Pode parecer infantil, mas acho muito legal colecionar figurinhas do álbum. Desde criança gostava colecionar álbum de figurinhas, já tive da Chiquititas e também dos personagens do Cartoon Cartoons do canal Cartoon Network. No entanto, a coleção foi levada a sério mesmo quando um belo dia resolvi usar como hobby que iria comprar o álbum da Copa do Mundo. A primeira edição aconteceu em 2018, onde o certame foi na Rússia, e foi o primeiro álbum que completei. Já o segundo álbum aconteceu no Catar, mas não cheguei nem perto de completar.
Mas, o ano de 2026 chegou e tinha uma meta: comprar o álbum e colecionar as figurinhas o mais rápido possível. Mas, não esperei o álbum chegar às bancas. Primeiramente, eu resolvi colecionar os envolopes primeiros, como se armazenasse os ovos de ouro e colocasse em um ninho.



Depois, eu fiquei dias perguntando em bancas, livrarias e tudo que vendia material literário para saber se o álbum da Copa chegou. E sempre vinha uma resposta.
- “Amiga, só semana que vem”.
- “Já tem muita gente reservadando”.
- “Você não é a única pessoa a perguntar”.
Até que finalmente chegou os álbuns nas prateleiras. Quem disse que ficava por muito tempo? Livrarias estavam pegando boa parte do estoque, bancas desperadas porque as crianças estavam perguntando o tempo todo e sempre tinham que responder estava esgotado. Mesmo não sendo mais criança, eu era uma das pessoas que estava questionando o paradeiro dos álbuns.
Isto não foi apenas um dias. O esgotamento do álbum durou por semanas e enquanto isso estava estocando o pacote de figurinhas para que quando comprasse o livro ilustrado estivesse tudo pronta para grudar. O problema era que tinha de comprar 900 figurinhas. Ou seja, gastaria muito, mas desafio lançado tem que ser cumprido. Por isso, estava pronta para estocar, grudar e trocar os adesivos.
Saga para comprar o álbum
Entretanto, precisava comprar o álbum. Até que chegou uma sexta antes do domingo de Dia das Mães e estava no shopping. Após comprar o presente de mamãe, eu fui correndo na livraria e perguntei para os dois vendedores o álbum. Então, um deles com sorriso de canto de boca disse: “Está chegando mais uma caixa com 30 livros, se quiser esperar…”, com tom de deboche.
Dobrei a aposta e disse: “Demora quanto?”. O mesmo respondeu: “Meia horinha”.
Fiquei os 30 minutos circulando a livraria, fiquei rodando, vendo best-sellers, curiando a papelaria, vi boardgames, mangás, quadrinhos e tudo isso para aproveitar os 30 minutos que estavam cronometrados no timer do celular para que eu voltasse e perguntasse se chegou.
Não esperou a caixa da Panini (editora do álbum) chegasse e os vendedores organizasse no caixa para que adultos e crianças corressem. Só tinha um problema: estava disponível na venda o álbum mais o pacote de 20 figurinhas e que o preço estava bem salgado. Mas, quem disse que não comprie? Comprei, juntei com os outros 20 pacotes que comprei e fiquei dois dias pregando as figuras.
Primeira etapa deu certo, agora seguir a saga.
Profissionalizando
Eu tinha que fazer a minha organização, uma vez que meu vício em comprar figurinhas alcançou uma escala tão grande que eu baixei um aplicativo no meu celular para ter o controle e saber quais eram as repetidas. Além disso, lá ficara registrado as que repeti e fiquei comprando estoques de Coca-Cola para tirar os rótulos e catar as especiais.
O ato de retirar o rótulo foi tão grande que o Nordestão instalou uma placa proibindo os consumidores a retirar os rótulos do refrigerante para esta finalidade.
E, semanalmente, iria para o ponto de encontro dos colecionadores no qual trocava com crianças e adultos. Me senti aquele meme do mestre Kami conversando com o Goku criança. Foi por causa de uma criança de seis anos que consegui minhas primeiras do time da Alemanha.

Completei?
Faltava duas semanas para o primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo e só tinha completado a metade do álbum.


