O que é a greve internacional de mulheres?

A próxima quinta-feira, 8 de março, comemora-se o Dia Internacional das Mulheres. Por isso, um grupo de mulheres convoca uma greve nacional feminina que está englobando diversos países. Tudo começou com um texto do chamado para a paralisação mundial foi assinado por Angela Davis, Cinzia Arruzza, Keeanga-Yamahtta Taylor, Linda Martín Alcoff, Nancy Fraser, Tithi Bhattacharya e Rasmea Yousef Odeh; importantes teóricas feministas e militantes do movimento. O documento faz remonta à Marcha das Mulheres contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sugere que este evento deve ser considerado apenas como o primeiro de um movimento feminista.

Ainda solicita que o mesmo foco mantido naquela manifestação – reconhecendo a importância de relacionar as condições de gênero, raça e classe das mulheres – sejam mantidas. Assim como o Women’s March, que foi observado no blog, o protesto internacional é um dos mais importantes do movimento feminista atual.

A convocação pode ser lida neste link.

Depois passou para outros países, como a Argentina, quando uma das porta-vozes do “Ni Una Menos”, movimento argentino que surgiu após os casos de feminicídio, assassinato de mulheres feitas por companheiros, no país. O objetivo é protestar contra o feminicídio, a exploração no trabalho/econômica e a desumanização e desierarquização das mulheres.

O movimento pede para: Greve total, parar no trabalho e nas tarefas domésticas e sociais ou parcial, parando o trabalho por algumas horas. Caso não seja possível parar no seu trabalho, usar elementos que simbolize a causa, como vestir roupa preta e protestar nas redes sociais. Boicote a empresas que usam o sexismo em suas propagandas ou lugares misóginos. Além disso, pode participar de marchas.

Ao todo, mais de 30 países também planejam fazer a greve, prevendo um histórico Dia da Mulher. Grupos feministas da Austrália, Bolívia, Brasil, Chile, Costa Rica, República Checa, Equador, Inglaterra, França, Alemanha, Guatemala, Honduras, Islândia, Irlanda do Norte, Irlanda, Israel, Itália, México, Nicarágua, Peru, Polônia, Rússia, El Salvador, Escócia, Coreia do Sul, Suécia, Togo, Turquia, Uruguai e EUA confirmaram a convocatória que tem o objetivo de deixar escritórios, lojas, fábricas ou qualquer trabalho sem a presença do sexo feminino para protestar contra as desigualdades de gênero e a violência machista.

O protesto internacional é inspirado no Dia Livre das Mulheres islandesas de 1975, quando 90% das cidadãs deixaram seus postos de trabalho em 24 de outubro desse ano para protagonizar uma grande manifestação nas ruas do país e marcar um ponto de inflexão na luta pela igualdade de direitos.

Portanto, a paralisação é também um levante contra o levante conservador que vem se dando no ocidente, a fim de colocar mulheres corajosas na vanguarda da luta feminina e contra as leis visam diminuir direitos e segregar minorias.

Cadê o ônibus que estava aqui? Relato de uma sexta-feira em Natal

Parecia que as pessoas fugiam de um apocalipse zumbi. Esta foi a sensação que eu tive quando vi um amontoado de pessoas entrando no ônibus. A ansiedade era sentida a quilômetros de distância. Estavam cansados, exaustos e aliviados.

Ninguém sabia se voltariam para casa. O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários (Sintro) havia parado todos os ônibus da cidade, alegando que os patrões não realizaram o aumento que foi acordado. Eles decidiram marcar o indicativo de greve para 11 de agosto, próxima terça-feira. O que aconteceu hoje foi um aperitivo do que ainda estar por vir.

Todos os veículos ficaram paralisados na sede do sindicato, que fica na Avenida Rio Branco, uma das principais vias do bairro Cidade Alta. Quem conseguiu ir para escola ou trabalho mais cedo teve um misto de felicidade e temor, pois se perguntavam: “Como vou para casa?”.

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