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No inicio de abril falamos sobre o retorno das fitas k7 e agora voltaremos a falar do meu precioso vinil, no qual finalmente as pessoas estão voltando a escutar essas bolachas de 33 rotações. Meu amor por LP (Long Play) existe desde sempre, adorava ver nas estantes aquelas capas que pareciam quadros e principalmente escutar música naquela estrutura de plástico, na qual eu sempre perguntava: “Como cabe várias músicas nesse negócio redondo ?”. Uma das coisas mais relaxantes para mim é chegar em casa e colocar a vitrolar para rodar. Meu divertimento mesmo, apesar de ter preguiça de levantar para trocar o lado.

Lá eu escuto a música na origem, sem nenhuma edição digital, tudo no analógico. No entanto, os LPs não são encontrados apenas em sebos, algumas bandas e artistas estão voltando a produzir discos neste formato. Mas, aonde comprar? Se você for perambolar pelas principais livrarias de Natal e também do Brasil, os preços são bem salgados. Quem vai comprar “Acabou Chorare” por quase 200 reais? E um disco do “Iron Maiden” por quase 500 reais? Esse preço não vale muito a pena, principalmente por achar em sebos valores mais baratos, dependendo de como foi conservado.

Sim, você pode cair na armadilha de comprar vinis muito baratos e chegar todo riscado. Então, cuidado! Mas, o foco do Brechando é falar aonde encontrar vinis novos.

Na teoria, o disco de vinil acabou, no Brasil, em 1996. Eu cresci ouvindo que eles nunca voltariam, que a tendência era o CD. Depois veio a música no formato MP3. Mas, de repente, as músicas e a vitrola voltaram mais fortes do que nunca.

Assim, os LPs deixaram de jogados no lixo ou mesmo entregues às moscas, traças, poeira e mofo nos sebos, enquanto seus donos deleitavam-se com os cds. Azar o deles, sorte de quem nunca abandonou o formato e dos novatos na onda dos sulcos. Apesar do fim comercial, o vinil sempre esteve vivo nos aparelhos de muitos brasileiros nesses 19 anos, tanto que hoje, voltamos a ter fábrica, selos especializados e novas prensagens, de bandas novas e/ou reedições de clássicos.

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Minha mãe, por exemplo, se arrepende até hoje de ter jogado fora a sua vitrola. Mas, a gente conseguiu resgatar todos os discos, que estão em perfeito estado, por sinal. Esta foi a minha melhor herança! Além disso, eu já recebi alguns de amigos, sabendo que amo LPs.

Ainda chego comprar alguns em feiras, como o The Electric Ladyland do Jimi Hendrix, que estava desgaste na foto e na época só havia sido escutado apenas uma vez.

Caso não tenha muita paciência para ir ao centro da cidade ou na feira alternativa para comprar vinis, eu sugiro que você participe de algum clube do vinil, podendo ser na cidade, a partir de encontro marcados, ou virtualmente, através de fanpage e redes sociais. Eu participo das duas formas e é muito divertido encontrar várias pessoas que tem o gosto em escutar música.

Na internet, eu recomendo participar do clube da Noize, chamdo Noize Record Club. Ela vem da revista Noize, que há quatro anos fundou este vinil e a cada dois meses eles enviam para minha casa um novo álbum de artista nacional e algumas releituras, eu recebi o disco de Liniker, Boogarins, Rael, Paralamas do Sucesso e estou esperando o primeiro solo de Tim Bernardes, vocalista de O Terno.

Natural do Rio Grande do Sul, a Noize foi o primeiro clube da América Latina. A inspiração foi de clubes dos Estados Unidos e Europa que encaminham os seus produtos via correspondência, como a Vinyl Me Please e That Special Record.

A primeira vez que conheci o Noize foi através da fanpage do Liniker e os Caramelows, banda que eu sou fã e estavam divulgando que o álbum “Remonta” tinha se transformado em LP. Então, eu fui conhecer melhor o clube e vi que era uma oportunidade de conhecer novas bandas nacionais, escutando na minha vitrola. Em suma, consegui unir o útil ao agradável.

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Os discos custam em torno de 75 reais e mesmo com o frete, o preço fica ainda metade do que comprasse em uma loja no shopping. Meu plano é bimestral! Tem várias formas de pagar! Quem quiser se filiar ao Noize Record Club (clicando neste link) poderá adquirir um pacote (disco + revista) de cada vez ou fazer um plano anual, que garante o recebimento de quatro vinis. A curadoria musical é feita pela própria equipe da revista.

Nunca tive problemas com a Noize, adoro o conteúdo da revista que encaixa com o que fala nas músicas e sempre informam as próximas edições e enviam o código de rastreamento.

Quer saber mais? Se arrisca e entre em um clube!


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Sobre a autora

Jornalista formada pela UFRN, criou o blog em 2015 e não esperava que fosse fazer altas brechadas sobre Natal-RN e outras cidades que visitou. Gosta de trabalhar com a internet, mídias sociais, fotografar e escrever. Clique aqui para saber mais sobre mim.

Desenho: @umsamurai

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