{"id":5514,"date":"2026-04-01T00:00:00","date_gmt":"2026-04-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=5514"},"modified":"2026-04-01T00:00:00","modified_gmt":"2026-04-01T03:00:00","slug":"e-so-pra-dar-um-toque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/e-so-pra-dar-um-toque\/","title":{"rendered":"\u00c9 s\u00f3 pra dar um toque"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/text1.jpg-1.jpeg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Come\u00e7o hoje a ocupar este espa\u00e7o no <em>Brechando<\/em>, depois de ter feito um convite com ares de amea\u00e7a \u00e0 queridona Lara Paiva para que ela me deixasse escrever aqui, para falar de coisas da terra, mas tamb\u00e9m de alhures. Retornar a Natal, depois de 16 anos na ponte a\u00e9rea com Jo\u00e3o Pessoa, me deu vontade de retomar o conv\u00edvio com a cidade e, por que n\u00e3o?, meter meu bedelho no que ando acompanhando e, principalmente, lendo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cidade tamb\u00e9m me enche de nostalgia, de fatos que vivi, que ouvi falar, de pessoas que conheci, convivi, amei. Uma delas, claro, \u00e9 meu pai, Carl\u00e3o de Souza. Da\u00ed a pequena homenagem que resolvi fazer, ao tomar emprestado o nome da coluna que ele escreveu durante v\u00e1rios anos na <em>Tribuna do Norte<\/em> para batizar este meu pequeno recanto da internet.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sempre achei muito engra\u00e7ado a coluna dele se chamar \u201clivros e cultura\u201d, porque parecia \u00e0 primeira vista que livro e cultura eram coisas separadas, distintas, o que era pra mim um contrassenso. Depois, percebi se tratar de uma desculpa do velho safado para falar de outras coisas al\u00e9m do objetivo principal que ele havia arrumado para conseguir o espa\u00e7o. Ou seja, um migu\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, a cidade passou a me dar uns toques sobre essa ideia de voltar a colaborar na imprensa local. O primeiro deles foi uma liga\u00e7\u00e3o de Abimael Silva, do Sebo Vermelho, um parceiro de longa data tanto meu como de papai, e com quem eu n\u00e3o conversava direito desde abril do ano passado. Frescuragem de amantes antigos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele me convidava para retomarmos nossa parceria com a editora Sebo Vermelho (h\u00e1 mais de 20 anos ajudo Abimael revisando e preparando textos em sua tarefa herc\u00falea de manter viva a mem\u00f3ria material potiguar) e, para isso, me chamou ao lan\u00e7amento (no s\u00e1bado, 14\/3) de <em>Alguns Livros Potiguares 2<\/em>, de Chumbo Pinheiro, a quem n\u00e3o conhecia, mas cujo nome n\u00e3o me era estranho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para minha surpresa, o livro era dedicado, vejam s\u00f3, \u00e0 mem\u00f3ria de Carl\u00e3o e de Nelson Patriota, dois cr\u00edticos liter\u00e1rios que, cada um a seu jeito, contribu\u00edram para um campo t\u00e3o pouco ocupado na vida intelectual da prov\u00edncia. Que bacana!<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/dedicatoria_chumbo-1080x486.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-74451\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Dedicat\u00f3ria do livro Alguns Livros Potiguares 2, de Chumbo Pinheiro<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na hora de pegar meu aut\u00f3grafo, me apresentei como filho do homem. Pinheiro deu uma estremecida e confessou que se emocionou ao descobrir isso. Perguntei, ent\u00e3o, como ele havia conhecido Carl\u00e3o. Ele me disse que nunca teve o privil\u00e9gio de encontr\u00e1-lo pessoalmente, mas que papai tivera um papel crucial em sua jornada como cr\u00edtico liter\u00e1rio iniciante.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/chumbo-pinheiro-e1775062483418-782x1080.