{"id":5399,"date":"2025-10-27T00:00:00","date_gmt":"2025-10-27T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=5399"},"modified":"2025-10-27T00:00:00","modified_gmt":"2025-10-27T03:00:00","slug":"maior-legado-do-burburinho-e-o-de-ter-se-tornado-um-espaco-simbolico-de-convivencia-e-de-pertencimento-para-a-cena-cultural-disse-nathalia-santana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/maior-legado-do-burburinho-e-o-de-ter-se-tornado-um-espaco-simbolico-de-convivencia-e-de-pertencimento-para-a-cena-cultural-disse-nathalia-santana\/","title":{"rendered":"&#8220;Maior legado do Burburinho \u00e9 o de ter se tornado um espa\u00e7o simb\u00f3lico de conviv\u00eancia e de pertencimento para a cena cultural&#8221;, disse Nath\u00e1lia Santana."},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Burburinho j\u00e1 virou tradi\u00e7\u00e3o em Natal: um festival que mistura m\u00fasica, artes c\u00eanicas e conviv\u00eancia em um clima leve, colorido e cheio de encontros. Desde 2017, o projeto tem conquistado espa\u00e7o no calend\u00e1rio cultural da cidade e se firmado como um lugar de resist\u00eancia e afeto em meio \u00e0s dificuldades da produ\u00e7\u00e3o cultural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para entender melhor os bastidores e as escolhas da 9\u00aa edi\u00e7\u00e3o, marcado para este fim de semana, batemos um papo com Nathalia Santana, produtora cultural e idealizadora do festival. Ela falou sobre a motiva\u00e7\u00e3o de seguir adiante, a presen\u00e7a marcante das mulheres na programa\u00e7\u00e3o e os desafios de realizar um evento gratuito que j\u00e1 faz parte da mem\u00f3ria afetiva dos potiguares.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Meu-bem-deixa-eu-te-dizer-os-ultimos-50-ingressos-pra-pista-do-@pontodebulicao-estao-disponive-600x800.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-72213\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A produtora cultural Nathalia Santana (Foto: Cynthia Campos)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Brechando: O que motiva a continuar o Burburinho?&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nathalia Santana: <\/strong>O que me motiva \u00e9 saber que o Burburinho \u00e9 um projeto bonito, necess\u00e1rio e significativo para a cidade. Ele contribui para o fortalecimento da nossa cena cultural e para o pr\u00f3prio calend\u00e1rio art\u00edstico de Natal. Desde 2017, o festival vem se consolidando como um espa\u00e7o de hospitalidade e conviv\u00eancia, com uma proposta que vai muito al\u00e9m da programa\u00e7\u00e3o: \u00e9 sobre como as pessoas se encontram, se reconhecem e se sentem parte de algo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acredito que o Burburinho tem uma fun\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica e social importante, a de reaproximar as pessoas, de estimular pr\u00e1ticas de conviv\u00eancia mais afetivas e de reocupar o espa\u00e7o urbano com sentido, carinho e presen\u00e7a. E fazer tudo isso a partir da arte \u00e9 o que torna o projeto ainda mais especial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A arte \u00e9 uma ferramenta de desenvolvimento humano, ela desperta sensa\u00e7\u00f5es, provoca reflex\u00f5es e amplia o nosso olhar sobre o mundo. Por isso, o que me faz seguir \u00e9 justamente esse prop\u00f3sito, o de saber que o Burburinho n\u00e3o existe apenas como uma op\u00e7\u00e3o de entretenimento, mas como uma a\u00e7\u00e3o cultural que transforma, que sensibiliza e que contribui para uma vida coletiva mais rica e mais humana e interessante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Brechando: Vi que o line-up tem uma forte participa\u00e7\u00e3o feminina. Qual foi o crivo de sele\u00e7\u00e3o?&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nathalia Santana: <\/strong>A presen\u00e7a das mulheres \u00e9 algo muito org\u00e2nico dentro do meu trabalho na Pinote Produ\u00e7\u00f5es. Em todos os projetos que realizamos, n\u00e3o apenas no Burburinho, a pauta da equidade de g\u00eanero est\u00e1 muito presente. E isso se reflete tanto no palco quanto nos bastidores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais de 70% da equipe do festival \u00e9 composta por mulheres em posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a: na produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, na log\u00edstica, na coordena\u00e7\u00e3o de frontstage e backstage, na assessoria de imprensa, na cobertura audiovisual, na comunica\u00e7\u00e3o e at\u00e9 na apresenta\u00e7\u00e3o. \u00c9 um recorte que n\u00e3o acontece por acaso. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eu venho de uma fam\u00edlia em que as mulheres sempre foram a base, minha m\u00e3e, por exemplo, sempre ocupou esse lugar de for\u00e7a e condu\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, para mim, \u00e9 natural conduzir as coisas dessa forma, mas com a consci\u00eancia de que ainda vivemos em um contexto onde os espa\u00e7os de visibilidade e decis\u00e3o s\u00e3o majoritariamente masculinos. Trabalhar para inverter essa l\u00f3gica \u00e9 uma escolha e uma responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na curadoria deste ano, esse olhar tamb\u00e9m esteve muito presente. 80% da programa\u00e7\u00e3o \u00e9 protagonizada por mulheres. Al\u00e9m disso, essa sele\u00e7\u00e3o dialoga com o conceito da edi\u00e7\u00e3o, o \u201cano 9\u201d, que simboliza encerramentos e recome\u00e7os. Por isso, trouxemos de volta artistas e grupos que fizeram parte da nossa primeira edi\u00e7\u00e3o, em 2017, como o Coletivo Atores \u00e0 Deriva, com o espet\u00e1culo <em>Fl\u00favio e o Mar<\/em>, e artistas como Khrystal e Rosa de Pedra, que t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o bonita com a hist\u00f3ria do festival.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tudo na curadoria tem um sentido. Cada escolha busca despertar no p\u00fablico alguma forma de emo\u00e7\u00e3o, reflex\u00e3o ou encantamento. Queremos que quem passe pelo Burburinho saia minimamente tocado e que perceba, de forma clara, que o protagonismo feminino \u00e9 parte estrutural da beleza e da for\u00e7a que movem o festival.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>B: Qual vai ser o diferencial dessa edi\u00e7\u00e3o?&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NS: <\/strong>Essa \u00e9 uma edi\u00e7\u00e3o desafiadora. Tivemos uma diminui\u00e7\u00e3o significativa de recursos em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, e por isso optamos por concentrar o festival em um \u00fanico dia. Essa foi a maneira mais respons\u00e1vel de garantir a qualidade da nossa estrutura, a dignidade do trabalho da equipe e dos artistas, e a manuten\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es essenciais que consideramos inegoci\u00e1veis: conforto, seguran\u00e7a, organiza\u00e7\u00e3o e um conte\u00fado art\u00edstico relevante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fazer um evento gratuito tem um custo muito alto, especialmente porque cada dia de programa\u00e7\u00e3o representa uma grande opera\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, ao inv\u00e9s de comprometer a qualidade, preferimos reduzir a dura\u00e7\u00e3o, mantendo o cuidado em cada detalhe. Essa decis\u00e3o reflete o nosso compromisso com o p\u00fablico e com os profissionais que fazem o festival acontecer.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gosto de falar sobre isso com transpar\u00eancia, porque trabalhamos com incentivo p\u00fablico, atrav\u00e9s do Programa Djalma Maranh\u00e3o, e acredito que \u00e9 nossa responsabilidade comunicar essas realidades. Desde 2017, o Burburinho nunca foi executado com o or\u00e7amento ideal, mas sempre com muito empenho, criatividade e um senso de prioridade muito claro: fazer um evento digno, bonito e acess\u00edvel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, o grande diferencial desta edi\u00e7\u00e3o est\u00e1 justamente nessa resist\u00eancia. \u00c9 uma edi\u00e7\u00e3o de reafirma\u00e7\u00e3o, de manuten\u00e7\u00e3o da qualidade e de continuidade de um projeto que \u00e9 essencial para a cidade. Mesmo em um ano financeiramente mais delicado, seguimos com o mesmo cuidado de sempre, uma estrutura agrad\u00e1vel, uma curadoria bonita e um espa\u00e7o de conviv\u00eancia que acolhe o p\u00fablico com hospitalidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais do que uma edi\u00e7\u00e3o de grandes novidades, essa \u00e9 uma edi\u00e7\u00e3o de perman\u00eancia, e, hoje, permanecer com qualidade j\u00e1 \u00e9, por si s\u00f3, um grande ato de coragem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile has-base-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-c3762868d3ff5cc67edd60f710dd7a94\" style=\"background-color:#ff0000\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/@brunnomartins-5V3A7750-Aprimorado-NR-1200x800.