15 anos do Penta: Como era comemorar a Copa do Mundo

Apesar da memória mais forte estão os 7×1 que o Brasil sofreu da Alemanha na última Copa do Mundo, nesta sexta-feira (30) lembra-se que a seleção brasileira de futebol venceu este mesmo time por 2×0, com dois gols de Ronaldo contra o goleiro Oliver Kahn e trazendo, portanto, a quinta taça da gente para Copa do Mundo. Isso tudo faz 15 anos, você era criança e lembra muito bem dessas memórias a seguir:

Acordar de madrugada, pois os jogos aconteciam no Japão (12 horas de diferença no fuso horário)

via GIPHY

Os programas de tv só falavam do assunto

https://www.youtube.com/watch?v=-UVM98oZsvY

 

Pular na piscina com a bandeira do Brasil


Improvisar a fantasia para ficar vendo 90 minutos de jogos na frente da TV

Decorar as músicas das propagandas

Lembrar a hora que entregou a taça

Cortar o cabelo igual ao do Ronaldo Fenômeno

Andar na rua feito um louco ou comemorando na casa de um amigo que o Brasil venceu mais uma Copa do Mundo

Comentar cada detalhe da final e ficar com medo do que aconteceu na de 1998

Lembrar que a escola liberou os alunos para casa porque a equipe do Penta iria chegar ao Brasil com a taça

E lá se vão 15 anos. Calma, ano que vem tem mais Copa do Mundo.

Prefeitura faz festa de 15 anos para alunas do Municipal

Fotos: Prefeitura do Natal

O baile de debutantes aconteceu na quarta-feira, 30 de novembro, no Olimpo. Mas não vi alguma repercussão na imprensa sobre a Prefeitura do Natal realizar uma festa de 15 anos para um grupo de alunas das escolas geridas pelo Município.  O único lugar que foi publicado o assunto foi no próprio site do Chefe do Executivo.

A Secretaria Municipal de Educação (SME) fechou uma parceria com a Olimpo e resolveu presentear 15 alunas do nono ano de 15 escolas do Município que tiveram as melhores notas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) para ter uma festa de aniversário bem parecida com daquelas meninas vindas de classe média alta.

Foram selecionadas apenas as meninas que completariam 15 anos e muitas não tinham condições de bancar a festa, que foram: Franklysia Lucas da Silva (Escola Municipal Professora Terezinha Paulino), Maria Beatriz Silva de Lima (E. M. Veríssimo de Melo), Amanda Beatriz Guilherme de Mendonça (E. M. Professor Zuza), Marinna Luiza Pereira de Souza (E. M. Monsenhor José Alves Landim), Aline Lásaro Ferreira (E. M. Professora Maria Madalena X. de Andrade), Melissa Pereira Aguiar dos Santos (E. M. Santos Reis), Beatriz da Silva Cosmo (E. M. Professora Adelina Fernandes), Ana Lívia Macedo de Oliveira (E. M. Professor Antônio Severiano), Maria Alice Lima de Oliveira (E. M. Professor Luiz Maranhão), Bruna Pereira de Lima (E. M. Professora Iapissara Aguiar), Camila de Lima Pinheiro Dantas (E. M. Professora Francisca de Oliveira), Pâmella Sthefhany Nepomuceno Silva (E. M. Vereador José Sotero), Thalita de Souza Alves (E. M. 4º Centenário), Débora Rayara de Oliveira Faustino (E. M. João XXIII) e Bárbara Alvez Dias (E. M. José do Patrocínio Pereira Pinto).

Essas escolas ficam em Mãe Luíza, Potengi, Neópolis, Dix-Sept Rosado, Igapó, Parque dos Coqueiros, Panatins, Rocas, Cidade Nova e Petrópolis.  Ou seja, eles estão localizados tanto em bairros periféricos quanto em lugares mais centrais.

As meninas tiveram tudo que apresenta em um baile tradicional: valsa, príncipe, fotos, decoração bonita e comida boa.

A intenção da festa era mostrar que com o estudo, as jovens poderiam conquistar o que quisessem.  Além disso, elas fizeram fotos e dançaram com um ator global chamado Gil Coelho. Pesquisando na internet, eu descobri que ele tava na novela das 8.

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Dançando com o ator

Elas fizerem poses para as fotos:

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E também tiveram um dia de embelezamento para o baile:

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A ideia de fazer uma festa veio do próprio empresário do Olimpo, Luciano Amaral:

“Conversamos com a professora Justina Iva (secretária de Educação) que comprou nossa proposta, e dos parceiros que se empenharam em tudo. Criamos uma energia muito positiva em torno delas, de ser o melhor aluno, de se esforçar”.

Este é o último ano das garotas numa escola municipal, visto que o Ensino Médio é bancado pelas escolas estaduais. Outro local que tem o Ensino Médio gratuito é o Instituto Federal do Rio Grande do Norte.

