velório Carlos Alexandre

Esta foto foi no enterro de Carlos Alexandre

Perambulando nas redes sociais encontrei a foto do enterro de Carlos Alexandre. Seu nome de batismo primeiramente é Pedro Soares Bezerra. Filho de Gennaro Bezerra Martins e Antonieta Feconstinny Bezerra, Carlos Alexandre nasceu em Nova Cruz. Contudo, viveu toda a sua vida no bairro Cidade da Esperança, na Zona Oeste de Natal. A carreira de Carlos Alexandre começou em 1975 quando, ainda utilizando o nome artístico de “Pedrinho”.

Mas, após ter sido chamado pelo radialista Carlos Alberto, que iria ajudar na sua carreira, ele começou a se chamar Carlos Alexandre. O cantor juntamente com Gilliard, o mesmo participou da campanha do radialista para vereador de Natal.

Em janeiro de 1978 Carlos Alexandre viajou à São Paulo, para gravar seus discos pela RGE. Carlos Alexandre gravou um compacto que vendeu 100 mil cópias. Depois, gravou o seu primeiro LP “Feiticeira”, ainda em 1978, que o consagrou vendendo 250 mil cópias. Entretanto, um acidente de carro matou o artista que tinha apenas 33 anos.

O acidente foi tão feio e chocante, que a Tribuna do Norte registrou na manchete:

Imagem acima mostra os fãs abarrotados no enterro de Carlos Alexandre. O sepultamento do cantor aconteceu, portanto, no Cemitério do Bom Pastor, onde seu túmulo ainda recebe visita de fãs.

A foto resgatei desta reportagem da revista “Contigo“, que acompanhou o enterro do cantor:

Apenas um Oliveira

Apenas um cantor chamado Oliveira

Quando vi Vik Romero e Luan Bates divulgando o single de “Apenas Um Oliveira” não sabia se seria uma coletânea de músicas com brasilidade ou um novo cantor no pedaço. E era a segunda opção. Apenas um Oliveira é o nome artístico do músico Thiago Oliveira, uma vez que tirou onda com a quantidade de gente com este sobrenome.

Pesquisando no Google, você descobre que Oliveira está no top 10 dos sobrenomes mais comuns no Brasil. Vindo diretamente de Portugal para gente. Por isso, para falar sobre a realidade do povo brasileiro, que Oliveira, o cantor, foi para a música. Apesar de ter começado jovem na igreja tocando baixo, assim como muita gente boa na arte começou.

No final deste ano, ele lançou um single chamado “Dia de Festa no Morro” como uma homenagem aos familiares que deixou na terra paulistana.

Quarentena e saudade motivaram a fazer música

A pandemia do Covid-19 fez muitas pessoas repensarem e terem sentimentos mais variados possíveis. Um deles, por exemplo, foi a saudade. Assim, Oliveira ficou revisitando fotos de família, discos e memórias da rua, dos bares, da cerveja gelada, churrascos e sábados ensolarados… E veio a ideia de fazer uma canção…

Apenas um Oliveira
Capa do Single

O músico de 34 anos apresenta a história de um cara comum, nada novo, um verdadeiro malandro chamado Luiz, abordando um cenário cotidiano com doses de nostalgia, tendo por conseguinte o sábado de festa no morro um espaço/tempo essencial para as conexões sociais.

Você pensa que é um sambinha lendo essa descrição. No entanto, ele faz um verdadeiro samba rock, que mistura samba, soul e elementos do R&B e hip-hop lo-fi. Aí você sente o cheiro de Tim Maia, pai do soul brasileiro, o sambista Cartola e também o hip-hop de Childish Gambino.

Escute a canção, portanto, na íntegra a seguir:

Álbum para 2021

Segundo o cantor, este é o primeiro gostinho do álbum “Bilhete aos que Chegarem”. Que está em produção com o objetivo de ser finalizado em 2021, percorrendo mais intensamente essas referências logo acima.

Após a produção do single “Dela” em 2019, Oliveira reuniu-se novamente com Vik Romero (Yung Vikos, Talude, Ardu) para gravar este novo single. “Dia de Festa no Morro” já está disponível nas principais plataformas de streaming e é o primeiro trabalho de Thiago a ser lançado com o selo potiguar Nightbird Records.

Há cerca de dois anos, Oliveira se mudou para Natal-RN para estudar produção cultural, e não demorou muito para se colocar em ação na cena potiguar: em 2018 ajudou a fundar a banda Dega. Além disso, iniciou seu projeto solo, como cantor e compositor, após um problema na mão forçá-lo a parar de tocar baixo.

Melro

Melro, um potiguar radicado no Rio de Janeiro

Do Rio de Janeiro para o mundo ou seria do Rio Grande do Norte para o mundo? Não importa, Melro é de todos os lugares, principalmente se for perto do mar, visto que ele convive nesse ambiente e isso foi sua inspiração para o primeiro single, “Conversa de Pescador”, que fala de um homem que vaga pela noite com sua jangada no mar para garantir seu pescado numa cidade cercada de prédios.

