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Além do crescimento do mercado de jovens inserindo no mercado de desenvolvimento de jogos digitais nesta década, muitas pessoas também estão aderindo aos analógicos, como boardgame (tabuleiro), Role Playing Game (RPG) e cartas. Natal está seguindo esta tendência e desde o mês passado foi lançado o que seria o primeiro jogos de cartas 100% feito no Rio Grande do Norte. Eu estou falando do “Aventuras Ancestrais”.

Já falamos várias vezes aqui sobre os analógicos e achamos divertido este tipo de jogatina.

Tirando aquelas ideias europeias que temos ao jogar Catan ou Lords of Waterdeep, o “Aventuras Ancestrais” utiliza o estado como cenário. O game foi desenvolvido por Diego Azevedo e Jefferson Oliveira, que são dois historiadores que resolveram retratar sobre o Sítio Arqueológico de Xique Xique, localizado na cidade de Carnaúba dos Dantas, região do Seridó do Rio Grande do Norte.

O jogo foi concebido, desenvolvido e escrito por Diego Azevedo e ilustrado e coproduzido por Jefferson Oliveira. Muitos testes utilizando protótipos foram jogados por voluntários, em Natal, para a finalização do projeto final do jogo. Além disso foram realizados planejamentos, pesquisas bibliográficas, coletas de dados, revisões, resoluções de problemas de mecânica e de narrativa, criados novos protótipos, suas respectivas maquetes, mais testes e o ciclo reiniciava a cada novo feedback.

“O mais importante é ter um bom planejamento para que tudo siga o conceito e a essência do jogo, mesmo com diversas modificações menores. Para encontrar as mecânicas certas, por exemplo, foi preciso pensar qual era a proposta original. Nesse sentido, se buscou mecânicas de jogos narrativos, principalmente de um sistema intitulado Apocalypse Engine. Estando o jogo pronto com seu protótipo, era hora de publicar, mas com quem? Aí surge a participação da Game Maker, editora brasileira, que auxiliou para vermos o protótipo final tomar a forma física que temos hoje”, explicou Azevedo.

A caixa do jogo (Fotos: Divulgação)

O jogo se passa nas terras do Rio Grande há 10 mil anos atrás e mistura a dinâmica de jogo de cartas com a narração do Role-Playing Game (RPG). Bastante rápido na montagem dos personagens, pode ser iniciado a partir de dois jogadores, não tem limite de composição de mesa, a partida mínima dura até 20 minutos e sua faixa etária a partir de 12 anos.

Você pode ler também:  Ciclovia da UFRN ou seria uma ciclofaixa?

Assim como um RPG, ele possui várias narrativas que o jogador pode trabalhar. Ao invés de livro, os desenvolvedores acharam melhor colocar essas dicas através de um site, que pode ser conferido aqui.

Os desenvolvedores contam que “Aventuras Ancestrais” se passa há 10 mil anos, onde Criaturas se esgueiram entre as enormes árvores da densa floresta, estranhos sons ecoam do interior de místicas cavernas, manadas de criaturas correm nos campos vastos de terras secas e um grupo de pequenas caçadoras tenta sobreviver mais um dia neste mundo de enormes criaturas letais, magias ancestrais e lugares desconhecidos. O cenário do jogo é baseado nas pinturas rupestres de sítios arqueológicos no Rio Grande do Norte. No entanto, o cenário vai além e se permite reimaginar o mundo ancestral. A letalidade existe, mas a magia e o mundo fantástico também, tão naturais quanto qualquer outro ser.

“O jogo propõe a criação coletiva de histórias com regras que focam no desenvolvimento da ficção e da história. Trata-se de um jogo com regras claras, sem exceções, sem grande complexidade, mas com muita profundidade. É por essa razão que Aventuras Ancestrais é um jogo dinâmico, fluido e de movimentos rápidos”, afirmam os desenvolvedores.

Seguindo a proposta de ser rápido e dinâmico, para finalizar sobre a razão que você deve se deixar jogar Aventuras Ancestrais, é que se trata de um RPG que usa apenas e exclusivamente de um baralho de cartas próprio e nada mais. Um conjunto de pinturas que representa os perigos, os personagens, as histórias e dentre outras coisas.

“Dessa forma, combine imagens e posicionamentos das cartas para representar tudo que é preciso durante suas aventuras. Para os que necessitam de texto, no entanto, não se preocupem, cada carta tem um título que sugere uma cena. Além disso, existe um baralho de cartas apenas com regras e cartas-guia para os movimentos. Tudo para que sua sessão de RPG seja rápida e dinâmica como deve ser! Tudo que você precisa para começar a jogar Aventuras Ancestrais é adquirir o jogo, separar e distribuir as cartas e narrar para ver o que acontece”, complementam. 

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One thought on “Ei, você sabia que agora criaram um jogo de cartas genuinamente natalense?







  1. O Aventuras Ancestrais é maravilhoso, joguei, comprei o meu, e recomendo para quem gosta de um bom jogo narrativo. E deixo de sugestão ao blog falar sobre o “Potiguares: os moradores do Rio Grande do Norte” um minijogo narrativo sobre a temática. E parabéns pela divulgação e pesquisa dos game designer potiguares.

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Sobre a autora

Jornalista formada pela UFRN, criou o blog em 2015 e não esperava que fosse fazer altas brechadas sobre Natal-RN e outras cidades que visitou. Gosta de trabalhar com a internet, mídias sociais, fotografar e escrever. Clique aqui para saber mais sobre mim.

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