição do tropicalista Gilberto Gil.

Tony gravou e viajou com trio por décadas. Hoje é o último remanescente do trio tendo inclusive a patente da marca Trio Irakitan. Tony é maestro e também foi responsável por todos os arranjos do disco “Eternamente”, em 1976.

O primeiro nome dado ao trio foi Trio Muirakitan, escolhido por Câmara Cascudo. Como na época já havia um trio com o mesmo nome, Câmara Cascudo resolveu criar um neologismo, rebatizando o grupo de Trio Irakitan, que, segundo Paulo Gilvan, significa mel verde, ou, numa linguagem poética, doce esperança.

Os outros dois membros da formação original faleceram

O Paulo Gilvan, um dos membros originais faleceu em Recife, no dia 16 de outubro de 2010, faltando quatro dias para o seu aniversário de 72 anos. Já o Joãozinho faleceu no Rio de Janeiro, no dia 19 de agosto de 1930, aos 75 anos.

Garage Sounds aterrissa em Natal neste sábado

O Garage Sounds começou no ano de 2017 como um simples festival em Fortaleza, misturando atrações locais e nacionais. Seguindo uma fórmula de eventos europeus e norte-americanos, o Garage Sounds, já em seu segundo ano, pegou a estrada e foi realizado em cinco capitais do Norte e Nordeste.  Foi aí que Natal entrou em cena e vai ter sua segunda edição neste próximo sábado (27), na Arena das Dunas, com o melhor do Rock e Rap nacional e contando também com bandas destaques no cenário norte-rio-grandense.

Entre as bandas de renome nacional que passarão pelos palcos do festival este ano, Dead Fish e os seus mais de 30 anos de carreira, na turnê do seu disco mais novo “Ponto Cego” lançado no final de maio com ótima recepção pela crítica; Krisiun, uma das bandas de metal brasileiras mais renomadas em todo mundo; Surra, que também vem lançando disco novo “Escorrendo pelo Ralo”; Molho Negro e seu rock visceral, direto do Pará, no melhor momento da carreira; Esteban com suas composições e melodias que passeiam entre o pop, o indie e a música argentina e Froid, um dos maiores nomes em ascensão no rap nacional.

Do rock alternativo ao death metal, passando pelo hardcore, punk, emo, thrash e até psicodélico. Ao todo, passarão pelos palcos no Arena das Dunas este ano: Krisiun, Dead Fish, Froid , Esteban (ex-banda Fresno), Surra, Molho Negro (já tocou no festival Dosol), Lemori, Mar Morto, Rieg, Chancho, Primordium, Mad Grinder, Concílio de Trento, Morto, Born to Freedom, Fukai, Demonia, Cazasuja, Bear Fight, Heavenless, O Nobre, Joseph Little Drop, Piscadela Verde e Ravanes.

Além dos shows, o evento contará ainda com um espaço gastronômico com opção vegana e bancas com vendas de materiais das bandas que se apresentam no festival.

Concílio de Trento e Born to Freedom são as atrações potiguares (Foto: Divulgação)

Em 2019, a turnê do festival conta com 13 cidades, são elas: Curitiba, Santos, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Aracaju, Maceió, Recife, Natal, Fortaleza, Manaus, Belém, Salvador (Side Show) e João Pessoa (Side Show). O evento irá percorrer mais de 5.000km somando todas as datas. Os ingressos para o festival podem ser comprados através do site oficial do evento.

Além das 13 datas realizadas em todo o Brasil, o festival este ano também passou por Amsterdam, onde o evento ocorreu em 20 de abril, com 12 bandas de três países. As holandesas: The Dolly Adlers, Whooom, Big Daddy’s Breakfast Voodoo, BEP, El Fatso, Heavy Whipped Cream, Downtown District, The Killjoys, Lifeless Past, Shaemless. A brasileira Minerva e a belga The Priceduifkes.

