Ela fica invisível na calçada do Instituto Histórico e Geográfico (IHGRN), mas lá armazena o único remanescente do pelourinho que a capital potiguar já teve. Qual era a sua função? Era o espaço para dar recados aos acontecimentos que aconteciam em Natal há séculos anteriores.
O instrumento era colocado num lugar público em cuja qual eram punidos e expostos os criminosos. Tinham também direito a pelourinho os grandes donatários, os bispos, os cabidos e os mosteiros, como prova e instrumento de seu poder feudal. Os pelourinhos foram, pelo menos desde finais do século XV, considerados o padrão ou o símbolo da liberdade municipal.
De acordo com blog Natal das Antigas, o termo pelourinho veio no século 17, inspirado nos costumes da Roma Antiga, execuções e o mesmo pelourinho colocava avisos nas praças públicas. Além disso, os historiadores portugueses afirma que, a partir do século XV, as execuções nos pelourinhos passam a escassear. Porém muitas pequenas cidades e vilas, sobretudo, no Brasil não possuíam forca, além de que a forca, muitas vezes, era reservada para os brancos enquanto os escravos negros e índios restava apenas o pelourinho.
Sim, muitas vezes os espaços eram usados para agredir os escravos.
O pelourinho natalense ficava também nos arredores da praça André de Albuquerque e depois para Cadei Pública. Entretanto, no início do século XX, ele foi retirado por representar o poder colonial e ficou numa sala no Forte dos Reis Magos. Além disso, no fim da década de 1940, ele foi reintroduzido no local original, que também recebe o nome de Praça Vermelho.
Na década de 1950, nova reforma, retirou o monumento da praça e foi substituído por uma estela em homenagem aos Mártires de 1817, os mártires da república. O pelourinho potiguar acabou sendo destruído nesta remoção e um monumento em homenagem a libertação de escravos foi colocada no seu lugar original ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.
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