Por mais de 20 anos, Natal e outros estados do litoral brasileiro ficaram sob o domínio da Holanda. Entretanto, pensamos rapidamente nos santos mártires, mas o Centro Histórico de Natal e outros lugares do Rio Grande do Norte também tiveram as suas cicatrizes pelos neerlandeses.
A Invasão Holandesa no Brasil foi um dos episódios que mudou a cena do Nordeste. Muitos se falam de Maurício de Nassau e sua contribuição com o estado de Pernambuco. Entretanto, no Rio Grande do Norte, a invasão foi marcada por violência não só entre os cidadãos, mas também em símbolos religiosos. Por isso, vamos montar um infográfico para explicar que este episódio, embora pareça que durou pouco tempo nos livros de história, durou anos.
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Pedro Mendes Gouveia foi o 15º Capitão-Mor nomeado pela coroa portuguesa na capitania do Rio Grande. Ninguém sabe se ele era português ou espanhol, visto que nesta época havia a União Ibérica, quando Portugal e Espanhol se juntaram.
Por isso, existem vários debates sobre como é a grafia correta de seu nome.
No entanto, sabe-se que ele foi nomeado como Capitão-Mor em torno de 1630 e os historiadores o lembram por enfrentar os holandeses da invasão.
Após perder dos holandeses, ele ficou ferido por estilhaços de peluoros e o forte rendeu-se, entregue pelo seu ajudante Sebastião Pinheiro Coelho que retirou as chaves estando o Capitão-mor desacordado pela febre dos ferimentos.
Depois, ele foi encaminhado para Pernambuco, onde ficou preso. Após ser solto, viveu em Goiana e Itamaracá, onde morreu em torno de 1646 ou 1647. Entretanto, outros dizem que o mesmo morreu durante a batalha.
Com a morte dos Padres André de Soveral e Ambrósio Ferro, além do camponês Mateus Moreira, o Vaticano realizou homenagens sob a alegação de que eles se sacrificaram em nome da fé. Como resultado, em 16 de junho de 1989 o processo de beatificação foi concedido pela Santa Sé.
Em 21 de dezembro de 1998 o papa João II assinou o decreto reconhecendo o martírio de 30 brasileiros, sendo dois sacerdotes e 28 leigos.
A celebração de beatificação aconteceu na Praça de São Pedro, no Vaticano, no dia 5 de março de 2000. A cerimônia religiosa foi presidida pelo papa João Paulo II. No Local do Massacre foi erguido o Monumento dos Mártires em memória dos Bem-Aventurados. O espaço é aberto aos turistas e religiosos, e a cada mês de outubro recebe centenas de fiéis de todas as partes que acompanham as celebrações e festividades em homenagem aos mortos.
Em homenagem ao morticínio, foi erguido um monumento na localidade de Uruaçu, próximo aonde ocorreu o martírio, denominado ‘Monumento aos Mártires’, que foi inaugurado no dia 05 de dezembro de 2000 com a presença de aproximadamente 15 mil pessoas, incluindo diversas autoridades eclesiásticas e governamentais.
O local abrange uma área de dois hectares, doada pela família Veríssimo, proprietária da fazenda. O Monumento aos Mártires foi projetado pelo arquiteto Francisco Soares Junior, tendo capacidade para receber 20 mil peregrinos. Atrás do palco há um painel medindo 30 metros. O Capelão do monumento é o Padre Antônio Murilo de Paiva.
Em março de 2017, o Papa Francisco anunciou que a canonização de 30 novos santos brasileiros foi aprovada aprovou um decreto a lista de beatos a serem santificados.
O processo de canonização estava na Congregação para a Causa dos Santos, no Vaticano, desde o segundo semestre de 2015, por indicação do próprio Papa Francisco.
De acordo com a Arquidiocese de Natal, em outubro do ano passado, o Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni D’ Aniello, esteve na região e conheceu os locais dos martírios, e pode presenciar a devoção aos beatos.
Atualmente, os mártires de Cunhaú e Uruaçu são celebrados em duas datas: 16 de julho, numa cerimônia na capela da Nossa Senhora das Candeias, onde o massacre de Cunhaú aconteceu; e no dia 3 de outubro em Uruaçu, onde os mártires foram mortos pelos índios e soldados holandeses.

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