Praça do Midway foi point de adolescente dos anos 2000

Dentro do estacionamento do Midway Mall, no bairro de Tirol, zona Leste de Natal, existe uma praça. Na verdade tinha, porque foram retirados os bancos, após ter sido símbolo de farra. Este lugar foi, por muito tempo, o point dos adolescentes dos anos 2000, onde se reuniam para conversar besteira e algum tiveram a primeira experiência de vida louca. A praça fica no térreo do estacionamento, porém pode ser vista em todos os andares.

O Brechando vai falar sobre a história da Praça Verde nesta postagem.

Quem foi adolescente nos anos 2000, o fim de semana estava marcado para ir ao Midway para encontrar outros adolescentes para discutir ou se divertir por qualquer bobagem. Você tinha duas opções: 1) Ficar na Praça de Alimentação; 2) Ir para a Praça Verde.

Inicialmente o encontro na Praça Verde começou quando os adolescentes estavam “entediados” e não queriam ficar presos o tempo todo no shopping. Então, resolveram ficar se encontrando no local. O sucesso do encontro foi espalhado de boca em boca e sempre as pessoas combinavam os rolés via Orkut ou MSN (não tinha Facebook na época), geralmente marcados para acontecer de tarde. Era praticamente em um período pré-Praça do Gringos.

A diferença é que a Praça Verde era um “esquenta” para um rolé que aconteceria mais tarde e no Gringos as pessoas se reúnem depois de uma festa e querem continuar uma farra. Muitos comparam esses acontecimentos na Praça Verde do Midway com os encontros dos adolescentes dos anos de 2010 que combinam de se ver no estacionamento do Carrefour, zona Sul de Natal.

Após as pessoas ficarem incomodadas com os alvoroços de adolescentes e algumas denúncias de atos ilícitos, os jovens foram proibidos de ficar encontrando na região e as pessoas começaram a migrar na Praça da Mitsubishi, que fica por trás da loja de carros da avenida Senador Salgado Filho.

Hoje, a Praça é apenas um grande jardim que fica dentro do shopping.

[Playlist] O que você escutava nos anos 2000?

O que você escutava nos anos 2000? Rock ? Pop ? Axé? Foró? O que rolava no Disk MTV (ou qualquer programa da Music Television Brasil quando ainda era administrada pela editora Abril) ? Ou aquela que estava na moda na Rádio UOL ? Ou nos Top 100  do Letras.com.br ? Ou Vagalume.com.br ? Escutava escondido funk no seu discman? Aqueles que viveram a década de 2000 escutando as músicas mais chicletes, assistiu a temporada com banda Vagabanda e ficou fã de Marjorie Estiano naquela época vai se identificar com a nova playlist do Brechando montada no Spotify. Bem eclética e vai fazer todos aqueles jovens adultos que nasceram nos anos 90 a voltar um pouco aquela adolescência, onde os shows eram raros, as baladas só aconteciam nas casas de festas e achava Britney Spears muito ousada.

Quer ouvir ou seguir este som? Bota para escutar a seguir:

10 coisas que adolescente alternativos dos anos 2000 vão se identificar

Já faz 16 anos que se passou na década de 2000, mas muita gente ainda se sente um pouco nostálgico daquele tempo que era adolescente rebelde, alternativo e queria fugir do Circo da Folia e outros eventos que a maioria dos natalenses iriam. Para matar a saudade, o Brechando fez uma lista de dez lugares que os alternativos da cidade iriam neste período. Confira:

Jogar Pump It Up

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Você jogava no modo simples, crazy ou nightmare? Sabia decorada as músicas? Economizava dinheiro para dançar na máquina? Se a resposta for sim, parabéns, você dançou Pump na década de 2000 e foi o estímulo para fazer uma matrícula numa escola de dança. Saudades do tempo em que tinha aula a tarde e antes de voltar ao colégio  ficava dançando na máquina feito uma louca.

Participar das festas de curso de inglês

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Você com certeza perdeu o seu BV ao som daquele DJ maneiro que tocava no Halloween do Open Doors (menos eu). Sim, o Halloween e outras festas promovidas por diversas escolas de inglês eram sucesso para a garotada. Se sentia o baladeiro por participar destas festas que só tinham refrigerante e alegria. Mal sabia que anos depois o nível de festa começaria a avançar.

Assistir shows de J-Rock no Saga Jam

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Todo otaku (viciado em anime) da cidade ia ao Saga Jam para escutar as principais bandas potiguares que tocavam rock em japonês (maioria tocavam covers). Quem nunca participou de um poga ao som daquela canção favorita que tocava na abertura de Samurai X? As bandas eram bastante cobiçadas e formadas por diversos músicos que hoje estão em diversas bandas profissionais.

Ficar horas na praça de alimentação do Midway Mall

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A Praça de Alimentação do Midway Mall era um reduto de adolescentes que não tinham nada o que fazer e ficavam horas sentados naqueles bancos e mesas para conversar sobre diversas coisas, comer aquela pizza do Habbib’s ou beber aquele refrigerante de dois litros comprados no Extra. A outra opção era jogar RPG.

Jogar RPG/comprar mangá na Reinos

Reinos era uma loja especializada em RPG e Mangá que existia no shopping Lagoa Center. Era o point dos adolescentes que gostavam da cultura japonesa. Sem contar que o espaço haviam mesas para que as pessoas pudessem jogar aquele joguinho maroto tranquilamente. Além disso, eles promoviam o Anime Expo Show, que acontecia uma vez por mês.

