Mãe Luiza 40 e 50

Fotos de Mãe Luiza na década de 40 e 50

Primeiramente você percebe algumas mudanças do que hoje chamamos de Mãe Luíza. Achamos cinco fotografias de como era Mãe Luiza nos anos 40 e 50, algumas são antes da chegada do farol de mesmo nome e outra quando o monumento tinha sido recentemente inaugurado.

Sem contar que é um pouco de como era o que seria o futuro bairro, que surgiu por um grupo de pescadores em cima de uma duna. Desde o começo o local era visto como preconceito conforme falamos numa matéria anteriormente. Dá pra ver que os carros e as casas eram totalmente diferentes do que vemos hoje os carros diferentes e muitas casas eram de taipa.

Peguei essas imagens no grupo Fatos e Fotos Natal das antigas no Facebook.

Confira as fotos, portanto, a seguir:

Origem do bairro de Mãe Luiza

No início do século 20, um grupo de pessoas começaram a criar residências em volta do terreno do Ministério da Guerra, chamado de Mãe Luíza. As casas eram improvisadas e o local inicialmente era de difícil acesso, uma vez que ficara perto de dunas e estava próximo dos novos bairros de elite, como Tirol e Petrópolis. As primeiras casas ficavam próximas da praia.

Já o Farol surgiu apenas em 1949 e sua primeira estrada em direção ao morro apenas em 1951, com a inauguração do monumento. No entanto, mais casas surgiram ao seu redor, causando espanto na elite da época. Muitos eram agricultores e pescadores, muitos deles vindos de outras cidades para buscar melhores condições em Natal.

Afinal, por que recebe este nome? Este é o resultado do post.

Homenagem a uma parteira chamada Mãe Luiza mesmo?

A história da parteira nunca foi oficializada. No entanto, a história tem origem dos antigos moradores e apresenta várias versões. Seu nome é Joana Luíza Pirangi, uma parteira que atendia em vários lugares de Natal. Outros, porém, alguns relatam contam ser uma lavadeira prestadora de serviços do Exército, uma vez que o terreno de Mãe Luíza pertencia inicialmente às Forças Armadas.

Portanto, não se sabe quem foi a Luíza de verdade, apenas suposições.

Quando foi considerado bairro

A regularização do loteamento aconteceu no ano de 51, quando entidades brigaram pela regularização, embora muitos queriam expulsar os moradores, alegando estarem invadindo um terreno público, mas, na verdade, estavam ocupando espaços que não demarcados e muito menos utilizados. Já falamos aqui a diferença entre ocupação e invasão.

Apesar deste grande espaço, a Prefeitura do Natal só considerou Mãe Luíza como bairro apenas sete anos depois.

A definição de bairro se deu pela Lei nº. 794, de 23 de janeiro de 1958, sancionada pelo Prefeito Djalma Maranhão, teve seus limites redefinidos pela Lei nº. 4.330, de 05 de abril de 1993, oficializada quando da sua publicação no Diário Oficial do Estado em 07 de setembro de 1994.

Por falar em Djalma Maranhão, o mesmo utilizou Mãe Luíza para realizar um dos projetos de alfabetização mais inovadores, o “De Pé No Chão Também se Aprende a Ler”, no qual contamos a história aqui.

Cidade Satélite NÃO é um bairro, assista o vídeo

Na zona Sul, Cidade Satélite é uma das moradas de muitos natalenses. Próximo de uma das principais avenidas de Natal, Prudente de Morais, o local é um ponto de referência tanto para quem vai de carro quanto aqueles que usam o trem. 

A maioria dos natalenses falam que é um bairro ou pensam que é um. Tanto que nos endereços não mencionam que Satélite, na verdade, é um conjunto habitacional. Na verdade, ele fica no bairro de Pimtibu, próximo de Nova Parnamirim e perto de Macaíba. Mas, existe uma história por trás.  

Então, por que Cidade Satélite não é um bairro?

Por isso, o Brechando resolveu falar disso no Youtube. Para assistir o vídeo na íntegra, dê o play, portanto, a seguir:

Gostou de saber do vídeo? Deixe aqui o seu comentário e não se esqueça de inscrever no canal. 

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Salinas

Já ouviu falar do bairro Salinas?

Atravessou a ponte de Igapó, de um lado tem São Gonçalo do Amarante e depois Igapó. No entanto, numa frestinha, bem pequeninha está o bairro de Salinas, que tem apenas 331 habitantes, segundo o censo 2010 do IBGE. Como resultado é o local onde tem a menor concentração de moradores da capital potiguar. A expectativa, se rolar o Censo 2021, é de que o bairro tenha mais de 700 habitantes.