“As paisagens litorâneas estão presentes na estética que me atravessa. Embora não seja uma pessoa solar, gosto de saber que a praia vai estar bem ali pertinho. Essa praia que me habita traz suavidade, calma e uma agradável neblina. O vento bate frio no rosto enquanto o sol do fim da tarde aquece com todo o equilíbrio e calma da mudança de seu turno com a lua. Essa é a paisagem que me atravessa e as cores com as quais eu tento pintar minhas canções”, completa o artista, que compôs a letra. Já a sonoridade de “Conversa de Pescador” foi construída ao lado de Renato Amu, responsável pela produção e execução de todos os instrumentos (violão, guitarra, baixo e sequencers).

Mesmo querendo mostrar seu lado litorâneo, ele bebeu como fonte o britshpop. Escute a seguir:

Melro é o alter-ego do cantor e compositor Márcio de Andrade, que estava há algum tempo guardado e só agora tomou viva.

Origem do Melro

Vocalista com experiência em bandas potiguares como Ledgers e Astúria e a carioca Inventário, Marcio mostrou sua versatilidade ao integrar coros-cênicos, sendo solista do Coletivo Embando e do grupo vocal Dá No Coro. Além disso, formou-se ator na centenária Escola Estadual de Teatro Martins Penna.

A ideia do Melro surgiu quando Andrade conheceu o produtor carioca Renato Amu. Ele o convidou a gravar a voz em uma canção sua, “Convidada Indesejada”. Logo notaram o diálogo e afinidades estéticas entre suas ideias. Durante uma pausa na gravação, Marcio tocou uma canção de sua autoria: “Conversa de Pescador”. Amu então sugeriu que a gravassem também, registrando assim as duas primeiras faixas do projeto solo Melro.

O nome veio de inspiração de uma antiga conta do cantor no Tumblr para postar poemas.

Além de Conversa de Pescador, ele tem um clipe chamado “Convidada Indesejada”, cujo vídeo foi gravado no litoral do Recife com direção de Sylara Silvério e roteiro de Carlos Augusto Domingos, que também são potiguares.

Confira o clipe a seguir:

Cabrito

Cabrito quer disputar vaga de vereador em Natal

Cabrito ou Tertuliano Aires anunciou neste mês nas redes sociais que é pré-candidato a vereador de Natal, através do PC do B. As eleições estão previstas, inicialmente, para outubro deste ano. Mas, não sabemos se será adiada, uma vez que o Brasil e o mundo estão passando pela crise por conta do aumento de infecções do Covid-19, apesar de não haver declaração do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Imaginando a polêmica na Câmara Municipal de Natal, uma vez que Júnior Groovador já admitiu que vai ser candidato na imprensa potiguar.

O anúncio feito com a imagem de Lenin, líder da Revolução Russa de 1917, pode ser vista a seguir:

 

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Os amantes da noite natalense sabem quem ele é pelo fato de fazer shows nos principais cabarés da capital potiguar e pelas músicas nada puritanas.

Sua carreira musical, entretanto, é de longa data, uma vez que atua como compositor de longa data e já teve músicas interpretadas por Khrystal.

O Cabrito é pornográfico e ele mesmo admite isso. Tornou sucesso na internet no início de 2010 e quando faz shows nos cabarés é prejuízo para as prostitutas, pois todo mundo quer ouvir o seu brega pornô.

A ideia surgiu no final dos anos 80, durante o veraneio em Pititinga, quando ficava parodiando as músicas de famosos com letras escrachadas, debochadas e obscenas.

As primeiras composições foram feitas em 1997 e as gravações distribuídas em fitas cassetes.

Em 2012, ele lançou o DVD “Os Nominhos Que Ela Tem”, que é uma frase de uma de suas músicas que fala sobre a vagina.

Por trás do cantor Cabrito

Tertuliano Aires nasceu em Mossoró e veio para capital do Rio Grande do Norte aos 12 anos, em 1968, pois sua família estava procurando um emprego. Começou a sua carreira musical na década de 70, quando ingressou na banda Alcateia Maldita. Todos integrantes tocavam rock n’roll e faziam músicas próprias. Com o fim da banda, ele começou a escrever as suas canções.

Apesar de estarem no corpo de uma só pessoa, o Cabrito e Tertuliano têm características diferentes. Cabrito ou Tertuliano disse que queria fazer essas canções para obter um diferencial e que faltavam músicas diretas. Os ritmos das canções são do estilo brega. Apesar de estarem no corpo de uma só pessoa, o Cabrito e Tertuliano têm características diferentes, visto que a segunda pessoa citada possui um trabalho mais social.

O nome Cabrito surgiu visto que é um dos nomes do demônio que para ele é nada mais que o copo, as vontades e o prazer. Sobre a censura, ele afirma que já sofreu sim e que os movimentos sociais implicam muito com ele.

Há oito anos, nos tempos que ainda era uma foca, fiz uma entrevista com ele para o Portal Nominuto, que pode ser conferida a seguir.

Escute a seguir o Cabrito: