E o show da Marília Mendonça, hein?

Inicialmente, haviam vários outdoors espalhados por Natal com uma imagem de fundo amarelo e com a hashtag #emtodososcantos nas últimas duas semanas em Natal, mas ninguém sabia explicar o porquê. Até que na manhã desta segunda-feira (26), foi descoberto que era a divulgação do mais novo single da cantora de sertanejo, Marília Mendonça, que anunciou um show surpresa nesta segunda, no largo do Teatro Alberto Maranhão, também conhecida como Praça Augusto Severo, na Ribeira. Detalhe: era de graça. Após a confirmação, a gente colocou nas nossas redes sociais, conforme o post a seguir:

Logo as pessoas começaram a comentar sobre esta segunda abençoada:

Mesmo assim, ainda tinha gente que não acreditava nisso, até que a própria cantora foi vista na Av. Rio Branco, principal rua comercial da cidade, entregando o panfleto do próprio show:

Além disso, foi descoberto que esta aprsentação surpresa seria resultado da gravação de um DVD. O Brechando foi tentar apurar a distância, utilizando as redes sociais.  Será que o rolé foi ruim?

O fotojornalista José Aldernir registrou o show e mostrou que o palco foi instalado do lado da estátua de Augusto Severo, um importante aviador potiguar, onde a praça do largo Dom Bosco e estava lotado de pessoas. Veja as imagens:

Como não podemnos brechar o que seria o rolé mais interessante da cidade, vi que pelos tweets que o evento marcou a história dos natalenses:

Alguns chegaram a tirar sarro pelo fato da cidade ser pequena e todos se conhecerem:

Tanto que ela provocou, “sem querer”, um intenso engarrafamento nas avenidas que dão acesso à Ribeira, inclusive a tradicional ladeira do Marpas.

Além disso, a cantora conseguiu reunir todas as tribos natalenses por um único objetivo: a sofrência.

O advogado José Frazão teve que pegar duas bebidas para não perder nennhum momento:

O jornalista Abner Moabe mostrou arrependido de não ter comparecido:

 

Porém, ele não foi o único:

A volta também teve engarrafamento, mas isso não atrapalhou o fim do rolé. Será que foi sucesso? O repórter Ranilson Oliveira, pela TV Ponta Negra, mostra nesse vídeo:

Renan também estacionou sua van em Natal-RN

O sábado poderia está dormindo, mas resolvi ir atrás da towner azul do Renan e saber se o guerreirinho chamado Renanzinho está bem, depois que eu soube que ela quase morreu engasgado enquanto sem querer engoliu areia na tentativa de subir ao Morro do Careca. Reconheci a sua sensual língua presa de longe. Depois de ficar perdida no GPS, eu soube que estava no mesmo local quando o Julinho da Van esteve em Natal: o Espaço Duas. Lá estava acontercendo o Bazar Independente, evento que incentiva a leitura e chama convidados nacionais e locais para debater sobre livros.

Na verdade, o Renan é o ator Daniel Furlan, um capixaba radicado em Natal, que é ator, comediante, roteirista e um monte de profissões, afinal “ele tem talento para isso” e o mundo é polivalente. O rapaz de 38 anos, que escutava Danzig na adolescência, começou a sua carreira com quadrinhos da Revista Quase enquanto estudava na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). No bate-papo com o escritor Carlos Fialho, proprietário do selo potiguar Jovens Escribas, Furlan (o seu sobrenome artístico é a versão abreviada do sobrenome original, Furlani) contou um pouco sobre sua carreira.

 

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Mais um Bazar Independente pra conta. Valeu, @espacoduas @escribas_oficial @craquedaniel e @jxlxdx . Foto de @sarahwollermann

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“Inicialmente, eu queria ficar apenas nos quadrinhos, depois conheci o Juliano Enrico e Raul Chequer (outros integrantes da Quase) e me convenceram que poderíamos transformar as nossas ideias em curtas. Agradeço até hoje por provar que eu estou errado”, afirmou.

Uma das empreitadas atuais da TV Quase é o programa Choque de Cultura.

“Algumas histórias do Choque de Cultura realmente aconteceram, como ser cuidado pelo veterinário quando tinha algum problema de saúde, pois ele era meu vizinho e a única pessoa que sabia fazer pontos e curativo. Meu tio tinha uma caranguejeira de criação e quando eu era bebê, ela ficou no meu berço, para o desespero de minha mãe”, admitiu o Daniel, provocando risadas na plateia.

Nesta reportagem apresentei o personagem Renan e a série Choque, mas não expliquei o que significa. O Renan é um dos quatro motoristas de van do Rio de Janeiro que comentam sobre os filmes no programa. “A língua presa, por exemplo, foi inspirada em um vendedor de chá de mate da praia que frequentamos no Rio”, contou.

