Utilidade Pública – Página 2 de 82 – Brechando

Você já levou a sua avó para vacina contra COVID-19?

Minhas duas avós foram vacinadas contra o COVID-19. Tudo bem que ainda são as primeiras doses, mas dá um alívio em saber que elas estão recebendo o que são por direito. Embora sabemos das dificuldades de ainda manter a saúde pública, as pessoas querem ser vacinadas.

E, você, já levou a sua avó para vacinar? Lembrar que ainda o maior número de mortes são de idosos e pessoas com comorbidades. Então, leve a sua avó para tomar vacina.

A primeira vó, de 90 anos, Maria do Céu recebeu a vacina no posto de saúde, assim que acabou o carnaval. Mas não consegui fazer o registro.

Como resultado da procura dos imunizantes, o primeiro dia de vacinação para idosos acima de 85 anos criaram filas nos drive-thru da cidade.

A fila dentro do shopping Via Direta não parava algum minuto. Mesmo que fosse anunciado que o encerramento seria às 16 horas, alguns carros ainda insistiam.

Vou continuar acompanhando os meus parentes que estão sendo vacinada até o final do ano. Primeiramente, eu acompanhei a minha tia e agora minha avó materna, Áurea.

Para mostrar que todo o processo é simples em ser vacinado, fiz um vídeo mostrando como foi levar minha avó na vacina. Dê o play, portanto, a seguir:

Rádio comunitária é regulamentada no RN

Rádio Comunitária

De acordo com o Wikipedia, a Rádio Comunitária atende comunidades geográficas e comunidades de interesse. Eles transmitem conteúdo que é popular e relevante para um público local específico, mas que é pouco atendido pelas emissoras comerciais.

Uma outra definição aponta que as rádios comunitárias são operadas, pertencem e são influenciadas pelas comunidades que servem. Geralmente sem fins lucrativos e fornecem um mecanismo para permitir que indivíduos, grupos e comunidades contem suas próprias histórias.

Agora várias comunidades potiguares terão finalmente o direito de ter a Rádio Comunitária. Leia o texto até o final e saiba mais.

Regulamentação das Rádios Comunitárias

O Diário Oficial do RN nesta quarta-feira (19) regulamentou as Rádios Comunitárias potiguares através da Lei 10.762, de 18 de agosto de 2020, que institui o Programa de Fomento ao Serviço de Radiodifusão Comunitária do Estado do Rio Grande do Norte.

A lei foi de autoria do deputado estadual Ubaldo Fernandes, aprovada na Assembleia Legislativa e, por fim, sancionada pela governadora Fátima Bezerra.

Como funcionará

O programa tem o objetivo de fortalecer a comunicação comunitária no RN, através do sistema de Radiodifusão Comunitária. A intenção é apoiar a manutenção e o desenvolvimento de projetos continuados realizados pelo segmento. Além disso, pretende fortalecer o serviço no estado.

A nova Lei ainda visa a difusão do jornalismo, da cultura local e das atividades esportivas, promover os direitos humanos, a liberdade de expressão, informação e comunicação, a interatividade das comunidades, bem como a pluralidade de opiniões e a diversidade cultural.

O Programa de Fomento ao Serviço de Radiodifusão Comunitária do RN contempla também a promoção da informação local e da cultura regional assegurando a liberdade de expressão e ao direito à informação.

A execução do programa

Na realização do Programa serão selecionados projetos executados por associações culturais de radiodifusão comunitária outorgadas nos termos da Lei 9.612/98, sediadas no Estado do Rio Grande do Norte, respeitado o valor total de recursos estabelecidos no orçamento.

Para participar do programa a associação deve possuir autorização para executar o Serviço de Radiodifusão Comunitária, caráter representativo do setor, estar sediada no Estado do Rio Grande do Norte e comprovar experiência no fomento da radiodifusão há mais de 5 anos.

O Poder Executivo ainda determinará o órgão responsável, portanto, pela execução do programa na regulamentação da Lei.

Ao invés de furar quarentena, doe sangue

doe sangue na quarentena

Está saindo de casa, deixando as pessoas mais vulneráveis ao Covid-19. Só saia de casa quando realmente for necessário e não invente de fazer besteira em Ponta Negra, como muitos abençoados neste domingo (12). Que tal fazer uma ação de caridade? Doe sangue nesta quarentena!

Estamos há 120 dias neste perrengue e ao invés de deixar as outras pessoas em perigo, salve vidas!

Recentemente doei sangue e a estocagem do Hemonorte, órgão responsável pela doação de sangue em todo o Rio Grande do Norte, está baixo. Por isso, o Brechando resolveu montar um esquema de como funciona o dia de doação de sangue.

