No mês de maio foi divulgado um ranking nacional que aponta a qualidade de vida das cidades brasileiras, no qual Natal está na 13º colocação entre as capitais brasileiras. O Rio Grande do Norte, por sua vez, ficou no meio da tabela no Índice de Progresso Social 2026, nem entre os melhores, nem entre os piores. Mas Natal se saiu bem melhor que a média do país.
O estado do Rio Grande do Norte marcou 61,83 pontos, ficando na 13ª posição entre as 27 unidades da federação. Por que é bom e ruim? O resultado fica ligeiramente abaixo da média nacional, mas coloca o RN bem distante das últimas posições, que são: Pará (55,80), Maranhão (57,59) e Acre (58,03).
Natal se sai melhor que o estado e segundo maior do Nordeste
A capital potiguar teve um desempenho acima do estado. Com 66,82 pontos, Natal ocupa a 13ª colocação entre as 27 capitais brasileiras. Logo, está acima da média nacional e à frente de capitais como Aracaju (66,35), Vitória (66,02) e Teresina (66,02).
Para efeito de comparação, a capital mais bem colocada do país é Curitiba, com 71,29 pontos. Além disso, as últimas são Macapá (59,65) e Porto Velho (58,59). No recorte regional, Natal é a segunda melhor capital do Nordeste, ficando só atrás de João Pessoa (67,73).
E olha, quem coletou esta pesquisa?
Mas o que é esse índice? Quem divulga? Ele foi coletado pelo Instituto Imazon em parceria com outras organizações, falaremos mais no final no texto. A mesma pesquisa ainda avalia a qualidade de vida com base em 57 indicadores sociais e ambientais (ex: saneamento básico) e moradia, até acesso à internet e representação política. Ademais, o índice vai de 0 a 100, e a média nacional ficou em 63,40 pontos.
Ranking das cidades nordestinas
O que IPS pensa?
O Instituto revela que nenhuma cidade brasileira está livre de fragilidades. No país inteiro, o componente de Direitos Individuais é o mais crítico, com média de apenas 39,14 pontos. Já Inclusão Social vem caindo desde 2024, puxada por problemas como violência contra minorias e aumento de famílias em situação de rua.
O ranking também lembra que desenvolvimento econômico não é a mesma coisa que qualidade de vida. O RN pode ter cidades que crescem economicamente, mas ainda entregam pouco em saúde, educação ou segurança e vice-versa.
Em matéria do G1, o progresso geral do Brasil foi descrito pela coordenadora do IPS Brasil, Melissa Wilm, como “tímido” embora a maioria dos municípios tenha subido no máximo um ou dois pontos de um ano para o outro. No entanto, para o RN avançar na próxima edição, o caminho passa pelos indicadores mais críticos: direitos individuais, acesso ao ensino superior e inclusão social.
O que é Imazon?
Dados extraídos do IPS Brasil 2026, produzido pelo Imazon em parceria com Fundação Avina, Amazônia 2030, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative.
O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON) é um instituto de pesquisa sediado na cidade de Belém, no Estado do Pará, foi criado em 10 de julho de 1990. É um instituto sem fins lucrativos, qualificado pelo Ministério da Justiça como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. Ou seja, ela não é administrada pelos entes federativos.
Os estudos do Imazon contribuem para a efetivação de políticas de zoneamento e controle de território, e uso dos recursos naturais na Amazônia. Além disso, o instituto avalia políticas ambientais atuais por meio de análises sobre cenários de devastação e seus potenciais impactos. A Instituição integra comissões técnicas, auxilia tomadores de decisão na elaboração de políticas públicas e elabora pareceres sobre temas emergentes no debate regional.
O Imazon é a única instituição não-governamental que monitora, portanto, o desmatamento de maneira independente do governo, lançando mensalmente boletins com as taxas de desmatamento para toda a região amazônica.