A secretária de Educação, que está na foto acima do título acompanhado das debutantes, comentou que isto estimularia outras meninas a estudar para conseguir uma festa como essa:

“É um evento ímpar e que jamais vai ser apagado da memória de cada um. Estas 15 meninas foram escolhidas pelo desempenho na escola, pela faixa etária e passaram pelo mesmo processo de seleção. O mérito pessoal que se deu pelo desempenho escolar. É um estímulo enorme”.

Além de celebrar o aniversário das garotas, a festa também foi utilizada pela homenagear os diretores das escolas que tiveram o melhor IDEB.

E depois da festa? O que vai ser? Algumas escolas ainda continuam em condições precárias e os professores ainda continuam desestimulados a dar aula. Poderiam estimular as jovens com outros métodos que seriam bem mais efetivos do que uma festa de 15 anos, como conseguir uma bolsa de estudo. Com isso poderia englobar os meninos que também tiveram a melhor nota.

Meio contraditório fazer uma grande festa de 15 anos enquanto um grupo de servidores estão protestando em relação ao atraso de salários desde o mês de outubro.

Recentemente, o Município fez uma nota sobre o atraso e culpou a crise econômica:

A Prefeitura do Natal informa que até a presente data pagou os salários referentes ao mês de outubro a 98% do funcionalismo público. Faltam receber seus vencimentos 534 pessoas que recebem mais de R$ 7 mil líquidos, dos mais de 22.300 funcionários entre ativos, aposentados e pensionistas. Esses servidores terão seus salários depositados até a próxima sexta-feira.

A Prefeitura também confirma o pagamento de 80% do décimo terceiro salário para todos os servidores no dia 20 de dezembro, lembrando que os outros 20% foram pagos como antecipação no mês de junho.

Os salários de novembro foram pagos aos profissionais do magistério com a utilização de recursos do Fundeb, que são reservados unicamente com essa finalidade. Até o dia 12 será divulgado como será feito o pagamento dos salários referentes ao mês de novembro aos demais servidores.

Infelizmente, o Brasil vive uma profunda recessão econômica com recordes seguidos de desemprego na iniciativa privada e que tem afetado as finanças públicas através de quedas reais de receitas. Em Natal, a Prefeitura tem adotado medidas de redução de despesas, sem corte de pessoal, e buscado recuperar receitas sem aumento de impostos, para não penalizar ainda mais a geração de empregos na iniciativa privada.

A administração tem feito o possível para manter a normalidade administrativa e financeira, mas a realidade econômica atinge a todas as esferas de governo. Por tudo isso, reiteramos o apelo aos servidores para que entendam o momento e ajudem a buscar saídas para a crise através do diálogo e do trabalho conjunto.

Você se lembra do 11 de setembro? 15 anos do atentado

Quando se pensa em 11 de setembro, que neste domingo completa 15 anos, logo vem a maente a destruição das Torres Gêmeas, do World Trade Center. Mas outros pontos dos Estados Unidos também foram atingidos. Foram uma série de ataques suicidas coordenados pela organização fundamentalista islâmica Al-Qaeda em 11 de setembro de 2001. Na manhã daquele dia, 19 terroristas sequestraram quatro aviões comerciais de passageiros.

O World Trade Center era um conjunto de sete prédios comerciais. Além das Torres Gêmeas, existiam mais cinco torres que foram desmoronadas após o atentado.

Os sequestradores colidiram intencionalmente dois dos aviões contra as Torres Gêmeas do complexo empresarial do World Trade Center, matando todos a bordo e muitas das pessoas que trabalhavam nos edifícios. Ambos os prédios desmoronaram duas horas após os impactos, destruindo edifícios vizinhos e causando vários outros danos. O terceiro avião de passageiros colidiu contra o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no Condado de Arlington, Virgínia, nos arredores de Washington.

O quarto avião caiu em um campo aberto próximo de Shanksville, na Pensilvânia, depois de alguns de seus passageiros e tripulantes terem tentado retomar o controle da aeronave dos sequestradores, que a tinham reencaminhado na direção da capital norte-americana. Não houve sobreviventes em qualquer um dos voos.

WTC antes do atentado de 11 de setembro
WTC antes do atentado de 11 de setembro

Quase três mil pessoas morreram durante os ataques, incluindo os 227 civis e os 19 sequestradores a bordo dos aviões. A maioria das vítimas eram civis, incluindo cidadãos de mais de 70 países, incluindo brasileiros. O governo brasileiro através do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), confirmou a morte de Anne Marie Ferreira, Ivan Barbosa e Sandra Smith, ambos trabalhavam numa corretora que ficava no local.

Porém, eles não confirmaram o desaparecimento de Garnte Bailey, Maria Gabriella da Silva e Nilton Albuquerque Fernão Cunha. Os dois primeiros nunca tiveram o desaparecimento informado por amigos e familiares ao governo brasileiro. Já o sumiço do capixaba Nilton Cunha foi alertado ao Consulado pelo seu sócio, de acordo com o Itamaraty. O governo chegou a mandar formulários para a família, a fim de emitir o atestado de óbito, mas a resposta nunca veio.

