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Igreja do Rosário é cenário de seminário sobre memória de Natal

Qual a sua memória afetiva com a cidade do Natal? Qual a sua primeira lembrança? Esta é a proposta do Museu da Memória Afetiva de Natal, conhecido Mmac, que a abertura acontecerá na Igreja Rosário dos Pretos, localizada na Igreja Rosário dos Pretos. A atividade inicial será através o I Seminário Museu, Cidade e Memória Afetiva.

Quando pensamos em museu, a gente pensa apenas na exposição. Porém, esses espaços também apresentam diversos conhecimentos para aqueles que visitam esses espaços.

usca expandir essas transformações por meio da reflexão e da criação, onde o corpo e os sentidos são convidados a experimentar o espaço urbano como um ambiente museológico atravessado por narrativas cotidianas, cujos vínculos afetivos e socioculturais compõem as memórias íntimas e desconhecidas da cidade.

O Seminário pretende criar encontros entre natalenses e profissionais dentro de lugares históricos da cidade.

“Queremos redescobrir rios, outros tempos e novos lugares. Queremos desvelar vozes, imagens,sentimentos. Será uma ocasião para compartilhar e conhecer experiências e iniciativas sobre apropriações, identidades e resistências que habitam a cidade, permeadas pela visão social, artística, geográfica, histórica, turística e urbanística”, disse a organização do evento.

Por isso, a escolha da Igreja Rosário dos Pretos, construída pelos escravos africanos para poderem rezar, enquanto não podiam entrar na Igreja de Nossa Senhora da Apresentação, no qual você pode saber mais neste link.

Durante o seminário haverá diversas palestras e oficinas relacionadas sobre sobre fotografia, prédios históricos, arquitetura, caminhada histórica e dentre outras atividades. Além disso, terá um passeio sobre rios e ruas em Natal, além de ter um momento para desenhar os lugares do Centro Histórico.

Confira a programação completa a seguir:

O Mmac Natal é uma iniciativa do Instituto Casadagua, do escritório Maga Arquitetura e do Duas Estúdio. Este projeto foi aprovado Lei Municipal de Incentivo à Cultura (Djalma Maranhão) e conta com o patrocínio da Arena das Dunas e Potiguar Turismo e apoio do Hotel Safári e do Sebrae.

Para saber mais informação e fazer a sua inscrição, clique aqui.

Transgêneros podem colocar nome social no título de eleitor e campanha eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou no início desta semana que o título eleitoral de uma pessoa transgênero trará apenas o nome social com o qual se identifica, e não terá o nome original que consta em seu registro civil. Inicialmente, a resolução da Corte que permitiu a participação de pessoas trans nas cotas de gênero nas candidaturas dizia que o título eleitoral também informaria o nome original. Nesta segunda, porém, o presidente do TSE, Luiz Fux, anunciou que isso não vai acontecer.

Agora, o que constará, no documento,é o nome social de quem promover a alteração. Portanto, as pessoas transgêneros não poderão ser constrangidas, principalmente quando anunciar o seu nome de batismo. Mas, como faz? A pessoa que quiser emitir um título eleitoral com o nome diferente do que consta em sua carteira de identidade deverá ir a um cartório eleitoral da cidade onde vota entre 3 de abril e 9 de maio para promover a alteração.

Não será preciso apresentar um documento oficial com o nome desejado nem provar, por exemplo, ter feito cirurgia de mudança de sexo – bastará a autodeclaração para emitir o novo título com o nome social.

Isso também vale para trans que querem se candidatar a algum cargo neste ano. Durante campanha, para que apareça ao eleitor do modo como se identifica socialmente, assim como nos documentos internos do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Neste caso, a pessoa terá até o dia 15 de agosto para pedir essa mudança dentro de seu pedido de registro de candidatura – trata-se do mesmo prazo para qualquer pessoa pedir o registro de candidatura na Justiça Eleitoral.

Internamente, a Justiça Eleitoral manterá em seus registros todas as mudanças feitas, seja no gênero ou no nome do eleitor, para fins de conferência em caso de necessidade.

