Ciro Fernandes é um artista paraibano que se dedica à xilogravura, uma técnica de gravura em madeira muito utilizada na cultura popular nordestina. Ele nasceu em 1950, Uiraúna, a 476 quilômetros de João Pessoa, onde faz fronteira com duas cidades potiguares, que são: Paraná e Luís Gomes.
Desde jovem se interessou pela arte da xilogravura, aprendendo com seu pai. Tendo iniciado no desenho ainda menino na Paraíba, mudou-se para o Rio de Janeiro com 17 anos e, ali, frequentando a feira de São Cristóvão, passou a realizar gravuras de forma graciosa para os cordelistas, permitindo-lhes voltar à arte original que ilustrava tais poesias populares quando, então, estavam a substituir as ilustrações por fotografias.
Aprendeu a arte da xilogravura com Mestre Zé Altino, também paraibano, usando para tal o mesmo material nordestino, com casca de cajá ou umburana, plantas típicas daquela região; estudou com Augusto Rodrigues cujo ateliê frequentou; aprendeu litogravura e gravura em metal com outros mestres. Além disso, Ciro atuou como ilustrador para o Jornal do Brasil, fez capas para livros de autores como Orígenes Lessa, Rachel de Queiroz, Gilberto Freire, entre muitos outros; participou de muitas exposições tanto no Brasil quanto em países como Alemanha, Suíça e Dinamarca.
Além disso, ele já ganhou prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras (ABL), exposição no Museu Nacional, a capa do disco de Zé Ramalho e entre outros.
Ciro Fernandes é um artista muito talentoso e reconhecido na área de xilogravura, tendo participado de diversas exposições e eventos culturais pelo Brasil e também no exterior. Suas obras são caracterizadas por uma forte expressão artística e um estilo próprio, que mistura elementos da cultura popular com a arte contemporânea. Ele já ilustrou diversas publicações, entre elas livros de cordel, e também já ministrou cursos e oficinas de xilogravura em diversas instituições.
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