Fique tranquilo, o banco de sangue do estado está todo estruturado com as normas da Organização Mundial de Saúde (OMS) para que você não pegue o Coronavírus.

Confira o passo a passo a seguir:

1) Você vai ter uma entrevista com a assistente social

Se você está doando pela primeira vez, recebe este adesivo

Com a assistente social do Hemonorte, ela vai dar uma rápida orientação primeiramente de como funcionará o processo de doação de sangue, além de perguntar como estava a saúde e se estava cuidando contra o Coronavírus.

2) Após a assistência social, hora da pré-triagem

Sala da pré-triagem e da assistência social

A pré-triagem é um exame rápido de check-up, onde verificam se você está com peso ideal para doação, taxa de glicose, teste de exame de DST/HIV e pressão arterial. Rapidamente, eles te encaminham para uma outra sala, que será uma entrevista.

3) A entrevista, também conhecida como a triagem

Enquanto eu esperava

A entrevista é o motivo para que muitos doadores sejam barrados por apresentar algum problema que não seja bom para quem for receber o sangue futuramente. Eles vão perguntar se almoçou direitinho (ao contrário do exame de sangue, você deve comer antes de fazer), você tem piercing, tatuagem, se você tem parceiro fixo, se transou sem preservativo nos últimos seis meses e dentre outras coisas.

Se passar no teste, será entregue uma ficha para você lanchar.

4) Hora do lanche

Meu lanchinho, meu lanchinho…

Vai para a lanchonete do Hemonorte e entregue a ficha. O lanchinho é um biscoito e um suco de caixinha, cujo objetivo é não desmaiar no meio da coletagem do seu sangue. Só comer e esperar a sua vez.

5) Hora da coleta de sangue

Antes de ser furada

Numa sala com outras pessoas, você fica em uma cama e o enfermeiro prepara a bolsa que coletará quase meio litro de sangue. Confesso que fiquei um pouco de medo quando vi que a agulha intravenosa era bem grossa, mas estava com coragem.

Você deita na caminha bem alta para uma pessoa de 1,60m. Depois coloca o braço para fora e com um garrote bem apertado, segundo o enfermeiro “quanto mais apertado, menos dor”, você será furado. Então, você precisa abrir e fechar a mão bem rapidinho para que o sangue seja bombeado mais rápido.

Enquanto isso você fica de boas assistindo televisão.

A coleta de sangue, diferente do que aparenta na televisão, ela é super rápida e dura em torno de 10 minutos.

6) Lanchinho final

Após a coleta de sangue, você recebe um papel para afirmar se suas respostas foram verdadeiras ou não e, por fim, colocar na urna. Depois, o segundo lanchinho com a finalidade de não desmaiar no meio da rua, desta vez é um chocolate com o suco de caixinha.

Terminou o lanchinho? Hora de ir para casa e lembre-se portanto de descansar, beber bastante líquido e evitar de fazer traquinagem.

E, agora? Doe sangue na quarentena! Compartilhe este post para o máximo de pessoas possíveis!

Hemonorte funciona de segunda sábado, das 7 às 18h

Por que colocar novos prédios em Natal, hein?

Natal pode ser novamente verticalizada. O que significa isso? Um dos projetos do novo Plano Diretor da Cidade é a construção de prédios acima de três andares na orla de Natal, no qual o projeto já está em análise.

O crescimento de prédios é defendido com veemência pelo prefeito de Natal, Álvaro Dias, que criticou a orla da capital potiguar, dizendo que não incentiva os turistas a visitar à nossa cidade.

O Chefe do Município disse que a parte da praia poderia ter prédios, como Recife e Fortaleza, alegando que isso traria mais dinheiro para cidade.

Para isso vamos explicar todos os detalhes a seguir.

O que o prefeito quer com o Plano Diretor de Natal?

Plano Diretor de Natal
Foto: Assembleia Legislativa

O prefeito realmente quer prédios gigantes na cidade, é um projeto de construção desenfreada por toda a cidade, desrespeitando os limites que a sua infraestrutura pode suportar.

Além dos exemplos apontados, a prefeitura do Natal ainda defende as seguintes propostas:

• Eliminação do controle de verticalização no entorno do Parque das Dunas.

• Áreas de preservação reduzidas e permitir obras nestes lugares.

Dentre outros pontos, a prefeitura ainda se omite, em:

• Garantir o embargo dos “espigões” de Ponta Negra.

•  Omite na regulamentação das regiões de interesse pessoal.