Além disso, o Ministério Público vai fiscalizar partidos que, intencionalmente, usarem artifícios para preencherem a cota de 30% de candidaturas de determinado gênero para cadeiras no Legislativo.

Forte dos Reis Magos volta a ser administrado pelo Governo do Estado

Após nos últimos cinco anos ser administrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional (Iphan), a Fortaleza (também conhecido como Forte) dos Reis Magos volta a ser administrado, na próxima quinta-feira (15), pelo Governo do Estado, através da Fundação José Augusto (FJA).  A transferência administrativa será feita através de um evento solene com a assinatura dos representantes dos respectivos órgãos citados.

Pelo termo de cessão do equipamento, celebrado entre a FJA e o IPHAN por um período de 20 anos, caberá ao Governo do Estado conservar o imóvel, respondendo por todas as despesas de uso, guarda e preservação, seguindo as orientações do órgão federal.

Agora o Estado será responsável pela reforma do local, que se arrasta há um bom tempo. Desde 2013 estava sob a gestão do IPHAN, a reestruturação terá obras de restauração de piso, teto e acessibilidade, através de investimentos em torno de R$ 5 milhões a partir dos recursos estaduais. O monumento é um dos mais visitados pontos turísticos de Natal. A edificação conta um pouco da história da capital e de todo o estado do Rio Grande do Norte. Construído para proteger Natal ainda na época de sua colonização, a fortificação está localizada na Praia do Forte.

A construção, que demorou 30 anos, foi concluída em 6 de janeiro de 1598, Dia de Reis.

A Fortaleza foi tombada em 1949 e esteve sob administração da FJA até 2013. Uma grande intervenção para a conservação foi realizada em 2005 com recursos do IPHAN.  Em 2013 a gestão foi transferida para a União.

Durante a gestão do IPHAN, o Superintendente Regional Armando Holanda, articulou a devolução do equipamento ao Governo do RN, devido a reduzida estrutura do órgão federal para a administração da Fortaleza. Na oportunidade, o projeto de restauração estava pronto e aprovado pelo IPHAN, cujas sucessivas mudanças na direção do órgão retardaram a transferência que agora se concretiza.

Netflix e a mudança de hábitos na vida dos brasileiros

Mais de 30 novidades, entre filmes, séries e especiais, chegaram ao catálogo da Netflix ao longo do mês de janeiro, empresa de exibição de filmes e séries simultaneamente com a internet. Está nas terras tupiniquins há seis anos e lucra mais que alguns canais de televisão aberta, como o SBT.

O serviço de via streaming ajudou no combate à pirataria e cada vez mais pessoas estão lhe aderindo. A Netflix está dominando o mundo e perde apenas para o You Tube. Vários são os motivos para a empresa estar alcançando a marca de 100 milhões de usuários no mundo. Mas o que mais chama a atenção é a sua habilidade de crescer internacionalmente, especificamente no Brasil (com quem a empresa trabalha desde 2012), visto que no quarto bimestre do ano passado o número duplicou, comparando ao ano passado.

De acordo com os estudos do site Statista, 72% dos usuários são jovens, com idades entre 16 a 24 anos. O Brasil, por sua vez, é o terceiro maior consumidor do serviço via streaming. Atualmente, existem 40 milhões de assinantes, sendo que 11% está na América Latina.

A Netflix registrou um avanço de 60% no lucro no segundo trimestre, para US$ 65,6 milhões. A empresa, pioneira na transmissão de programas de TV pela internet, ultrapassou a marca de 100 milhões de assinantes e agora mais da metade deles está fora dos Estados Unidos.

A empresa superou as estimativas de Wall Street ao captar mais 5,2 milhões de assinantes no segundo trimestre e previu a continuidade do impulso se expandindo internacionalmente. O lucro líquido da empresa aumentou de US$ 40,8 milhões no segundo trimestre de 2016 (US$ 0,09 por ação) para US$ 65,6 milhões de dólares no último trimestre (US$ 0,15 por ação).

Aproximadamente 75% das escolhas são influenciadas pelo algoritmo de recomendação que também os ajuda a licenciar conteúdos estratégicos. Não é de impressionar que 5 das 10 séries mais pesquisadas em 2016 são Originais da Netflix.

