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Quem estava ansioso por um lançamento da Editora Tribo neste ano, infelizmente temos que anunciar uma notícia triste: Ela fechou as portas. A jornalista e criadora do selo, Themis Lima, anunciou em seu perfil pessoal na noite deste domingo (2) que o selo está realmente encerrando as atividades. Até o momento, não existe nenhuma declaração nas plataformas oficiais.

“Há três anos, meu trabalho vem traçando uma relação bem translúcida com o resto da minha vida. Fomos honestos um com o outro, nos apaixonamos e nos abraçamos em toda santa extensão possível. Provei a delícia de experimentar, de errar, de descobrir meus horários de funcionamento, de conhecer gente maravilhosa e crescer com eles. E ganhei de presente uma das maiores paixões da minha vida: fazer livro. Isso não vai sair de mim, é tatuagem, virou amor desses sólidos, de gente grande. Aprendi muito mais que ensinei e tive muito mais sorriso que estresse.”, disse Lima, que atualmente mora na Europa e está esperando um bebê.

A jornalista contou ao blog que o motivo foi a necessidade por mudanças, não admitindo se foi por motivos financeiros ou não. Além disso, ela nega que a gravidez foi o motivo do encerramento do selo.

A última publicação da Tribo foi em agosto do ano passado com o “Baleia” (Jorake), “Follie à Deux” (Max Pereira) e “Rompazine” (Vinicíus Dantas).

“Tribo, esse projeto-ciclo-lindo de puro movimento, vai descansar um pouco, enquanto eu descubro em outras terras onde essa loucura de fazer livro pode me levar”, disse a jovem.

Criada por Themis Lima, no ano de 2013, é um coletivo de escritores, artistas e comunicadores. Juntos, eles já publicaram diversos livros e fanzines, como “A Bruxa”, biografia do jogador de futebol potiguar Marinho Chagas, que chegou a participar da Seleção Brasileira.  Um dos best-sellers é o livro reportagem da Rafael Barbosa e Paulo Nascimento, que fala sobre Valdetário Carneiro, um dos famosos bandidos que botou medo no Rio Grande do Norte na década de 80 e 90.

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Também está no catálogo o “Bandeira de Trapos”, da própria Themis Lima, e “Contos Rabiscados para Corações Maltrapilhos”, de Luíza de Souza.

O selo ainda auxiliou a despontar artistas locais, como Aureliano Medeiros, ilustrador que ficou conhecido pela sua página “Oi, Aure” e pelo livro “Madame Xanadu”, lançado pela própria editora. Medeiros coordenava a produção dos zines do selo e também lançou alguns, como “Diário Desenhado” (Vol. 01 e 02) e “Elevador”.

Por enquanto, a única forma de comprar os livros da editora é através dos estoques que estão espalhados nas principais livrarias na cidade ou com as tiragens que ainda restam pelos atores, pois o site da loja da editora já está fora do ar.

 


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Jornalista formada pela UFRN, criou o blog em 2015 e não esperava que fosse fazer altas brechadas sobre Natal-RN e outras cidades que visitou. Gosta de trabalhar com a internet, mídias sociais, fotografar e escrever. Clique aqui para saber mais sobre mim.

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