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-72211 size-full\"\/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eu venho de uma fam\u00edlia em que as mulheres sempre foram a base, minha m\u00e3e, por exemplo, sempre ocupou esse lugar de for\u00e7a e condu\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, para mim, \u00e9 natural conduzir as coisas dessa forma, mas com a consci\u00eancia de que ainda vivemos em um contexto onde os espa\u00e7os de visibilidade e decis\u00e3o s\u00e3o majoritariamente masculinos. Trabalhar para inverter essa l\u00f3gica \u00e9 uma escolha e uma responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">disse Nat\u00e1lia Santana, produtora do <strong>Burburinho <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foto: Brunno Martins<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>B: O que diferencia o Burburinho em rela\u00e7\u00e3o a outros festivais?&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NS: <\/strong>O Burburinho \u00e9 um festival com uma personalidade muito bem definida. A gente trabalha conscientemente na constru\u00e7\u00e3o desse corpo simb\u00f3lico, que \u00e9 feito de identidade, de coer\u00eancia e de prop\u00f3sito. Desde o in\u00edcio, pensamos o festival n\u00e3o apenas como um evento, mas como uma marca, uma plataforma de conviv\u00eancia em torno do bem-estar e da aprecia\u00e7\u00e3o art\u00edstica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Somos um festival de artes integradas, mas o palco n\u00e3o \u00e9 a nossa principal entrega. O nosso diferencial est\u00e1 no espa\u00e7o que criamos, um ambiente pensado para que as pessoas se encontrem, troquem, convivam e se reconhe\u00e7am. O Burburinho \u00e9, acima de tudo, um lugar de encontro: com o outro, consigo mesmo e com a arte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A programa\u00e7\u00e3o, claro, \u00e9 importante, mas o que nos move \u00e9 a experi\u00eancia humana que ela desperta. Cada espet\u00e1culo, cada show, cada oficina, interven\u00e7\u00e3o \u00e9 pensado para tocar, provocar sensa\u00e7\u00f5es e gerar reflex\u00e3o. O Burburinho n\u00e3o trabalha a partir da l\u00f3gica do entretenimento pelo entretenimento. Ele parte da sensibilidade e isso faz toda diferen\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro tra\u00e7o marcante \u00e9 que cada edi\u00e7\u00e3o nasce de um conceito. Esse conceito orienta tudo: a curadoria, o design, a comunica\u00e7\u00e3o e at\u00e9 a atmosfera do evento. Nossa identidade visual, por exemplo, sempre desperta muita expectativa, as pessoas esperam para ver qual vai ser a paleta de cores, o universo de s\u00edmbolos, o tom verbal daquele ano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Burburinho \u00e9, portanto, um festival com alma criativa, sentimental e experimental. Um projeto que une arte e afetividades com um olhar de marca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Brechando: Qual a import\u00e2ncia do incentivo p\u00fablico e privado aos festivais?&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nathalia Santana: <\/strong>Fazer produ\u00e7\u00e3o cultural \u00e9 um exerc\u00edcio profissional que demanda tempo, energia e uma s\u00e9rie de recursos, humanos, financeiros e materiais. Toda ideia, para sair do papel, precisa de estrutura, e essa estrutura depende de pessoas e institui\u00e7\u00f5es dispostas a investir, apoiar e acreditar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, os incentivos p\u00fablicos e privados s\u00e3o fundamentais. Eles viabilizam projetos que, de outra forma, n\u00e3o existiriam. No Brasil, ainda estamos em processo de amadurecimento dessa mentalidade, compreender a cultura como um campo essencial para o desenvolvimento social, e n\u00e3o apenas como um setor de entretenimento. A cultura \u00e9 um eixo transversal: ela dialoga com a educa\u00e7\u00e3o, com a sa\u00fade, com a cidadania, com a economia e com a constru\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios mais justos e potentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O incentivo p\u00fablico tem o papel de garantir que a cultura se mantenha como um direito, acess\u00edvel a todos. J\u00e1 o incentivo privado amplia essa rede, fortalecendo o compromisso das empresas e marcas com o desenvolvimento humano e simb\u00f3lico dos lugares onde atuam. Ambos s\u00e3o estruturantes, porque sustentam a base de um processo civilizat\u00f3rio: o de reconhecer a arte e a cultura como necessidades b\u00e1sicas de uma sociedade saud\u00e1vel, cr\u00edtica e sens\u00edvel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sem incentivo, n\u00e3o h\u00e1 como realizar. N\u00e3o basta ter boas ideias, \u00e9 preciso condi\u00e7\u00f5es para execut\u00e1-las. E, quando esses apoios existem, o que se produz vai muito al\u00e9m de um evento ou a\u00e7\u00e3o pontual, se produz transforma\u00e7\u00e3o, pertencimento, mem\u00f3ria e sentido coletivo que reverbera em muitas esferas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile has-base-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-ccdad84aee9eed09542d38675bf8d464\" style=\"background-color:#ff0000\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/@brunnomartins-5V3A8408-Aprimorado-NR-1-1200x800.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-72212 size-full\"\/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O grande diferencial desta edi\u00e7\u00e3o est\u00e1 justamente nessa resist\u00eancia. \u00c9 uma edi\u00e7\u00e3o de reafirma\u00e7\u00e3o, de manuten\u00e7\u00e3o da qualidade e de continuidade de um projeto que \u00e9 essencial para a cidade. Mesmo em um ano financeiramente mais delicado, seguimos com o mesmo cuidado de sempre, uma estrutura agrad\u00e1vel, uma curadoria bonita e um espa\u00e7o de conviv\u00eancia que acolhe o p\u00fablico com hospitalidade&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Nath\u00e1lia Santana<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foto: Brunno Martins.  <\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por fim, qual legado o Burburinho deixa ao povo do RN?&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nathalia Santana: <\/strong>Eu acho que o maior legado do Burburinho \u00e9 o de ter se tornado um espa\u00e7o simb\u00f3lico de conviv\u00eancia e de pertencimento para a cena cultural da cidade. \u00c9 bonito ver como o festival foi se consolidando nesses nove anos como um ponto de encontro das pessoas com a arte, com o outro e consigo mesmas. A gente v\u00ea fam\u00edlias inteiras chegando, crian\u00e7as correndo, artistas trocando entre si, pessoas se reencontrando, e tudo isso dentro de um ambiente que estimula a sensibilidade, o cuidado e a coletividade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Burburinho deixa um legado de continuidade, de resist\u00eancia e de exemplo de como \u00e9 poss\u00edvel fazer produ\u00e7\u00e3o cultural de forma respons\u00e1vel, bonita e coerente. \u00c9 um projeto que nasceu de um sonho e que segue sendo feito com muito trabalho, com muito amor e com uma rede enorme de pessoas que acreditam nele.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acho que o que o Burburinho ensina, de alguma forma, \u00e9 que a cultura \u00e9 um bem comum, que ela precisa ser vivida, cuidada e compartilhada. Que \u00e9 poss\u00edvel fazer um evento gratuito, de qualidade, que valoriza os artistas locais e movimenta a economia criativa da cidade. E, mais do que isso, que a arte pode, sim, ser uma for\u00e7a de transforma\u00e7\u00e3o social e espiritual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o, se existe um legado, eu diria que \u00e9 o de inspirar. Inspirar novas ideias, novos encontros, novos modos de fazer e de viver a cultura no Rio Grande do Norte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Burburinho j\u00e1 virou tradi\u00e7\u00e3o em Natal: um festival que mistura m\u00fasica, artes c\u00eanicas e conviv\u00eancia em um clima leve, colorido e cheio de encontros. Desde 2017, o projeto tem conquistado espa\u00e7o no calend\u00e1rio cultural da cidade e se firmado como um lugar de resist\u00eancia e afeto em meio \u00e0s dificuldades da produ\u00e7\u00e3o cultural. 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