Revolta da Vacina no BrasilRevolta da Vacina no BrasilRevolta da Vacina no Brasil
A obrigatoriedade da apresentação da carteira de vacinação
contra Covid-19 e a recusa de 30% da população brasileira pela
vacinação, lembrou que há 100 anos houve um protesto por
motivos similares.
95% de internados na95% de internados na95% de internados na
UTI com vacinaçãoUTI com vacinaçãoUTI com vacinação
incompleta no RNincompleta no RNincompleta no RN
No dia 28 de janeiro, a
diretoria do hospital
Giselda Trigueiro,
referência no atendimento
de doenças
infectocontagiosas, afirmou
que das 19 pessoas
internadas na Unidade de
Terapia Intensiva (UTI) por
Covid-19, 18 não tomaram
o esquema completo da
vacina. Desses 18, a
metade não tomou
nenhuma das doses.
Desses noves que não
vacinaram, sete estão
intubados. Segundo a
Secretaria do Estado da
Saúde Pública (Sesap), o
padrão é o mesmo em
todas as unidades que
estão recebendo os
pacientes com a doença.
Fonte: G1/RN
Em 1904, o Rio de
Janeiro, capital do Brasil
na época, protestou
contra a vacina
obrigatória exigida por
Oswaldo Cruz, então
Diretor Geral de Saúde,
contra o surto de varíola.
O presidente era
Rodrigues Alves, que fez
uma restruturação
urbana, em que
desalojaram os cortiços
de forma autoritária e
forçando a migração aos
morros da cidade.
Ao mesmo tempo,
Oswaldo Cruz criou uma
reforma sanitária, onde
exterminou ratos conta a
peste bubônica e
destruíram focos do
mosquito para acabar
com a febre amarela.
Para a varíola, ele
obrigou a vacinação, que
virou lei em outubro de
1904. Nessa lei, a
população seria obrigada
a comprovar que vacinou
para casar-se, arranjar
um emprego, viajar etc.
A população não teve
acesso a informações
sobre a importância da
vacinação, assim boatos
espalhassem-se. Ex:
Diziam que as mulheres
ficariam deficientes com
a vacina.
Em novembro, cariocas
foram a rua para
protestar contra a
vacina, reunindo quatro
mil pessoas. O presidente
convocou o exército e
polícia para intervir.
Os protestos ganharam
volume e força no dia 13
de novembro, o que fez
com que a violência se
espalhasse pelas ruas do
Rio de Janeiro. Prédios
públicos foram invadidos,
houve vandalismo nas
ruas, bondes foram
incendiados, e barricadas
foram formadas em
diferentes bairros da
cidade.
Uma curiosidade é que tentaram
derrubar Rodrigues Alves com um
golpe militar liderado por Hermes da
Fonseca, que não deu certo. Apesar
de tudo, a campanha de vacinação
teve sucesso em erradicar a varíola.
Em 1917, Rodrigues Alves morre de
Gripe Espanhola.