Dia do Rock: 20 bandas diferentona de rock para escutar

Dia 13 de julho é considerado o Dia Mundial do Rock. A data foi por conta do aniversário de 31 anos do Live Aid, festival organizado pelo inglês Bob Geldolf, que reuniu vários artistas do rock e, também do pop, para angariar fundos para combater a fome nos países da África.  Se apresentaram Led Zeppelin, Black Sabbath, Madonna, Queen e dentre outros. No Brasil, existem várias atividades em homenagem ao Dia do Rock. Os bares especializados fazem shows e promoções, canais especializados em música realizam programações especiais.

Para não deixar esta data em branco, o Brechando listou 20 bandas que não são tão faladas na mídia, mas que são revolucionárias no rock. Listamos 10 nacionais e 10 internacionais, algumas nem estão disponíveis no Spotify para escutar.

Confira essa lista maravilhosa do rock a seguir:

Que p… é shoegaze?

Nota:

Alguns jornalistas vão me matar por colocar um texto super atrasado no blog, visto que apurei há 1 mês e 15 dias, mas neste período estava cheia de problemas pessoais, no qual achei melhor engavetar. Mas como este é o último dia útil do ano e preciso deixar as pendências de 2017 para finalizar de vez, vou colocar esta matéria no ar finalmente! (Glória nas alturas/Paz na Terra!). Peço desculpas aos envolvidos na matéria pela demora!


Achando que o Festival Dosol tinha terminado, o feriado de 15 de novembro, Proclamação da República, chega com shows extras nos principais bares roqueiros da cidade. Um deles quis ir, que foi no El Rock (finado Hell’s Pub), organizado pelo selo Brasinha para o primeiro evento citado, que reúne uma porrada de banda alternativa e está começando a trilhar o seu caminho como selo. As bandas que iriam tocar era Bear Fight, Talude e Gorduratrans, que conheci este ano, após ouvir música durante as minhas montagens de postagens como social media no meu trabalho (falarei mais a frente).

Após tirar da caixa 10 reais de moedas (mania de guardar trocos acaba nisso!(, porque não estava com saco de ir num Banco 24 horas (ou caixa do próprio banco) para sacar apenas uma cédula de 10 golpes ou duas cédulas de cinco golpes. Claro que não cheguei com um saco de moeda, troquei no Bocaditos (melhor confeitaria da cidade, por sinal), antes da ida ao bar. Estava aflita, porque iria sozinha, uma vez que meus amigos e irmã estavam sem saco de ir para beber (que milagre é esse? Em pleno feriado!). A primeira impressão é que estava no “De Férias Com o Ex”, uma vez que estavam dois caras que tinha ficado em pleno 2017 (eita, pegadora!). Respira e seja profissional, mulher, não se abata com estas coisas.

Por sorte, que fiquei falando com os integrantes das bandas e conheci uns garotos, que eram mais novos que eu, mas muito legais e um deles era estudante de jornalismo, ficava sempre perguntando sobre os sofrimentos da profissão. “Caraca, qual é o seu Instagram mesmo? Você prefere assessoria de imprensa ou redação? Gosta de quais bandas de rock ?”.

Quando cheguei, a Bear Fight estava perto do fim de tocar, então resolvi ficar do lado de fora. Por isso, o texto focará no Talude e Gorduratrans, que são bandas que trabalham no estilo shoegaze. Mas, que p* é esse estilo?

Intimista e guitarras distorcidas com o som do Talude

Na verdade nem é um estilo, começou com o indie rock e é um dos subgêneros do estilo, que começou no fim dos anos 80, tornou febre nos anos 90 e está voltando nos anos 2010, nessa moda de revival aos Ninities, uma vez que 80% das novas bandas de rock brasileiras trazem esse ar nostálgico. A primeira coisa que você vai lembrar ao falar do estilo: guitarras super distorcidas e com sintetizadores super frequentes em suas músicas. A apresentação e performance não é o foco destas bandas, quanto mais intimista o show, melhor e foi essa a proposta das duas apresentações, mesmo tenham tocados em grandes festivais alternativos no BR.

