Virando sommelier de refrigerante em formato de picolé

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A embalagem de Picolé do Guaraná Antártica (Fotos: Lara Pàiva)

Um belo dia eu descobri que a Kibon teve a ideia, no mínimo estranha, de criar um picolé sabor Guaraná. E o pensamento veio em cascata: nossa, interessante. Nossa, que encontro de marcas. Terceiro, como será esse sabor? Quarto, será que eu preciso fazer uma matéria pro Brechando sobre isso?

A resposta, óbvio, foi sim.

Afinal, essa é uma ação promocional e tanto: de um lado a Guaraná, marca cara e consagrada; do outro a Kibon, referência em picolé. O preço, aliás, achei razoável para o que é: um lançamento promocional desse porte.

A compra

Picolé de Guaraná
A embalagem do Picolé de Guaraná (Fotos: Lara Paiva)

Fui atrás do meu picolé de Guaraná e só encontrei em posto de combustível, lugar que, convenhamos, costuma cobrar um pouco mais salgado por qualquer coisa. No visual, ele lembra bastante o picolé de doce de leite da Los Los. Fiquei até em dúvida sobre o sabor só de olhar, mas o cheiro não deixava dúvida: era Guaraná, só que sem aquele barulhinho de água gaseificada que a gente já espera antes mesmo de provar.

A primeira mordida

Toda estreia em picolé novo tem aquele momento de “vou chpar o picolé, primeiramente, antes de morder”. Mas na primeira mordida veio a certeza: aquilo tinha, sim, gosto de Guaraná.

Sabe a sensação de comer um Guaraná pedrado? Aquele que, sem querer, ficou esquecido no alto do freezer até virar gelo e depois vira uma raspadinha no copo? É mais ou menos isso, só que ao contrário do que a gente costuma sentir numa raspadinha (que é basicamente gosto de gelo), aqui o sabor do Guaraná realmente aparece. A consistência também é mais macia que a de um Guaraná pedrado comum, com mais sabor concentrado.

E ele demora pra derreter, o que é um bom sinal: quer dizer que está bem conservado (e, convenhamos, também que tem uma boa dose de conservantes).

O veredito de uma viciada em refrigerante

No fim, foi um picolé gostosinho de experimentar, e ainda deu conta de segurar minha vontade de sair bebendo refrigerante à toa. Quem me conhece de perto sabe do meu vício em refrigerante, principalmente Coca-Cola. E olha, se existisse Coca-Cola em versão picolé eu duvido que fosse bom, porque nenhum refrigerante de cola que já experimentei me convenceu, com exceção dos que provei lá no quadro do sommelier de refrigerante.

Podemos dizer, então, que esse picolé de Guaraná foi uma espécie de edição especial daquele sommelier, só que em versão gelada. E o resultado foi aprovado. Gostei.

Não sei se compraria de novo com frequência, meus favoritos ainda seguem sendo outros: Frutili, picolé de limão, o de Sete Belo, o de doce de leite da Los Lois. Mas o de Guaraná com certeza entra pra lista de opções válidas.

Um adendo obrigatório: os picolés da terra

Não posso fechar essa matéria sem prestar uma homenagem aos picolés caseiros da Caicó, principalmente o de Pedacinho do Céu, que é excelente. Só que, sejamos justos: o picolé de Guaraná não chega nem perto de substituir o Pedacinho do Céu. Aquele gosto de tutti-frutti é único, e eu sigo na minha campanha pessoal de que o governo do Rio Grande do Norte deveria considerar o picolé de Pedacinho do Céu, da Picolé Caseiro Caicó, patrimônio imaterial do estado.

Termino esse desabafo com muito picolé de Pedacinho do Céu na memória e, sim, experimentaria o de Guaraná de novo.

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Oi, eu sou o Goku. Mentira, meu nome é Lara. Sou jornalista e publicitária formada pela UFRN, natural de Natal. Sempre fui de humanas. Tem um blog para expor as suas curiosidades e anseios desta vida e mostrar os diferentes lados da vida urbana.
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