Tu sabes o que foi o Hotel Reis Magos?

Os natalenses admiravam a beleza de um prédio cheio de curvas na década de 60 e 70.  Era um luxuoso hotel que hospedava diversos turistas, inclusive celebridades. Porém, o prédio deixou de existir no início deste ano numa demolição que dividiu a opinião dos natalenses. Aquele prédio abandonado na orla da praia do Meio, entretanto, tinha uma grande história para contar.

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No início deste ano, a Prefeitura derrubou o Reis Magos

No dia 8 de janeiro, Governo do Estado juntamente ao Tribunal de Justiça do RN, desistiu de tombar o prédio. Assim, deu carta branca para a Prefeitura do Natal emitir a autorização da demolição.

Desde 1995 estava desativado. Neste período o hotel foi vendido, contudo, para o Hotéis Pernambuco. Inicialmente prometia uma reforma para dar continuidade nas atividades. Entretanto, nunca houve a continuidade. 

O que foi um dos cartões-postais da cidade, estava então completamente abandonado. Ocasionalmente pessoas invadem o local para roubar alguns móveis que restaram e o lixo por conseguinte tomava conta do prédio.

O Prefeito Álvaro Dias, que é a favor dos prédios na orla da cidade, acompanhou de perto o processo de demolição.

A história do turismo no Hotel Reis Magos

Tinha 63 apartamentos. Havia uma suíte presidencial, recepção, salões nobres, elevadores, parque aquático, sauna, playground, restaurante, estacionamento, boate, salão de beleza, áreas de lazer, lojas e serviço médico. Sem contar que havia um saguão abrigado para embarque e desembarque. A ambientação ficou por conta de Janete Costa e o paisagismo por Gilda Pina.

Os arquitetos escolheram esta área por oferecer uma infraestrutura de acesso. Além disso, forneceram água e vias pavimentadas. O outro fato crucial foi o fato de ser próximo do centro e do Forte dos Reis Magos.

Sua inauguração aconteceu no dia 7 de setembro de 1965. Teve show da Orquestra de Frevos de Nelson Ferreira. Inicialmente administrado pela Emprotur, de responsabilidade do governo do estado. Além disso, posteriormente, durante 15 anos, o Hotel dos Reis Magos esteve arrendado à rede Tropical Hotéis. Era uma empresa que pertenceu à Varig, companhia que faliu em meados de 2000s.

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boate Royal Salute

O que foi a boate Royal Salute em Natal ?

O Royal Salute é uma marca de uísque escocês produzida pela Chivas Brothers, fundada em 1801 em Aberdeen, na Escócia. A bebida é considerada uma das mais refinadas pelo fato dela ser envelhecida aos 21 anos e a sua garrafa é produzida por uma porcelana inglesa. Facilmente custa três dígitos. O nome é uma homenagem a coração da rainha Elizabeth.  Em homenagem à esse produto, a boate Royal Salute em Natal na década de 80 abriu com esse nome e ficava no térreo do Hotel Reis Magos, na praia do Meio, que foi demolida neste ano.

 A gente já falou um pouco desta boate no texto, mas achamos mais material sobre o assunto.

A boate foi fundada pelos irmãos Galindo, hoje fundadores da churrascaria Fogo e Chama, concorrente direta do Sal e Brasa na capital potiguar. Seus nomes eram Paulo e Bosco, nas fotos que achamos da Royal eram rodeados por colunistas sociais, pessoas consideradas e bonitas, além de vestir sempre na grife. Como nesta imagem a seguir:

Os irmãos Pauloe Bosco Galindo (Fotos de arquivo)

O objetivo era tocar o melhor das boates do Brasil e da Europa, um dos DJs mais famosos era o Solon Silvestre, que hoje é apresentador de televisão e conhecido pelos programas de vendas de imóveis e carros nos canais potiguares.

Entrada do Royal Salute. Preste atenção nos trajes em Black Tie (Fotos: Arquivo)

Pernambucano, Paulo Galindo chegou a Natal nos anos 80, iniciando na capital potiguar uma carreira voltada para a implantação de estabelecimentos focados nas áreas de lazer, gastronomia e eventos, sempre junto com o irmão e parceiro, Bosco Galindo. Pela mãos de ambos passaram o “Reizinho Praia Chopp”, que funcionava na frente do Hotel Reis Magos, o “Chaplin”, na Praia dos Artistas e o “Portal das Dunas”, na Praia de Santa Rita.

