Os primeiros dias de 2026 não foram para amadores. Só olhar os jornais de todo o Brasil que vocês entenderão o que estou falando. Mas, eu quero falar que ainda dá tempo de se alienar e resgatar o seu lado criança. Estou falando do Mundo Zira, que está em exposição em Natal, no Museu da Rampa, bairro de Santos Reis.
A atividade consiste simplesmente em conhecer a obra do autor e desenhista Ziraldo por meio de atividades de interação acerca de sua obra literária, além de ser uma ótima oportunidade conhecer a biografia do artista.
Como foi a exposição
A exposição começa com o guia fazendo uma rápida introdução de quem foi Ziraldo, sua biografia e coleção de obras. Posteriormente, mostraram quais foram os seus livros divulgados e as atividades que serão vistas, além das regras o que pode e não pode fazer.
Após abrir as portas, há vários compartimentos destinado para cada livro de Ziraldo.
Lá você pode “reger uma orquestra” para ler o livro Flicts, o primeiro do artista, uma vez que a obra teve trilha sonora criada pelo compositor Sérgio Ricardo (aquele do Beto Bom de Bola). Alterar os diálogos do quadrinho “Menino dos Planetas”.
Colorir as artes dos livros do artista por meio de telas de touch screen. Além disso, você pode participar do quebra-cabeça com personagens de “O Menino Maluquinho” e participar de um jogo interativo com “A Turma do Pererê”.
Sem contar que tem um cantinho da leitura para ler todos os livros de Ziraldo.
O foco da exposição era mostrar a literatura infantojuvenil de Ziraldo, ignorando a sua carreira “mais adulta”, como a revista “O Pasquim”.
Ainda dá tempo de ir
Embora a exposição seja gratuita, os visitantes precisam reservar o horário para poder assistir com a sua família. Quando chegar, apresentar o ingresso e se divertir.
Para reservar é só acessar, portanto, aqui.
Quem foi Ziraldo
Ziraldo Alves Pinto era natural da cidade mineira de Caratinga, nasceu em 24 de outubro de 1932 e formado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Embora seja advogado, ele começou a sua carreira como jornalista.
Começou a trabalhar no jornal Folha da Manhã (atual Folha de S.Paulo), em 1954, com uma coluna dedicada ao humor. Ganhou notoriedade nacional ao se estabelecer na revista O Cruzeiro em 1957 e, posteriormente, no Jornal do Brasil, em 1963.
Em 1960, lançou a primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor, A Turma do Pererê, que também foi a primeira história em quadrinhos a cores totalmente produzidas no Brasil.
Foi fundador e posteriormente diretor do periódico “O Pasquim”, tabloide de oposição ao regime militar, uma das prováveis razões de sua prisão, ocorrida um dia após a promulgação do AI-5.
Em 1980 lançou o livro “O Menino Maluquinho”, seu maior sucesso editorial, o qual foi mais tarde adaptado na televisão e no cinema.