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-74452\" style=\"aspect-ratio:0.7240860636975999;width:445px;height:auto\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Chumbo Pinheiro e este colunista no lan\u00e7amento<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acontece que Chumbo colaborava com Thiago Gonzaga no finado blog <em>101 Livros do RN (que voc\u00ea precisa ler)<\/em>, isso ali pelo come\u00e7o dos anos 2010, resenhando leituras que ambos vinham fazendo. Os dois, aficionados por literatura, se conheceram no trabalho, como garis, e descobriram a paix\u00e3o em comum por uma boa leitura. Depois, Gonzaga se tornaria um s\u00e9rio estudioso da literatura local, com doutorado na \u00e1rea defendido ano passado, e Pinheiro (na verdade, um pseud\u00f4nimo para Lu\u00eds Pereira da Silva) enveredaria pelas Ci\u00eancias Sociais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2014, Pinheiro reuniu 33 daquelas resenhas e publicou <em>Alguns Livros Potiguares<\/em>. O livro, tadinho, foi analisado pela lupa \u00e0s vezes cruel de Nelson Patriota, que reconheceu a paix\u00e3o do autor pela literatura, mas percebeu um certo amadorismo, bem como fragilidades em sua visada sobre os escritos locais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Magoado com a cr\u00edtica, Pinheiro pensou em abandonar a empreitada de escrever sobre escrever, mas disse que repensou a decis\u00e3o ao ler um breve coment\u00e1rio encorajador de Carl\u00e3o em sua coluna da <em>Tribuna<\/em>. E me falou que, desde ent\u00e3o, ele passou a abrir espa\u00e7o ocasionalmente para as resenhas de Chumbo em sua coluna, o que reanimou o resenhista ainda mais. Da\u00ed a gratid\u00e3o e a dedicat\u00f3ria no segundo volume.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No dia seguinte, recebi mensagem de meu irm\u00e3o Adriano falando sobre Agnaldo Fran\u00e7a, o Naldo, nosso amigo de inf\u00e2ncia no conjunto Panatis, na Zona Norte de Natal. Naldo entrara em contato com meu irm\u00e3o para saber not\u00edcias minhas, pois h\u00e1 alguns anos n\u00e3o nos fal\u00e1vamos e ele estivera na antiga casa da fam\u00edlia \u2013 e l\u00e1 encontrou uma raridade que o emocionou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Corria o ano de 1999 e eu come\u00e7ava minha carreira jornal\u00edstica como diagramador no <em>Di\u00e1rio de Natal<\/em>, uma forma que papai arranjara de diminuir as despesas em casa, uma vez que minha filha Helena estava pra chegar a qualquer momento e eu, ainda calouro na UFRN, n\u00e3o tinha um pau para bater num doido (coisa, ali\u00e1s, que eu jamais faria, quero deixar claro).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Era, ainda, o ano do quarto centen\u00e1rio da cidade e, como parte das comemora\u00e7\u00f5es, o Di\u00e1rio de Natal publicava diariamente uma se\u00e7\u00e3o chamada \u201cCr\u00f4nicas Natalenses\u201d, com relatos de moradores sobre sua vida na cidade. O espa\u00e7o era ocupado, majoritariamente, pela nobre e fina flor da burguesia local e suas lembran\u00e7as festivas cheias de riquififes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 os Fran\u00e7a, por sua vez, eram uma fam\u00edlia humilde e bastante trabalhadora, que se alojaram numa casa toda ainda por fazer na at\u00e9 hoje long\u00ednqua Zona Norte, ap\u00f3s o patriarca, Seu Apr\u00edgio, perder quase tudo com o confisco da poupan\u00e7a promovido no governo Collor. A fam\u00edlia era numerosa, oito filhos, e todos eram muito bem criados por dona Mariquinha, esposa de seu Apr\u00edgio. Jogamos muita bola na rua de paralelep\u00edpedos que separava a casa deles da nossa, eu, meu irm\u00e3o, Naldo e os irm\u00e3os mais novos dele: Val e Leandro. Deixei por l\u00e1 diversos peda\u00e7os do couro dos meus p\u00e9s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Geomar, um dos irm\u00e3os mais velhos de Naldo, era, em 99, motorista do Di\u00e1rio de Natal e as \u201cCr\u00f4nicas Natalenses\u201d sa\u00edam no caderno \u201cMuito\u201d, de cultura, que era editado por papai. T\u00edmido, Geomar ficou receoso de falar com os editores, mas se lembrou de nossa proximidade e me pediu um favor: seria poss\u00edvel publicar uma carta de dona Mariquinha naquele espa\u00e7o?