O público comum era a elite natalense, que incluia empresários, herdeiros, políticos e colunistas sociais. Aqui tem um vídeo com fotos de como era a boate potiguar. Veja a seguir:

Prefeitura parece ter destinado o que acontecerá com o Hotel Reis Magos

Antes do feriado, a Prefeitura do Natal divulgou um release da assessoria dando parecer favorável para demolição hotel. Por que estou falando isso? Na última sexta-feira (28), antes do feriado, ele se reuniu com o representante do grupo Hotéis Pernambuco, proprietário do imóvel. O prefeito convidou o empresário José Pedroza, membro do Conselho de Administração do Hotéis Pernambuco, para expor os planos para a área hoje degradada. Pedroza ratificou o interesse do grupo que representa em investir no local e dar início a um novo projeto comercial. O tipo de negócio que será feito, segundo o empresário, ainda não está definido e vai depender de uma análise de mercado.

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As opções, segundo o presidente do grupo, são: um novo hotel, centro comercial ou um outro tipo de empreendimento.

Neste mesmo release, Carlos Eduardo ressaltou a necessidade de haver um investimento que propicie a revitalização da área, localizada em um dos principais corredores turísticos da cidade. A avaliação do prefeito é de que o novo investimento vai gerar retorno em termos econômicos para a cidade e também em qualidade de vida para a população, que terá um espaço revitalizado para atividades de lazer e esporte.

Nesta mesma notícia publicada pela assessoria de imprensa disse:

“A melhor notícia que o grupo Hotéis Pernambuco está dando para Natal é que o investimento é irreversível. Será realizado e vai transformar aquela importante área da nossa orla que hoje está degradada, aumentando seu potencial atrativo para natalenses e turistas. Isto, por sua vez, também gera novas possibilidades para a nossa economia e em geração de empregos”, comemora o prefeito Carlos Eduardo. Ainda na reunião, o empresário José Pedroza confirmou para o prefeito natalense a intenção de atender ao seu pedido para homenagear Aluízio Alves, batizando o futuro empreendimento com o nome do ex-ministro e ex-governador potiguar, falecido em 2006.

Em termos jurídicos, não há mais empecilhos para que o Hotéis Pernambuco dê sequência ao novo projeto. Em função disso, o corpo técnico do grupo está preparando a documentação necessária para requerer à Secretaria de Meio-Ambiente e Urbanismo de Natal (Semurb) as novas licenças para o projeto. Em paralelo, vai encomendar a pesquisa de mercado para definir o tipo de empreendimento que será erguido no local.

O Hotel Internacional dos Reis Magos era considerado um símbolo do turismo potiguar, uma vez que foi o primeiro empreendimento turístico de alto padrão no Rio Grande do Norte. Foi construído ainda no governo de Aluízio Alves, tio de Carlos Eduardo Alves. O empreendimento saiu do papel porque contou com recursos da Aliança para o Progresso, do Banco Internacional de Desenvolvimento e do Governo Federal, através da ação da Sudene. O projeto foi elaborado pelos arquitetos pernambucanos Waldecy Pinto, Antônio Didier e Renato Torres.

O local era bastante luxuoso, tinha 63 apartamentos, uma suíte presidencial, recepção, salões nobres, elevadores, parque aquático, sauna, playground, restaurante, estacionamento, boate, salão de beleza, áreas de lazer, lojas, serviço médico, e um saguão abrigado para embarque e desembarque. A ambientação ficou por conta de Janete Costa e o paisagismo por Gilda Pina.

A escolha do terreno também obteve a participação dos arquitetos. Eles escolheram esta área por oferecer uma infraestrutura de acesso, além de fornecer água potável, vias pavimentadas e ser próximo do centro da cidade e dos principais pontos turísticos, inclusive o Forte dos Reis Magos.

O prédio foi fechado há 20 anos após o Governo do Estado ter privatizado, na época de Garibaldi Filho, sobrinho de Aluízio.

Em janeiro deste ano, a juíza Moniky Maia Costa Fonseca, da Justiça Federal, decidiu negar o provimento a ação cível proposta pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) contra o Município de Natal e a empresa Hotéis Pernambuco S/A, citada acima, na ação que impede a destruição do Hotel Reis Magos.

Para a juíza, o alegado valor histórico e cultural que entidades autoproclamadas defensoras de tais valores diz ter não é suficiente para manter de pé as ruínas do Reis Magos. Com a revogação da liminar, impetrada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), os proprietários ficam livres para fazer novas intervenções estruturais no imóvel.