Inicialmente, o Choque era apenas uma série do canal da TV Quase, depois passou a ser transmitida no canal Omelete e, por fim, na Rede Globo. Ao ser questionado se eles tinham medo que a “graça” do programa pudesse acabar indo para um canal de televisão de rede aberta, o ator prontamente respondeu:

“Não, porque sempre queremos manter a essência do programa. A gente faz a mesma coisa que fazíamos no You Tube, só não falamos palavrão, algo que já não dizíamos muito. Passamos por uma supervisão de roteiristas do canal, como Marcius Melhém, mas quando uma ideia diverge, a gente procura algo que fique bom para os dois.”.

A ousadia deles na Globo chamou atenção ao mencionar pessoas de outros canais, como Rodrigo Faro e Gugu, no qual o primeiro chegou a ficar chateado. “Tivemos um momento importante, fomos comentados no grande programa de televisão, da grande apresentadora Sônia Abrão”, ironizou.

O sucesso do programa é tão grande que os pilotos escreveram resenhas de filmes e transformaram em um livro, com previsão de lançamento para este ano. Confira um dos trechos do livro com a voz de Renan:

Depois do bate-papo, eu cheguei a perguntar ao Furlan como o Renan cantaria “Mother” de Danzig, que prontamente respondeu: “Isto não sei, acho difícil ele gostar de rock”.

Falando em rock, a música sempre esteve na vida dele, uma vez que foi vocalista do Ócio, que acabou em março deste ano. No Irmão do Jorel, além de ser um dos roteiristas, ele faz voz do vocalista Carlos Felino, que faz parte da banda do Cueca em Chamas. A parte mais engraçada é que durante o bate-papo, uma criança chegou até ele e ficou questionando o trabalho do vocalista animado.

“Ele não trabalha e mora na garagem da família do Irmão do Jorel”, o Daniel por sua vez defendeu o personagem dizendo “a música é o trabalho dele, apesar de ser fora do convencional”. Além disso, a criança perguntou se o William Shostners, funcionários da Shostners & Shostners, era mal.

Daniel respondeu: “Só tem probleminha mesmo”.

Ainda aproveitei e cheguei a perguntar quem Renan votaria, o ator respondeu que “não sabe se seria Bolsonaro ou Cabo Daciolo, mas que Renan capotaria antes de chegar na cabine de votação”.

Como os integrantes do Choque se conheceram? Como falei inicialmente, Daniel conhecia Juliano e Raul nos tempos da faculdade. Quando eles foram contratados pela MTV Brasil, eles criaram o “Último Programa do Mundo”, que se passava em um cenário pós-apocalíptico em que o “mundo” era a MTV Brasil, a qual estava fechando as portas. O programa acabou sendo muito elogiado, e ressurgiu tempos depois no YouTube e no canal FX. “Eu sabia que nova MTV não iria chamar a gente para trabalhar, pois lá tem a preferência aos programas mais voltados para realities shows”.

Além disso, ele também participou de roteiros de outros programas, como Larica Total, onde conheceu o Leandro Ramos e Caito Mainier, formando a equipe da TV Quase. Além de esquetes esporádicas e breves sequências como a paródia de novela Beijo Gay e a sequência de trailers da saga Raquetadas, o canal conta com os episódios na íntegra das três temporadas de O Último Programa do Mundo e com os programas Falha de Cobertura e Choque de Cultura.

Em Falha de Cobertura, Daniel interpreta o ex-jogador e empresário futebolístico Craque Daniel, comentando futebol ao lado do personagem Cerginho da Pereira Nunes. “Inicialmente o Caito não queria se identificar e muito menos atuar, por isso o personagem”, relatou no bate-papo.

Até o momento, Furlan já atuou em sete filmes, mas foi nas comédias TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva e La Vingança que o ator obteve um maior destaque. Neste ano ainda fez sua estréia na Netflix no dia 6 de junho de 2018, na série Samantha!, vivendo o Marcinho, empresário meio picareta da protagonista, protagonizada por Emanuelle Araújo.

Quando comentei sobre a patada da cantora Simony ao perguntar sobre a série Samantha!, o mesmo deu uma risada e ficou curioso com a história.

Após o bate-papo, Furlan assistiu a banda e deu um rolé na van por Natal.

Teatro de Parnamirim desenvolve projeto musical

Nos tempos antigos, o Teatro Alberto Maranhão tinha um projeto chamado Seis e Meia, que uma vez por mês havia apresentações de artistas locais e participações nacionais. Desta vez a HD Produções quer trazer um trabalho similar, desta vez no Teatro de Parnamirim. A atividade se chama Projeto Cena Musical é uma iniciativa da Fundação Parnamirim de Cultura que visa trazer o melhor da música popular brasileira, nos mais variados estilos. A proposta do projeto contempla duas apresentações, uma local e um famoso em todo território brasileiro, no intuito de produzir intercâmbios e diálogos.

A estreia será dia 9 de junho (sábado), 19h, com os rabequeiros Caio Padilha (RN) e Maciel Salú (PE).

