Conheça o projeto Música Preta Potiguar, que reúne artistas locais

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Sabia que tem muitos artistas negras arrasando no Rio Grande do Norte? Por isso, o produtor cultural Diego Lima resolveu criar o projeto Música Preta Potiguar. Primeiramente, desde o dia 02 de julho foi lançada uma série audiovisual que reúne performances musicais ao vivo. Todos os vídeos foram em formato de sessions intimistas em estúdio. Além disso, contou com entrevistas dos artistas da cena independente potiguar.  

Em seguida, o projeto foi lançado no YouTube e apresentará, ao longo de três semanas. Foram diferentes trajetórias, sonoridades e experiências que ajudam a construir a identidade da música preta produzida no estado.

A intenção do produtor cultural foi fornecer  visibilidade, difundir e fortalecer a produção musical negra potiguar. Nesta primeira temporada reúne, portanto, três nomes que representam diferentes linguagens da música contemporânea produzida no Rio Grande do Norte. 

Os artistas que participaram

A estreia aconteceu com Jennify C., DJ, rapper, produtora musical e performer que vem se consolidando como um dos principais nomes da nova cena eletrônica potiguar. 

O segundo episódio da Sourebel, banda que une as raízes do reggae jamaicano às influências afro-nordestinas em um repertório marcado por ancestralidade e consciência social.

A banda Sourebel é a convidada do segundo episódio do Música Preta Potiguar. Atuando desde 2014, a Sourebel consolidou uma identidade própria ao unir as raízes do reggae jamaicano às influências afro-nordestinas. Formada por integrantes oriundos de bairros periféricos, a banda utiliza a música para abordar temas ligados à consciência sociala. Também incluindo a ancestralidade, empoderamento e valorização da cultura negra.

Ao longo da carreira, o grupo participou de importantes festivais como Festival Dosol, Festival Mada, Festival Munguzá, Festival Sonora e Circuito Cultural Ribeira. Como resultado, virou uma das referências da música independente potiguar.

O reconhecimento da banda também se reflete nas premiações. No ano passado, o grupo conquistou o troféu de Banda do Ano no Prêmio Hangar de Música . Com o álbum SRB, obraa banda marcou um novo momento na trajetória e fortaleceu a presença na cena potiguar. No ano seguinte, em abril de 2026, a banda repetiu o feito ao vencer novamente na mesma categoria.

Ainda mais a premiação foi entregue pelos integrantes da banda Grafith, em um gesto simbólico de reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo grupo. 

Último episódio

Encerrando a temporada, o projeto divulga a session de Gracinha, cantora, compositora e multi-instrumentista que se destaca na cena independente com um trabalho que transita entre o dream pop, o indie pop e a neo-psicodelia.

Além de destacar artistas diante das câmeras, o projeto também fortalece a representatividade nos bastidores ao reunir uma equipe formada majoritariamente por profissionais negros do audiovisual, da música e da produção cultural. A iniciativa busca ampliar a visibilidade da produção musical negra potiguar e contribuir para a construção de uma cena cultural cada vez mais diversa, plural e representativa.

O Música Preta Potiguar foi realizado por meio do Edital de Fomento ao Audiovisual e Jogos Eletrônicos, na categoria de Ações Culturais, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio da Fundação José Augusto, da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Norte, do Sistema Nacional de Cultura, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

SERVIÇO

  • Música Preta Potiguar 
  • Onde assistir: Canal Música Preta Potiguar no YouTube, sempre a partir das 12h.
  •  Link: https://www.youtube.com/@MusicaPretaPotiguar  
  • Instagram:  @musicapretapotiguar
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Oi, eu sou o Goku. Mentira, meu nome é Lara. Sou jornalista e publicitária formada pela UFRN, natural de Natal. Sempre fui de humanas. Tem um blog para expor as suas curiosidades e anseios desta vida e mostrar os diferentes lados da vida urbana.
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