Reportagens na ocasião informaram que Cunha era engenheiro e estava no 108º andar da Torre Norte para tratar de negócios com uma empresa japonesa. O brasileiro seria despachante de importações e sempre viajava para os EUA a trabalho. Até hoje, é considerado “desaparecido”.

Mas, vocês se lembram aonde estavam há 15 anos atrás? Eu, pelo menos, lembro muito bem, apesar de ser uma criança de oito anos. Tinha chegado da escola e assim que chegava em casa, eu rebobinava a fita para ver a TV Globinho. Então, a minha mãe falou: “Não teve desenho hoje, porque dois aviões bateram em dois prédios nos Estados Unidos e a televisão só está falando disso”.  E era verdade.

https://www.youtube.com/watch?v=ClnVanDseAw

Conseguimos entrevistar algumas pessoas para falar de suas lembranças daquela fatídica terça-feira de 11 de setembro de 2001. Confira os relatos a seguir:

O estudante de direito, Eric Cavalcanti, tinha quase a mesma idade que eu quando houve o atentado 11 de setembro. Apesar de ser criança, ele entendeu a gravidade do caso:

Não tinha noção por ser pequeno, porém no primeiro momento achei que era um filme e estava achando um máximo um filme no meio da hora do jornal chato, não sabia que aquilo que estava acontecendo era real. Quando soube que o fato não era um filme, fiquei realmente triste e pensando no desespero dos passageiros dos aviões.

Já a jornalista Rita de Cássia Paulino morava em Iracema, no interior do Ceará. Apesar da distância com a cidade de Nova Iorque, os moradores sentiram profundamente o atentado e em sua escola realizaram diversos trabalhos sobre o assunto.

Eu lembro muito pouco, do mesmo lembro que cheguei da aula e a TV tava ligada e em todos os canais só passava a mesma notícia, lembro que fiquei chateada porque não passava desenho em lugar nenhum. Não tinha muita consciência do que era aquilo. Nos dias seguintes, porém, a história foi tomando forma e importância mesmo pra gente, que era criança. A escola se encarregou de falar sobre o assunto. Lembro que a gente fez um mural com trabalhos sobre o atentado. Os mais novos fizeram desenhos e os mais velhos fizeram redação sobre o assunto.

O advogado Igor Cavalcante era estudante do Ensino Médio e estava preparando para ir à escola quando ocorreu:

Na hora que aconteceu estava assistindo Dragon Ball Z na televisão. De repente apareceu aquele Plantão da Globo e sua temível música de abertura. Então, a notícia inicial que era só um acidente, que um avião bateu no prédio. Logo após, no meio do Plantão, apareceu a imagem do outro avião batendo no segundo prédio. Nessa hora, eu e minha mãe estava em casa, mas ela não prestou muita atenção. Depois, eu fui ao colégio e muita gente não percebeu a gravidade do caso. Só entendi o problema realmente quando assisti o Jornal Nacional daquele dia.

Achei no You Tube, alguém gravou o Plantão da Globo e ficou mais de quatro horas falando do atentado:

https://www.youtube.com/watch?v=-iPg3h9lyNQ

O engenheiro Bruno Eugênio estava lendo um quadrinho do Victory quando houve o atentado:

Estudava à tarde, tinha 15 anos e estava no terceiro ano do Ensino Médio. Estava vendo TV Globinho e lendo o Victory, que tinha acabado de comprar na banca perto de casa quando estava passando Dragon Ball Z e aquele flash entrou, dava para notar que era algo grande. Aí passou na imagem o segundo avião e a repórter nem notou.

Sim, a Victory ainda existe e Bruno mandou a foto:

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Para o programador Osmar Silva, este atentado lhe fez interessar sobre geopolítica:

Tava na aula e quando retornei para casa, liguei a televisão e vi as torres pegando fogo. Nem almocei no dia, fiquei vendo até a cobertura do jornal acabar. Queria saber o que estava acontecendo. Na época, eu me lembro de ter achado absurdo o Osama Bin Laden ter conseguido furar as defesas americanas daquele jeito. Então, eu fui pesquisar quem ele e Al Qaeda eram. Foi assim que descobri a existência de radicais islâmicos e foi o início do meu interesse por geopolítica.

A jornalista e professora universitária natalense, Cristina Vidal, lembra que estava na redação quando ocorreu:

As TVs [da Redação] estavam nas emissoras nacionais e um técnico que estava na operação viu na CNN imagens do choque com a primeira torre. E falou pra redação. A gente mudou o canal e assistiu ao vivo a segunda torre. Mas ninguém entendia nada o que estava acontecendo. Era tudo muito surreal. A gente só conseguiu obter mais informações ao longo do dia.