Há quase três anos, a empresa pernambucana tentou obter da prefeitura licença para demolir o hotel, foi quando um grupo que se designa Instituto dos Amigos do Patrimônio Histórico e Artístico-Cultural e da Cidadania (IAPHACC) foi à Justiça Estadual alegar que o hotel tem relevante interessa patrimonial, histórico e cultural. Quando a derrota parecia iminente na esfera estadual, o IAPHACC chamou o Iphan para fazer parte da briga. Por ser órgão federal, o processo foi deslocado para a Justiça Federal, e recomeçou o imbróglio.

A Justiça Federal determinou em 2015, liminarmente, que não poderia haver a demolição do prédio. Posteriormente ordenou que o Ipham cuidasse do processo de tombamento se quisesse preservar o edifício. Mas tem havido dificuldades para enquadrar o Hotel Reis Magos nos critérios de relevância que atendem ao processo de tombamento. Em janeiro de 2016, a Justiça Federal (JF), por unanimidade, deu novamente o parecer favorável contra a demolição do Hotel Internacional Reis Magos, localizado na Praia do Meio, zona Leste de Natal. Após recorrerem, a decisão sobre a demolição só seria feita após a conclusão do processo de tombamento. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a Fundação José Augusto (FJA) abriram processo de tombamento no mês seguinte. Porém, até agora não foi concluído.

Juíza concede autorização para demolição do Hotel Reis Magos

Após a luta para a revitalização do prédio em Natal, o Hotel Reis Magos pode ser demolido. Os noticiários comentam que a juíza Moniky Maia Costa Fonseca, da Justiça Federal, decidiu negar o provimento a ação cível proposta pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) contra o Município de Natal e a empresa Hotéis Pernambuco S/A na ação que impede a desstuição do Hotel Reis Magos.

Para a juíza, o alegado valor histórico e cultural que entidades autoproclamadas defensoras de tais valores diz ter não é suficiente para manter de pé as ruínas do Reis Magos.

Há dois anos, a empresa pernambucana tentou obter da prefeitura licença para demolir o hotel, foi quando um grupo que se designa Instituto dos Amigos do Patrimônio Histórico e Artístico-Cultural e da Cidadania (IAPHACC) foi à Justiça Estadual alegar que o hotel tem relevante interessa patrimonial, histórico e cultural. Quando a derrota parecia iminente na esfera estadual, o IAPHACC chamou o Iphan para fazer parte da briga. Por ser órgão federal, o processo foi deslocado para a Justiça Federal, e recomeçou o imbróglio.

A Justiça Federal determinou em 2015, liminarmente, que não poderia haver a demolição do prédio. Posteriormente ordenou que o Ipham cuidasse do processo de tombamento se quisesse preservar o edifício. Mas tem havido dificuldades para enquadrar o Hotel Reis Magos nos critérios de relevância que atendem ao processo de tombamento. O prazo para o edifício ser tombado se esgota em fevereiro.

O Hotel Internacional dos Reis Magos era considerado um símbolo do turismo potiguar, uma vez que foi o primeiro empreendimento turístico de alto padrão no Rio Grande do Norte. Foi construído ainda no governo de Aluízio Alves. O empreendimento saiu do papel porque contou com recursos da Aliança para o Progresso, do Banco Internacional de Desenvolvimento e do Governo Federal, através da ação da Sudene. O projeto foi elaborado pelos arquitetos pernambucanos Waldecy Pinto, Antônio Didier e Renato Torres.

O local era bastante luxuoso, tinha 63 apartamentos, uma suíte presidencial, recepção, salões nobres, elevadores, parque aquático, sauna, playground, restaurante, estacionamento, boate, salão de beleza, áreas de lazer, lojas, serviço médico, e um saguão abrigado para embarque e desembarque. A ambientação ficou por conta de Janete Costa e o paisagismo por Gilda Pina.

A escolha do terreno também obteve a participação dos arquitetos. Eles escolheram esta área por oferecer uma infraestrutura de acesso, além de fornecer água potável, vias pavimentadas e ser próximo do centro da cidade e dos principais pontos turísticos, inclusive o Forte dos Reis Magos.

O prédio foi fechado há 20 anos após o Governo do Estado ter privatizado.

Em janeiro do ano passado, a Justiça Federal (JF), por unanimidade, deu novamente o parecer favorável contra a demolição do Hotel Internacional Reis Magos, localizado na Praia do Meio, zona Leste de Natal. A decisão sobre a demolição só seria feita após a conclusão do processo de tombamento.

Em 2014, o Instituto dos Amigos do Patrimônio Histórico e Artístico-Cultural e da Cidadania (IAPHACC) solicitou o tombamento do Hotel às três instâncias governamentais. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a Fundação José Augusto (FJA) abriram processo de tombamento.

A Fundação tombou provisoriamente o prédio e o processo de tombamento do IPHAN está em conclusão.