O ano era 2025. Era o período que veio a última parte de areia que iria alargar Ponta Negra, mais precisamente no Morro do Careca. O que deveria ser algo para impedir as erosões e atrasar o avanço do nível do mar, por conta do Aquecimento Global, se transformou na destruição dos principais pontos turísticos da cidade do Natal. Mas, qual é a visão dos moradores da Vila de Ponta Negra? Afinal, eles são nativos daquela região. Inclusive, muitos utilizam o mar da praia para garantir o seu sustento, seja no pescado, na venda de alimentos ou pelas rendas de bilros.
Sabendo disso, a Biblioteca Central Zila Mamede da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (BCZM/UFRN) exibirá na próxima quarta-feira (10), às 09 horas, o documentário “Maré Cheia”. A exibição acontece na semana do Dia Mundial do Meio Ambiente,
O documentário lança um olhar sobre os impactos sociais, ambientais e urbanos provocados pelas recentes intervenções na orla. Além disso, a produção é de Tatiana Castro, Sandra Mara, Yann Henrique, Beatrice Ramos, Rierson Marcos e Gabriel Dias. Eles são do projeto de extensão “Esta cidade é minha” da UFRN. A iniciativa busca fortalecer o diálogo entre universidade e sociedade por meio da comunicação pública e da valorização de territórios tradicionais.
Haverá relatos de moradores da Vila de Ponta Negra, pesquisadores, representantes do poder público e órgãos de fiscalização sobre os impactos sociais, ambientais e urbanos.

Visão dos moradores em Maré Cheia: valeu a pena a engorda?
O documentário dá visibilidade às comunidades tradicionais do território e às mudanças que vêm alterando a vida daqueles ligados à praia.
Com uma abordagem centrada na escuta, Maré Cheia acompanha, portanto, diferentes perspectivas sobre as transformações da orla. Serm contar que mostra os conflitos que atravessam um processo ainda em curso. Ao longo do filme, moradores e especialistas discutem questões relacionadas à dinâmica costeira, às alterações ambientais e aos efeitos da obra sobre o cotidiano da comunidade.
Entre os entrevistados estão a rendeira da Vila de Ponta Negra e mestra do pastoril, Maria Helena; a pescadora artesanal Núbia Peixoto; o geólogo Venerando Amaro; o procurador da República Camões Boaventura; entre outros atores sociais importantes para compreensão das mudanças provocadas pela engorda.
Bate-papo pós-filme
Após a exibição, haverá uma roda de conversa mediada com convidados, promovendo a troca de perspectivas entre participantes e público sobre os temas abordados no documentário.
Confira o trailer a seguir


