A curiosidade levou ao teste. Na Praça Pedro Velho, experimentei o patinete elétrico operado pela Jet, serviço que vem sendo incorporado à rotina urbana em diferentes cidades brasileiras.
A proposta é simples: deslocamento rápido, individual e mediado por aplicativo.
O uso começa pelo celular
Após baixar o app, o usuário escolhe o patinete disponível, paga pela minutagem e escanear o QR Code do veículo.



Como funciona
O funcionamento não é imediato. O equipamento não é leve e exige um impulso inicial para que o sistema elétrico se acione. A condução lembra a de uma motocicleta: quem já tem familiaridade com motos tende a se adaptar com mais facilidade.
Depois do arranque (quase caí), o desafio passa a ser apenas manter o equilíbrio. A circulação pela praça ocorre em velocidade moderada (para não atropelar ninguém e o aplicativo traz o GPS de todos os pontos do patinete) e permite observar o espaço urbano de outro ponto de vista. É mais rápido que caminhar, mais exposto que estar em um carro.
O medo de bater e ser atropelado, pois não tem sinal para avisar que dobrará ou um retrovisor para ver.
Solicitei 30 minutos de uso, tempo suficiente para entender a dinâmica do equipamento e suas limitações.
Ao final do percurso, o patinete deve ser estacionar conforme as orientações do aplicativo, que indicam o local e a posição correta. A corrida é encerrada pelo próprio sistema.
Minha experiência
A experiência não transforma a praça, mas altera a relação com ela. O patinete elétrico se apresenta, por fim, como mais uma camada na disputa e no uso do espaço urbano: prático para alguns, estranho para outros, e ainda em processo de adaptação à cidade e aos seus fluxos.