Opiniões das entidades

“O “novo Plano Diretor” evidencia a submissão da proposta aos interesses do mercado especulativo-imobiliário, que deseja apropriar-se das belas paisagens da nossa cidade, ignorando os desejos, as necessidades e o direito à moradia da população. Além de não apontar soluções significativas para antigas questões pautadas, ignora os efeitos da lei na degradação ambiental e agrava a desigualdade socioespacial”, diz o grupo Salve Natal.

Mas, por que a verticalização não é legal?

Plano Diretor de Natal
Foto: G1

Ambientalistas, no entanto, criticam os impactos ambientais que culminaram na falta de ventilação de alguns lugares, visto que os prédios impedem a entrada da brisa na cidade, além de causar impactos na paisagem da cidade, afetando não só a vida dos moradores da cidade, mas também da fauna e da flora.

Do ponto de vista do conforto urbano, a proposta apresentada na última minuta aumenta a área impermeável dos terrenos de 80% para 90%. Assim, apenas 10% da área de cada terreno seria destinada à infiltração de águas pluviais de forma natural e mais barata, o que prejudica o reabastecimento das nossas reservas de água subterrânea.

Caso essa e outras novas regras sejam aprovadas, poderemos vivenciar o agravamento de problemas de abastecimento de água potável, de esgoto, de alagamentos e acidentes ambientais, como deslizamentos semelhantes ao de Mãe Luiza em 2014.

A cidade principalmente modificaria uma das mais belas paisagens brasileiras, patrimônio natural e cultural de todo o RN, com imenso potencial turístico. Prejudicaria ainda a circulação de ar, aumentaria o calor e os engarrafamentos na cidade.

Onde está o Plano Diretor agora?

O novo Plano Diretor atualmente está sendo revisado e pode permitir o retorno de arranha-céus. Um dos sinais foi a derrubada do Hotel Reis Magos, entregue para construção de um prédio.

Como funciona o Plano Diretor no Brasil

Primeiramente, o Plano Diretor já é garantido por lei através da Constituição Federal e Estatuto da Cidade, principalmente para população acima de 20 mil pessoas.

É um instrumento para dirigir o desenvolvimento da cidade através de seus aspectos econômicos, físico e social. O objetivo é fornecer às pessoas moradia, trabalho, saúde, educação, cultura e lazer. Mas, o espaço da cidade é parcelado, sendo objeto de apropriação, tanto privada (terrenos e edificações) como estatal (ruas, praças, equipamentos etc).

Por isso, um planejamento adequado e racional é necessário para propiciar desenvolvimento econômico e social. E é partir daí que surgem os planos urbanísticos. O Plano de Diretor Municipal consiste em uma lei municipal para impor obrigações aos proprietários de solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado.

A intenção é que o planejamento urbano seja revisto a cada 10 anos, no qual consiste na criação e desenvolvimento de programas e serviços que visam a melhorar a qualidade de vida da população de áreas urbanas.

Posição do Ministério Público pensa sobre o assunto

Plano Diretor de Natal
Foto: G1

O Ministério Público, através da Promotoria do Meio Ambiente, após uma análise na minuta de revisão do Plano, verificou 47 artigos que necessitam de regulamentação posterior. Isso significa que não trazem mudança imediata para a vida dos cidadãos, já que dependerão de uma nova lei.

Essa lei citada acima também não tem prazo para ser realizada, retardando sua aplicação. Temas como adequação das calçadas, urgente para pessoas com mobilidade reduzida, possibilitando acessibilidade e o direito à cidade, continuarão sem prazos de resolução.

Foi criado documentário para falar sobre a verticalização de Natal

O tema especulação imobiliária e verticalização virou um filme dos alunos de Audiovisual da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), sob a coordenação do professor Ruy Rocha.

O nome é “Tire as Construções da Minha Praia”, uma alusão à música “Lucro” do Baianasystem, uma vez que crítica a verticalização das orlas do Nordeste. Além disso, exclui as camadas mais pobres.

“Faz uma reflexão sobre como as mudanças favorecem a verticalização da orla da cidade. Isso beneficia a especulação imobiliária com construções residenciais voltadas para uma pequena parcela da sociedade. Consequentemente, as pessoas que residem em comunidades localizadas nas áreas em questão,com mais de 50 anos de vivência, seriam retiradas de suas moradias”, disse o professor Ruy Rocha, que também apresenta o programa Contra-Fluxo na Rádio Universitária. Ainda é coordenador da Especialização em Documentário.

Onde ver essas informações ?

Um grupo chamado “Salve Natal” está realizando um ciberativismo na capital potiguar para explicar a população os perigos de verticalizar Natal e aprovar um plano de urbanização na surdina.

Além disso, eles realizam um abaixo-assinado para mobilizar a população. Se você é contra portanto assine e garanta uma cidade mais ecologicamente correta.