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Miss\u00e3o dada, miss\u00e3o cumprida: passei o relato a papai, que, em 22 de dezembro daquele ano, portanto \u00e0s v\u00e9speras do anivers\u00e1rio da cidade, publicou a mem\u00f3ria de dona Mariquinha, ou melhor, Maria da Apresenta\u00e7\u00e3o Silva de Fran\u00e7a, filha do bairro do Alecrim. Segue o texto bacaninha demais que ela escreveu (e que a fam\u00edlia autorizou que eu reproduzisse):<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Lembran\u00e7as da cidade antiga<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Maria da Apresenta\u00e7\u00e3o Silva de Fran\u00e7a*<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>No auge dos 400 anos de Natal, \u00e9 com alegria e satisfa\u00e7\u00e3o que relato minha inf\u00e2ncia, e hoje aos meus 62 anos, agrade\u00e7o a Deus por fazer parte desta hist\u00f3ria de Natal, Cidade Pres\u00e9pio em que se comemora o nascimento do menino Jesus. Vamos juntos pedir por todos os irm\u00e3os unidos em uma s\u00f3 ora\u00e7\u00e3o: que Ele nos aben\u00e7oe l\u00e1 no c\u00e9u. Feliz Natal!<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Nasci na Avenida 1 pr\u00f3ximo \u00e0 avenida 7, na \u00e9poca n\u00e3o tinha energia el\u00e9trica, eu era muito chorona e \u00e0 noite meu pai colocava um cord\u00e3o na rede, que ia at\u00e9 o dedo p\u00e9 para me balan\u00e7ar.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Certa noite o cord\u00e3o pegou fogo no candeeiro e o cansa\u00e7o de minha m\u00e3e e pai, o sono deles era profundo, impediu que eles dessem conta do fogo. A minha chegada ao mundo foi muito, muito cheia de alegria e especial, para minha av\u00f3 e tios, tias, todos moravam na mesma casa.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Todos dormiam quando acordaram pelas labaredas do fogo dentro de casa. Todos gritando e meu pai e m\u00e3e n\u00e3o acordavam. Eles bateram na porta e nada de acordar meus pais. Todos me procurando e n\u00e3o me encontravam. Minha tia pisou numa coisa mole. L\u00e1 estava eu com os olhos verdes olhando pro fogo. O pavor foi grande mas a alegria foi eu estar viva, e com o aconchego de todos agradecendo a Deus por eu estar s\u00e3 e salva.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Com poucos dias de nascida e do acontecido, fomos morar na Av. Alexandrino de Alencar, que era s\u00f3 de s\u00edtios. Poucas pessoas moravam onde hoje \u00e9 a mais bela avenida em Natal. Tinha a vacaria do Sr. Pedro Clementino e fam\u00edlia; Mercearia do Sr. Nezinho e fam\u00edlia; Sr. Haroldo e filhos; D. Ana, professora, e fam\u00edlia. Na Avenida 6 ficava o s\u00edtio do Dr. Choque, hoje posto de gasolina e as casas que pertencem \u00e0 Marinha. Moravam no local o Sr. Luiz e fam\u00edlia, Sr. Pascoal e fam\u00edlia; Sr. Justino e fam\u00edlia e tantos outros que me falham a mem\u00f3ria.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Tudo era areia, energia n\u00e3o tinha, s\u00f3 o firmamento com sua luz divina. E as serenatas dos jovens apaixonados. Na Jaguarary, moravam Jo\u00e3o Nepomuceno e fam\u00edlia. Luiz, este trabalhava na For\u00e7a e Luz, quando se fez presente a companhia. Foi uma festa a energia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Sr. Sautino Pedreiro, Dr. Julio R\u00e9gis, Artur (Buchudo) como era conhecido e querido por crian\u00e7as, velhos e adultos por sua maneira de tratar as pessoas. Ningu\u00e9m morre quando permanece vivo no cora\u00e7\u00e3o dos seus entes queridos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O s\u00edtio que pertencia a ele tinha um cacimb\u00e3o. Na \u00e9poca a \u00e1gua era a fonte que se tinha. Ele era funcion\u00e1rio da Prefeitura, gostava de andar a cavalo com os amigos. Tinha v\u00e1rios jericos. A R\u00e1dio Poti tinha o locutor Luiz Cordeiro que em \u00e9poca do Carnaval pedia o jerico emprestado para fazer o bloco. Era muito engra\u00e7ado. Lembro de Genar Wanderley, com seu programa Domingo Alegre, o locutor Paulo C\u00e2mara, Ademir Ribeiro e tantos outros que faziam as novelas no R\u00e1dio. Lembro tamb\u00e9m da cantora Glorinha Oliveira.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Lembro da Igreja S. Pedro, que tinha missa \u00e0s 4h30 da manh\u00e3, celebrada pelo padre Martinho. O abrigo Juvino Barreto com os velhinhos, as freiras que cuidavam. O orfanato onde as freiras tomavam conta das meninas. No fim do ano tinha exposi\u00e7\u00e3o feita pelas crian\u00e7as e jovens que tinham m\u00e3os de fada, com seus trabalhos, pescarias e dramatiza\u00e7\u00e3o que encantavam os olhos de quem ficava at\u00e9 meia noite para esperar a Missa de Natal.