Talude durante o show

Após umas 500 digressões neste texto, vamos para a análise dos respectivos shows.

O primeiro show que vi foi o Talude, no qual a turminha com quem estava conversando rapidamente correu junto com o grupo, que estava passando o som e os meninos gritavam feito o louco. O grupo é formado por Vik Romero, Felipe Beniz, João Victor Lima e Jônatas Barbalho em meados de 2014 e rapidamente agradou a juventude natalense com o single “New Amsterdam” e “Saturday Night”.  O nome pode parecer esquisito, mas tem ligação com à porção dos fundos marinhos com declive muito pronunciado que fica entre a plataforma continental e a margem continental.

Se prestar atenção nas músicas, elas podem te levar para as reflexões mais profundas, a galera estava bastante empolgada, principalmente agora que também estão cantando em português. Recentemente, eles lançaram o EP “Fragmento”, que é um pouco mais distante do shoegaze e uma pegada mais progressista. Na apresentação, eles ainda mantiveram as suas raízes, deixando a galera doida.

Engraçado ver esta banda com uma legião de fãs, me lembrei o início da banda quando Vik, no qual somos amigos há quase 10 anos, pediu ajuda para fazer o primeiro release da banda, pois eu trabalhava numa assessoria de imprensa.

Logo depois veio o Gorduratrans, no qual foi uma banda que conheci neste ano e foi engraçado conhecê-los pessoalmente e até fazer uma pequena amizade, pois sempre acho que terei para sempre uma relação distante entre músicos que gosto-eu. Os cariocas apareceram randomicamente na minha vida. Amei tanto o show do Dosol, mas como não aproveitei direito o primeiro dia, resolvi ir no show extra.

Como eu conheci? Tenho uma mania de escutar música enquanto trabalho e teve uma época que estava escutando muita música indie. Um belo dia coloquei na playlist aleatória do You Tube e apareceu a música “Você Não Sabe Quantas Horas Eu Fiquei Olhando Para Você”,  que lembrava de um crush fracassado (vulgo o crushinha!), assim como a letra da música.

Chega fiquei empolgada quando soube que eles iriam tocar no Festival Dosol, mas mal sabia que um dia eles andariam randomicamente em outro evento que estava cobrindo no bairro da Ribeira e comecei a conversar com eles (bem introsa mesmo, mas morta de vergonha!). A banda é formada por dois Felipes, um é Aguiar, guitarrista e vocalista do grupo, nas horas vagas é engenheiro. O outro é Luiz Felipe Marinho, baterista e é jornalista. Os dois possuem um contraste, mas que se entrelaçam e isso é nítido nas suas músicas.

Gorduratrans no El Rock

Além do Dosol, eles rodaram rapidamente em Fortaleza, Recife, João Pessoa e Campina Grande como uma mini-tour pelo Nordeste. “A gente voltou ao Nordeste um pouco mais maduros, entendemos melhor o nosso funcionamento como banda e consegue se encaixar neste meio musical”, comentou o Felipe Aguiar, em entrevista ao Brechando. “Agora também estamos com mais público, porque crescemos bastante, lançamos um disco novo e entramos em um novo selo. O show no Dosol foi incrível e ficamos impressionados com a quantidade de pessoas que foram nos ver”, continuou.

Sobre planos para 2018, o Felipe disse que espera as coisas acontecerem, uma vez que algumas oportunidades podem mudar diversos planejamentos para o futuro. “Se você me perguntasse em 2016 se teria planos para este ano, eu rapidamente responderia que não (risos)”, afirmou.  Apesar de a população natalense ser bastante morgada no feriado, a galera realmente marcou presença para assistir o show dos meninos no El Rock, assim como aconteceu na primeira apresentação em menos de três dias, mostrando que o shoegaze está realmente animando os jovens que nasceram entre os anos 90 e 2000s.

Confira todas as fotos do show a seguir: