Lúcio Maia apresenta seu mais novo EP em Natal e fomos acompanhar

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No primeiro semestre deste ano, o famoso guitarrista Lúcio Maia, do grupo Nação Zumbi, lançou o seu segundo álbum, com o seu próprio nome e as faixas são totalmente instrumentais. O diferencial é a mistura de funk com psicodelia, além do uso de sintetizadores e batidas.. O disco, lançado sete anos após o primeiro, faz você ficar viajada, podendo se encaixar numa trilha sonora de filmes noir dos anos 1960, além de músicas que beiram ao futurismo. É a linha tênue entre o real e imaginário. Melhor ainda é ouvir além do Spotify, presencialmente. Foi assim que eu fiz.

Na véspera do feriadão de 7 de setembro, a sede cultural do Dosol, no conjunto Potilândia, recebeu o guitarrista pernambucano, no qual não tocou não apenas o novo álbum, mas também algumas canções do Nação Zumbi em versão instrumental e ainda arriscou tocar “Não Vou Ficar”, de Tim Maia.

Lúcio Maia no Dosol (Fotos: Lara Paiva)

Apesar do trânsito e ter perdido uns 10 minutos de apresentação, consegui captar toda a essência da apresentação. Muito bom assistir os frutos que Nação Zumbi gerou, gera e ainda está gerando. Por mais que ao vivo seja fiel ao disco, o artista ainda brinca mais com as texturas, procura dedilhar de diferentes jeitos, inclusive tocar guitarra na parte externa da sede cultural, enquanto a plateia só escutara ruído.

Sem contar que vocalizara melodias como cinema expressionista, que mistura Luiz Gonzaga com Lee Perry, que homenageia o polêmico francês Serge Gainsbourg. Ainda mais foi um estimulante sensorial. Principalmente para quem viu o disco ao vivo. Essa preocupação era nítida por Lúcio, que sempre pedia ajustes para a equipe técnica.

Opinião final

Foi interessante ouvir todas as oito faixas no modo presencial, prestando atenção nota por nota. Sem alguma preocupação, querendo saber qual o próximo passo do show. Tanto que você fica triste em saber o show ter durado muito rápido, apenas uma hora e trinta minutos. A vontade era que tivese mais tempo, no entanto não deixou de lado algumas influências.

Uma delas foi o grunge, no qual tocou Linthium do Nirvana para encerrar o show e mostra que o Mangue Beat, que tem sua coassinatura andou de lado a lado com esse estilo nascido e desenvolvido com primor nos anos 90. Quem gosta de Nação Zumbi ou gosta de cultura pernambucana/nordestina, portanto, presenciou um momento único para começar o feriadão de 7 de setembro com pé direito.

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Oi, eu sou o Goku. Mentira, meu nome é Lara. Sou jornalista e publicitária formada pela UFRN, natural de Natal. Sempre fui de humanas. Tem um blog para expor as suas curiosidades e anseios desta vida e mostrar os diferentes lados da vida urbana.
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