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Depois da campanha de Aluizio Alves contra Dinarte Mariz foi que as pessoas ficaram conhecendo o que era governador. O trio el\u00e9trico passava na Alexandrino de Alencar. Quando tinha passeata de Aluizio, o povo era vestido de verde, bandeiras e at\u00e9 galhos de \u00e1rvores, era festa. De l\u00e1 pra c\u00e1, toda crian\u00e7a hoje sabe o que \u00e9 governador e prefeito.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O pai de Gilliard tinha uma movelaria, a m\u00e3e era professora. O foto de Jorge M\u00e1rio, no Alecrim, era um sucesso. Tinha tamb\u00e9m a Farm\u00e1cia Navarro, Celeste Cabeleireira, Armaz\u00e9m S. Jos\u00e9, Movelaria Almeida, a feira do Alecrim. Tudo faz parte da hist\u00f3ria maravilhosa de Natal.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O bonde, as lota\u00e7\u00f5es, os acidentes do Baldo. Gra\u00e7as a Deus, hoje, o viaduto foi a salva\u00e7\u00e3o. Fiz at\u00e9 a 5a S\u00e9rie no Grupo Estadual Professor Jo\u00e3o Tib\u00farcio, Diretor Saturnino e a Professora Orione, e tantos outros que n\u00e3o esquecemos, com saudades dos nossos colegas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O tempo n\u00e3o destr\u00f3i o que se construir para a eternidade.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cOs justos brilhar\u00e3o como o sol no reino do seu pai\u201d Mateus 13,43.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">* Maria da Apresenta\u00e7\u00e3o Silva de Fran\u00e7a \u00e9 natalense<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ok, agora voc\u00ea pode estar a se perguntar: Mas Alex, como foi que voc\u00ea conseguiu esse texto? \u00c9 que os Fran\u00e7a mant\u00eam emoldurada e pendurada na parede at\u00e9 hoje, como um trof\u00e9u precioso, a contribui\u00e7\u00e3o de dona Mariquinha aos 400 anos de Natal. \u00c9 uma das maneiras que a fam\u00edlia arranjou para manter viva a mem\u00f3ria da matriarca, que partiu em agosto de 2004.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/mariquinha-1080x883.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-74459\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Artigo de D. Mariquinha que a fam\u00edlia Fran\u00e7a preserva com orgulho na parede da velha casa deles, no Panatis<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E foi rever esse quadro, naquele dia, que fez Naldo, meu bom e velho amigo, retomar o contato h\u00e1 anos perdido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carl\u00e3o tinha essa marca, a da generosidade. Em seu vel\u00f3rio, pelo menos tr\u00eas pessoas me procuraram para falar que estavam ali em gratid\u00e3o por ele ter aberto espa\u00e7o para que elas pudessem publicar nos jornais onde ele trabalhou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o, esta coluna \u00e9 minha maneira, tamb\u00e9m, de homenagear meu velho pai e ter uma desculpa para voltar dar pitacos sobre livros que li ou ando lendo e, quem sabe? cultura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Int\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-x-large-font-size\">Maluvidos<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Sagrado<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste feriado de semana santa, o Cin\u00e9polis do Natal Shopping exibir\u00e1, de quinta a domingo, em sess\u00e3o \u00fanica, o cl\u00e1ssico Ben Hur, de William Wyler. \u00c9 simplesmente o maior romance gay do cinema crist\u00e3o de todos os tempos. J\u00e1 comprei meu ingresso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Profano<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesta quinta (2\/4), Carito Cavalcanti lan\u00e7a O T\u00eanis da Foto da Capa e Outras Hist\u00f3rias, livro de causos autobiogr\u00e1ficos de um cara que viveu pra caramba. A festan\u00e7a ser\u00e1 no Seburubu, a partir das 18h. Queira Deus que a chuva n\u00e3o atrapalhe e o lan\u00e7amento precise ser adiado, sen\u00e3o Carito vai findar lendo o livro todinho pra gente nos v\u00eddeos que vem gravando para divulgar o lan\u00e7amento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Nas brechas<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vamos todos brechar de cora\u00e7\u00e3o! Pedi a Larinha Paiva para me ceder este espa\u00e7o em seu blog porque acho muito importante o trabalho que ela faz sobre jornalismo cultural e mem\u00f3ria de Natal e do RN. O Brechando t\u00e1 nessa trincheira h\u00e1 um temp\u00e3o e, apesar de nunca termos tido a oportunidade de trabalhar juntos na minha \u00e9poca de reda\u00e7\u00e3o, sempre reconheci esse esfor\u00e7o. E viva o Brechando!