Antigamente, a gente queria beber algum líquido ou comer aquele chocolate na porta de um estabelecimento, principalmente rodoviária ou aeroporto, a gente colocava a cédula de 1 real, selecionava o botão que a gente queria, esperava a máquina selecionar o dispositivo e depois colocar o produto numa pequena porta. Quando dava certo era maravilhoso, mas muitas vezes a máquina enguiçava ou engolia seu dinheiro. Logo, ficava sem docinho, sem dindin.
Hoje, essas maquininhas evoluíram. Assim como os Pokémons. Por falar evolução, que tal unir esses dois universos? Foi assim que está começando a chegar nas cidades brasileiras uma máquina de venda automáticva de cartas de coleção. Uma máquina com a Pokébola no topo é comum de se ver nos principais shopping. Em Natal, vi, pela primeira vez no Midway.
Consiste simplesmente em máquinas de venda automática de cartas Pokémon. No equipamento, você insere fichas ou dinheiro para retirar pacotes (boosters) ou cartas avulsas. As mesmas são operadas por empresas locais de card games. Os preços por tentativa costumam variar de R$ 5 a R$ 15 por jogada, dependendo do tipo de carta ou do pacote oferecido.
O que são cartinhas de Pokémon?
A história desse jogo é bem mais longa do que qualquer partida que eu já joguei. Ele nasceu no Japão lá em 1996, cria da Creatures Inc. em cima do universo Pokémon que já vinha bombando em desenho e videogame. Não demorou muito pra atravessar o oceano: chegou aos Estados Unidos ainda nos anos 1990, e de lá pro resto do mundo foi um pulo. No Brasil, o jogo só desembarcou oficialmente em 2000, pelas mãos da Devir Livraria, e ficou sob esse comando por mais de uma década até passar pela empresa Copag em 2011.
Hoje, em qualquer evento de cultura pop tem um espaço dedicado ao campeonato ou eventos específicos que fazem muitos jogadores ganharem rios de dinheiro, levando a vida profissionalmente na área de jogador de Pokémon. Recentemente, vi uma entrevista do jornalista Chico Barney com uma pessoa que largou a vida de bancário para trabalhar como pro-gamer.
E a mecânica, pra quem nunca jogou, é mais estratégica do que parece à primeira vista. Cada jogador monta seu baralho de 60 cartas, combinando Pokémon, cartas de energia e cartas de treinador. Os bichinhos entram em campo vindos de um banco de reserva, atacam o adversário até zerar os pontos de vida dele, e para isso precisam acumular energia suficiente anexada à carta. Dá pra evoluir os Pokémon pra formas mais fortes, usar cartas de treinador pra comprar mais cartas ou sabotar o jogo do outro, e boa parte do resultado ainda depende de sorte: joga moeda, decide se o ataque paralisa ou não.
Na minha época era o momento mais importante da garotada. Hoje, essa cultura está continuando e passando, portanto, de geração em geração;
Já viu essa maquininha em Natal? Deixe aqui, portanto, o seu comentário.