Antes de ser povoado, o local era espaço para criação de camarões.

O bairro existe desde 1993, onde a Prefeitura transformou a então favela Beira-Rio (que se separa da favela do Mosquito por conta do rio Potengi e a Ponte de Igapó) em um bairro. Muita gente, principalmente nos noticiários ainda chamam Salinas de Beira-Rio.

E a previsão que o bairro ainda continue com mesos pessoas. De acordo com dados da Prefeitura do Natal, Salinas foi um dos bairros que teve o menor crescimento na última década.

A maioria dos moradores de Salina recebem quase a metade de um salário mínimo. Ou seja, em torno de 500 reais. Sem contar que 35% da população não é alfabetizada.

Pelo fato de ficar próxima do mangue, o bairro está coberto, em sua totalidade, pela Zona de Proteção Ambiental – 8 (ZPA –8), que compreende o estuário do Rio Potengi e o Manguezal, em simultâneo o lixo não se coleta corretamente. Corresponde a uma área com características frágeis, do
ponto de vista ambiental, a ser regulamentada.

Por ser um bairro diminuto, o local não tem unidades de segurança pública e praças, apenas uma quadra de esporte. Além da Beira-Rio, lá que fica o conjunto Panorama, que faz fronteira com o bairro Potengi, embora no Google Maps aponta que o conjunto não fique no bairro de Salinas.

Neopólis

Qual significando o nome Neopólis?

O bairro de Neopólis, em Natal, faz fronteira com os bairros de Ponta Negra e Capim Macio. Além disso, faz fronteira com Parnamirim através de Nova Parnamirim, conhecido pelo apelido Nem. Mas, você já chegou a se perguntar o porquê deste nome. Por isso, a origem desta matéria.

Foto: Danny Moraes, no Fatos e Fotos de Natal Antiga.

Nome de origem grega

Neópolis é uma palavra formada pela junção de dois termos originários do grego néos (νέα) = novo e pólis (πόλις) = cidade que em tradução livre para a língua portuguesa significa Nova Cidade. Na época, Natal estava se expandido e durante os anos 60 e 70 houve o boom do surgimento dos conjuntos habitacionais.

Uma das curiosidades é que a Caixa Federal Econômica financiou a construção das 760 casas. A prioridade do conjunto era os funcionários públicos e pessoas com renda fixa razoável. Assim como os outros conjuntos habitacionais, os donos só recebiam as casas a partir de um sorteio.

Depois de Neópolis surgiram mais dois conjuntos que formam o atual bairro

Dentre os conjuntos habitacionais que surgiram após o conjunto inicial, formando o que hoje chamamos de bairro Neópolis, encontra-se o conjunto Jiqui, em 1975, e o conjunto Pirangi, cinco anos depois. Logo após vieram os conjuntos de pequenos apartamentos, como Jardim Botânico, entregue inicialmente em 1982. Além de Parque dos Rios e Serrambi IV em 1985.

A história do conjunto habitacional natalense

Em 1994, Neópolis virou bairro através da Lei n.º 4328, de 5 de abril de 1993, publicada no Diário Oficial em 7 de setembro de 1994. Hoje, existem poucas casas originais do conjunto Neópolis, visto que em seu lugar surgiram prédios de três andares.

Antigamente era uma granja que pertencia aos irmãos Barreto que, por conseguinte, venderam ao Governo do Estado. A intenção era criar uma “nova cidade”, no qual o nome foi decidido através de uma assembleia dos cooperados. Por muito tempo, o conjunto de Neópolis recebeu um espaço distante do centro, passou a se situar em uma porção central devido a sua privilegiada localização na zona Sul da capital potiguar.

Outros conjuntos habitacionais também receberam nomes similares, como Nova Cidade, Cidade Nova e Nova Natal.

Neópolis é nome de uma cidade de Sergipe

Uma cidade sergipana também se chama Neópolis. Fica as margens do Rio São Francisco e sua fundação aconteceu em 18 de outubro de 1679. Assim como Natal, a cidade também passou pela invasão holandesa, onde travou conflitos com o povo tupinambá e iniciando o que anos mais tarde resultaria na escravização e consequentemente na dizimação desses nativos.

A invasão holandesa na região do Rio São Francisco gerou históricos conflitos com a coroa portuguesa, o domínio do território onde hoje é Neópolis objetivava tomar a Vila do Penedo do São Francisco. Essa invasão dos holandeses, no entanto, durou oito anos na região.

Ao voltar aos portugueses, eles denominaram uma Vila Real do São Francisco. Posteriormente, chamou de Vila Nova D’El Rei. Somente em 1910, recebeu o nome de Villa Nova. Somente em 1910 que a cidade recebeu o nome de Neópolis.