Fica ainda mais interessante no Ranking Brasileiro das Séries Mais Pesquisadas: 8 dos Top 10 são licenciados da empresa, sem contar as 20 indicações ao Grammy.

O publicitário Jefferson Nascimento é um dos natalenses que admite que a sua vida mudou com o Netflix. Quando não consegue deixar a sua assinatura paga, ele utiliza a dos amigos, embora este hábito seja proibido nos Estados Unidos. “Gosto de assistir filmes e rever séries em momentos de ócio/tempo livre e, às vezes, achar sites, mesmos os bem intencionados, que disponibilizassem os mesmos. Às vezes era uma tarefa tão difícil que acabava por desistir no meio do processo”, comentou.

De acordo com Jeff, hoje ele se sente seguro de pagar o serviço de streaming, tendo em troca um filme de qualidade e não entupir o computador de vírus. “Toda noite é pelo menos 1 filme ou alguns 5 episódios de algum seriado”, falou.

Além disso, mudou muito os hábitos da vida dos brasileiros, fazendo com que as pessoas baixassem menos filmes e utilizassem mais o serviço, principalmente para ser utilizado como encontro de amigos ou fazer maratonas. Os diálogos mais comuns nas redes sociais são:

Outros até realizam sugestões para empresa:

Hoje, quase ninguém sabe como é assistir uma série sem o serviço:

Apesar de não dizer quantos usuários existem no Brasil, a previsão da empresa para daqui a quatro anos é que haverá mais de seis milhões de usuários assinantes no Netflix por aqui, perdendo apenas para Estados Unidos (59 milhões) e Reino Unido (10 milhões). No entanto, tem gente que largou o Netflix, mesmo que o serviço esteja em franca expansão. É o caso do jornalista Alberto Sampaio, quando percebeu que suas séries favoritas foram retiradas do catálogo, mostrando que a empresa precisa atualizar rapidamente os seus produtos para não perder os clientes.

“Usava porque gostava do serviço que era de qualidade, de fácil manuseio, e pela diversidade de material que eles dispunham. Minha rotina mudou, mas não intensamente de forma contínua. Havia momentos de picos. Como quando eu comecei a assistir a série Glee e em outro momento quando assisti todas as temporadas de RuPaul’s Drag Race e alguns animes. Mas volta e meia eu assistia um episódio antes de dormir, ou aproveitava algum fim de semana ou feriado prolongado. Aí eu fazia aquela maratona.”, disse.

Sampaio cancelou após o cancelamento do Sense8, não descarta, contudo, em voltar assinar. “Não tenho certeza sobre voltar a usar porque não há tanta dependência assim já que existem sites de distribuição gratuita. Entretanto há a questão da qualidade e também a de apoiar séries como Sense8, eu posso voltar a usar sim. Uso também o Spotify. É um que ainda continua me servindo bem. E por ora não tenho pretensão de me desfazer”, relatou.

Por falar em maratona, número de pessoas empenhadas em terminar de assistir a uma série logo após seu lançamento aumentou exponencialmente nos últimos anos: de 2013 a 2016, houve um crescimento de 20 vezes no número de super maratonistas. A Netflix afirma que o número total de assinantes dispostos a ficar em frente à tela durante um longo período é de 8,4 milhões de assinantes.  Em comunicado, a Netflix destacou a história de um assinante brasileiro, que terminou de assistir a 21 séries no dia de seus lançamentos.

Os 20 países com maior proporção de super maratonistas:
1. Canadá
2. Estados Unidos
3. Dinamarca
4. Finlândia
5. Noruega
6. Alemanha
7. México
8. Austrália
9. Suécia
10. Brasil
11. Irlanda
12. Reino Unido
13. França
14. Nova Zelândia
15. Peru
16. Holanda
17. Chile
18. Portugal
19. Itália
20. Emirados Árabes Unidos

As séries preferidas pelos super maratonistas brasileiros:
1. The Seven Deadly Sins
2. Marvel’s The Defenders
3. Santa Clarita Diet
4. Gilmore Girls: A Year in the Life
5. 3%
6. The Ranch
7. Atypical
8. Stranger Things
9. Fuller House
10. You