Padilha é multi-instrumentista, cientista social, ator nascido em família de músicos. Começou sua carreira como compositor em 2009, passando por diversos festivais em Natal, no Rio Grande do Norte. Desde 2011, ministra oficinas de Rabeca para jovens e adultos em diversas instituições dentro e fora do Brasil. Em 2012/2013 foi solista com sua Rabeca numa série de apresentações com a Orquestra Sinfônica da UFRN (Parcerias Sinfônicas 100 anos de Gonzagão – gravado pelo SESC TV-SP).

Possui experiência internacional com temporadas de apresentações em diversos países da Europa, bem como EUA e Oriente Médio. E agora lançou, no SESC-Pompeia, a convite do programa do Rolando Boldrin, seu primeiro disco homenageando os mais de 40 anos de carreira de seu pai, o consagrado compositor potiguar Almir Padilha. Além disso, ele participa da peça “Meu Seridó” e responsável pela trilha sonora de “Chuva de Bala no País de Mossoró”.

Já Maciel Salú é natural de Olinda e é ex-integrante da banda Chão e Chinelo. Foi nessa época que ele começou a cantar, compor e experimentar a fusão entre o popular e o contemporâneo. Essas experimentações ganharam ainda mais força a partir de 2002, quando reuniu seu vasto repertório popular e adentrou no mundo da música eletrônica junto ao DJ Dolores, Fábio Trummer, Jam da Silva e Isaar, formando a Orchestra Santa Massa. Com o grupo participou da cerimônia de encerramento das Olimpíadas Rio 2016 e ganhou o reconhecimento da crítica através de um BBC Awards, um Prêmio Tim (melhor álbum) e o Prêmio Multicultural Estadão. Além de ter participado de festivais como o Roskilde Festival (DNK), Festival de la Cote d’Opale (FRA), Roots Festival (HOL) e Free Jazz (RJ e SP).

O Projeto terá uma programação mensal e a agenda do segundo semestre já está sendo montada. Será praticado preços populares: R$ 20,00 (vinte reais), inteira; e R$ 10,00 (dez reais), meia entrada e senha antecipada.

SERVIÇO / EVENTO:
Dia: 09/06/2018
Horário: 19h
Local: Cine Teatro Municipal de Parnamirim
Atrações: Caio Padilha (RN) e Maciel Salú (PE)
Valores: Antecipado APENAS ON LINE – R$10,00 (sympla) – https://goo.gl/TgX5TS
No Local: R$10,00 (meia entrada) / R$ 20,00 (inteira)
Maiores Informações: 84 – 9 8804 – 1629
Organização e Produção: HD Produções

Você pode participar gratuitamente de terapia em grupo de enfrentamento à tristeza

É normal ouvir relatos de amigos que não estão conseguindo sair de casa ou não possuem alguma disposição para fazer um trabalho e estudar. Esses são alguns sintomas da depressão. De acordo com a revista Saúde, uma pesquisa da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, acessou dados de 176 245 adolescentes de 12 a 17 anos e de 180 459 adultos com 18 a 25 anos — isso no período entre 2005 e 2014. E o resultado foi preocupante: analisando as respostas de questionários ligados ao bem-estar psíquico, a taxa de jovens que reportaram ter sofrido algum episódio de depressão subiu 37%.

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Sabendo disso, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), através do Departamento de Psicologia, está com inscrições abertas para estudantes interessados em participar do Programa de Enfrentamento à Tristeza. O propósito do Programa é auxiliar no tratamento de jovens, especificamente estudantes universitários, no conhecimento da biologia da depressão e enfrentamento à tristeza, oferecendo de maneira gratuita tratamento psiquiátrico ou psicológico, por meio da terapia-cognitivo comportamental (TCc) em grupo.

Este é o mais novo projeto de pesquisa e extensão, multicêntrico, promovido em parceira com outros setores como a Pós-Graduação de Psicobiologia, o Instituto do Cérebro e o Serviço de Psicologia Aplicada (SEPA).

Informações sobre as inscrições, diagnósticos, o processo de triagem e tratamento podem ser obtidas por meio do endereço eletrônico: enfrentamentoatristeza@gmail.com.

Na mesma reportagem da Revista Saúde, o coordenador do Ambulatório de Transtornos Afetivos na Infância e Adolescência do Hospital das Clínicas, em São Paulo, Miguel Boaratio panorama da depressão não é exclusividade dos americanos. Ele alega que aumentou a procura de adolescente para consultar alegando problemas com a saúde mental, embora não tenha um estudo formal para confirmar o fato.

Os autores daquele trabalho não sabem responder com clareza o que está causando esse aumento significativo. Para Boarati, a maior cobrança por bons desempenhos e o cyberbullying podem ser apontados como alguns dos vilões. Mas por que as garotas estariam sendo mais afetadas? Questões hormonais e culturais podem estar envolvidas. Inclusive, o próprio padrão de beleza atual e as exigências por trás dele — que certamente são mais fortes no sexo feminino — teriam um papel importante nesse sentido.