Ir ao show do Jane Fonda no Domingo da Praça

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Esqueça o Far From Alaska ou Talma & Gadelha, a moda nos anos 2000 era escutar Jane Fonda e toda semana eles tinham show em diversos cantos da cidade. Um dos cantos mais famosos que eles tocaram foi no Domingo da Praça, evento da TV Cabugi, onde o canal abria as portas de sua sede, em Candelária, para a realização de diversas apresentações culturais.

Encontrar no Golden Park

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Férias era sinal de ir ao Golden Park, que ficava do lado do finado Machadão. Era o momento onde encontrava os seus amigos para ir naquela montanha-russa de looping, o temível ranger ou tirar onda no trem-fantasma.

Ir ao primeiro cinema do Natal Shopping

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Antes do Cinépolis, o Natal Shopping tinha o cinemas Severiano Ribeiro, onde hoje fica o anexo da praça de alimentação. O local só tinha duas salas para assistir os seus filmes favoritos e era a única opção para aqueles que não queriam deslocar até o Rio Verde que ficava no centro. Depois veio o Moviecom e os dois cinemas citados foram fechados.

Assistir shows do Mada na Arena do Imirá

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Inicialmente, o Mada começou no largo da Rua Chile, na Ribeira. Depois, eles ficaram muitos anos na Arena do Imirá, na Via Costeira. Lá teve shows memoráveis, como Charlie Brown Júnior (semana que vem vai fazer três anos da morte do Chorão), Lulu Santos, Sepultura, Skank e dentre outros artistas.

Ouvir a Rádio Tropical, porque era a única que tocava rock

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Muitos adolescentes na década de 2000 só tinha uma opção para escutar rock, além de baixar canções no Kazaa, que era escutar a rádio Tropical, a 103,9 FM. O local tocava rock, pop, heavy metal e também reggae. Ao contrário das outras rádios que tocavam apenas forró, axé e swingueira. Muitos mataram aula para escutar o Jefferson Paiva ou escutava Atalija Lima. Hoje, a Tropical virou a Rádio Mix.

Brinquedos que fizeram parte da infância

Todo mundo fala que a sua infância foi a melhor que os outros. Entretanto, as crianças conseguiram se divertir em diferentes períodos. Quando era criança, eu tive vários brinquedos considerados peculiares e acredito que muitos natalenses também estiveram. Confira a lista de nove brinquedos que tive na infância:

1) Melocoton

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Meloconton era um boneco que passava no programa da Eliana quando ainda era no SBT. Todo mundo gostava dele, pois era engraçado e uma mistura de animal com extraterrestre. Um dia, o programa teve a ideia de fazer um boneco. Era só apertar a boneca e ele fazia um barulho bizarro para fizer que estava com cócegas. Veja o vídeo a seguir:

https://www.youtube.com/watch?v=TsyB8Ki7YkA

Sim, eu ainda tenho o meu.

2) Bolas de Tiririca

Alguns chamam de bola de bate-bate, mas eu conheci como bolas de Tiririca mesmo. Eram duas bolas pesadas presas nas extremidades de uma corda. No meio havia algo para segurar e sua única função era balançar a corda para que estas bolas se chocassem uma com a outra.

3) Tamagushi ou Tamagotchi

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“Mãe, cuida bem no meu bichinho, porque ele pode morrer”. Coitada da minha mãe que teve que cuidar do meu tamagushi quando iria para escola. Ganhei de presente do meu pai e virou febre nos anos 90, você tinha que cuidar de um bichinho, alimentá-lo, dormir e cuidado para que ele não morresse, pois para ressuscitá-lo tinha que apertar o botão de reset era bem complicado.

4) Qualquer fábrica da Eliana

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Eliana no final da década de 90 e início de 2000 lançou um monte de brinquedo de fábricas. Com eles podia fazer tricô, sorvete, chocolate, tatuagem, raspadinha, roupa e dentre outras coisas. Por mim, eu teria tido todos eles, porém fiquei apenas com a fábrica de chocolate.

5) Bambolê do Tchan

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Infernizei a vida dos meus pais com o objetivo de ter o bambolê do Tchan, que surgiu bem na época da música do “É o Tchan!” que falava deste brinquedo. Pena que ficou no armário, pois até hoje sou péssima para rebolar e quase não consigo manter um na cintura por muito tempo.

6) Tazo

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Os tazos eram uma mania. Toda vida que comprava salgadinhos ou batatinhas ficava catando para pegar os tazos na coleção. Uma felicidade era encontrar aqueles tazos que eram raros.

7) Mini-game

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Jogar Tetris ou Corrida de Carrinho. Na época não existia um tablet, o que fazer para distrair as crianças que eram bastante inquietas? Fornecendo um mini-game, algumas dessas máquinas tinha mais de 50 jogos diferentes e facilmente encontrava em um camelô mais próximo de sua casa.

8) Pescaria

Pescaria era algo complicado, você tinha que tentar pescar estes peixinhos com uma vara de pescar que tinha um imã. Ao mesmo tempo, o “aquário” que estes peixes estavam ficavam girando bem rápido. Era quase um desafio do Passa ou Repassa.

9) Kinder Ovo

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Melhor chocolate do mundo e dentro havia os melhores brinquedos, desde carrinhos, miniatura, bonecos ou aquele quebra-cabeça chato que ninguém gostava de ganhar.