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"http:\/\/apoia.se\/brechandoblog\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/banner-brechando-quadrado-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-74398\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\t<div id=\"respond\" class=\"comment-respond wp-block-post-comments-form\">\r\n\t\t<h3 id=\"reply-title\" class=\"comment-reply-title\">Deixe um coment\u00e1rio <small><a rel=\"nofollow\" id=\"cancel-comment-reply-link\" href=\"\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5514#respond\" style=\"display:none;\">Cancelar resposta<\/a><\/small><\/h3><form action=\"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-comments-post.php\" method=\"post\" id=\"commentform\" class=\"comment-form\"><p class=\"comment-notes\"><span id=\"email-notes\">O seu endere\u00e7o de e-mail n\u00e3o ser\u00e1 publicado.<\/span> <span class=\"required-field-message\">Campos obrigat\u00f3rios s\u00e3o marcados com <span class=\"required\">*<\/span><\/span><\/p><p class=\"comment-form-comment\"><label for=\"comment\">Coment\u00e1rio <span class=\"required\">*<\/span><\/label> <textarea placeholder=\"Leave a Comment\" id=\"comment\" name=\"comment\" cols=\"45\" rows=\"8\" maxlength=\"65525\" required><\/textarea><\/p><p class=\"comment-form-author\"><label for=\"author\">Nome <span class=\"required\">*<\/span><\/label> <input placeholder=\"Your name\" id=\"author\" name=\"author\" type=\"text\" value=\"\" size=\"30\" maxlength=\"245\" autocomplete=\"name\" required \/><\/p>\n<p class=\"comment-form-email\"><label for=\"email\">E-mail <span class=\"required\">*<\/span><\/label> <input placeholder=\"Your email\" id=\"email\" name=\"email\" type=\"email\" value=\"\" size=\"30\" maxlength=\"100\" aria-describedby=\"email-notes\" autocomplete=\"email\" required \/><\/p>\n<p class=\"comment-form-url\"><label for=\"url\">Site<\/label> <input placeholder=\"Your website\" id=\"url\" name=\"url\" type=\"url\" value=\"\" size=\"30\" maxlength=\"200\" autocomplete=\"url\" \/><\/p>\n<p class=\"comment-form-cookies-consent\"><input id=\"wp-comment-cookies-consent\" name=\"wp-comment-cookies-consent\" type=\"checkbox\" value=\"yes\" \/> <label for=\"wp-comment-cookies-consent\">Salvar meus dados neste navegador para a pr\u00f3xima vez que eu comentar.<\/label><\/p>\n<p class=\"form-submit\"><input name=\"submit\" type=\"submit\" id=\"submit\" class=\"submit\" value=\"Publicar coment\u00e1rio\" \/> <input type='hidden' name='comment_post_ID' value='5514' id='comment_post_ID' \/>\n<input type='hidden' name='comment_parent' id='comment_parent' value='0' \/>\n<\/p><\/form>\t<\/div><!-- #respond -->\r\n\t\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Come\u00e7o hoje a ocupar este espa\u00e7o no Brechando, depois de ter feito um convite com ares de amea\u00e7a \u00e0 queridona Lara Paiva para que ela me deixasse escrever aqui, para falar de coisas da terra, mas tamb\u00e9m de alhures. Retornar a Natal, depois de 16 anos na ponte a\u00e9rea com Jo\u00e3o Pessoa, me deu vontade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":5932,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4638],"tags":[4639],"class_list":["post-5514","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-colunastoque-livros-cultura","tag-alex-de-souzacoluna"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5514","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5514"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5514\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5932"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5514"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5514"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5514"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}