A Copa do Mundo 2026 está acabando e o Brasil já saiu. Por falar em derrota, vamos falar de uma das piores já sentida pelos brasileiros e não estou falando do 7 x 1. Vamos falar do Maracanazo referente à histórica derrota da Seleção Brasileira de Futebol para o Uruguai por 2 a 1, na final da Copa do Mundo FIFA de 1950.

O jogo mais perto que o Nordeste presenciou foi Recife, a única cidade-sede da região. Então, tudo que os natalenses sabiam da Copa era por meio do rádio e jornais. Ou altos-falantes que eram colocados por empresários na praça.




A partida ocorreu no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, e apontam como uma das maiores tragédias e decepções da história do esporte brasileiro. Mas, por quê?



O país era o grande facorito a vencer a copa e estava fazendo uma campanha considerada espetacular, vencendo México com goleada na primeira fase. Quando chegou no Mata-Mata, o Brasil estava arrasando, venceu a Suécia e a Espanha de 7 x 1 (ironia do destino) e 6 x 1, respectivamente.

Repercussão da Copa do Mundo em Natal mais intensa foi feita pela Tribuna do Norte
Aqui, o único que acompanhou de perto foi a Tribuna do Norte, com matérias que enfatizavam, inclusive na capa do jornal, diferentemente dos outros dois maiores (A Ordem e Diário do Natal). O periódico, que tinha poucos meses de lançamento, buscava procurar o diferencial, inclusive chegando a fazer uma reportagem completa sobre a seleção brasileira, fazendo perfil sobre cada um dos jogadores.


No outro dia, 05 de julho, além da reportagem acima, mostrou uma outra reportagem para falar a atuação do Brasil desde a primeira copa em 1930.

Da vitória para derrota
Logo, o clima de “já ganhou” era muito presente e brasileiros estavam animadíssimos. Na manhã de domingo, 16 de julho de 1950, as ruas do Rio de Janeiro estavam em polvorosa. Improvisaram um carnaval sob o som de “O Brasil precisa vencer!”. Este espírito encorajador não cessou, até o início da partida final, que lotou o lendário Estádio do Maracanã com um público de aproximadamente 200 mil pessoas, um recorde mantido até hoje.
Entretanto, o Brasil perdeu do Uruguai de 2 x 1 e fez muita gente sair do estádio chorando, fazendo com que a seleção brasileira perdesse a sua primeira taça, que só seria conquistada oito anos depois.
Maracanaço nos jornais potiguares
Nos arquivos da Hemeroteca Digital, vimos a repercussão do caso em Natal. Veja, o que os jornais disseram sobre o Maracanaço, a seguir:
No sábado, 15 de julho, o Diário do Natal com a primeira vitória do Brasil, tanto que seguiu o mesmo otimismo que a mídia nacional com esta chamada no caderno de esporte:

Como o jogo aconteceu tradicionalmente no domingo, o caderno de esporte do Diário de Natal publicou esta notícia na segunda:

O jornal “A Ordem”, por sua vez, tentou focar mais notícia divulgando mais quando iria ser o campeonato e o resultado:


Já a Tribuna conforme falamos acima, buscou ousar e fazer realmente uma cobertura completa acerca do campeonato, buscando diferencial para atrair a concorrência. Por isso, optou seguir a linguagem dos jornais sudestinos que tratavam a final com o ritmo de “já ganhou” e otimismo ao divulgar esta manchete no sábado, 15 de julho, véspera do Maracanaço.


A edição de domingo pegou uma informação de uma agência de notícia do Rio de Janeiro para comentar as altas expectativas de vitória da seleção brasileira.

Após a derrota, a Tribuna do Norte decidiu resumir a vitória do Uruguai na Copa do Mundo apenas em uma nota curta na capa do jornal e criticar a seleção brasileira ao colocar no subtítulo da reportagem “viu fugir a maior oportunidade de conquistar a taça Jules Rimet”.


Mal sabia que depois de oito anos o país ganhou a primeira taça e depois venceu mais mais quatro vezes. Já o Uruguai, este foi o último troféu do mundial que conquistou, embora tenha ganhado duas medalhas de ouro no Pan-americano e Olimpíada respectivamente, e 15 Copa América.
O Brasil ganhou cinco Copas do Mundo, quatro Copa das Confederações, nove Copa América, cinco medalhas no Pan-Americano e duas na Olimpíada.


